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Conheça a autêntica Culinária Paraense!

tacacá

Com fortes influências indígenas, e com ingredientes tipicamente amazônicos, a Culinária Paraense é diferenciada e extremamente rica em sabores. 

A abundância de insumos que a maior floresta tropical do mundo proporciona para a região norte permite a construção de pratos que ficam na memória de quem os experimenta. 

Além disso, muitos preparos específicos que são de herança indígena fazem toda a diferença no resultado final das receitas. 

É por isso que podemos dizer que a Culinária Paraense carrega em suas raízes a autenticidade do nosso país! 

Neste artigo, vamos falar sobre as principais características e ingredientes da gastronomia do estado do Pará. Preparado para ficar com água na boca? 

Culinária Paraense

Principais ingredientes

Antes de citar as receitas típicas, precisamos falar dos principais ingredientes que aparecem nesta culinária. Ingredientes, inclusive, que são considerados exóticos em outros estados do Brasil. 

Vamos começar pelas frutas? Muito provavelmente você já deve conhecer o cupuaçu, mas você já experimentou o baruci, o taperebá ou o muruci? No Pará, elas são muito comuns no preparo de várias sobremesas, principalmente de geleias e sorvetes. 

muruci fruta

Além disso, também temos a forte presença do Açaí, que na Culinária Paraense é consumido de uma forma bem diferente comparado a outras regiões. Os principais acompanhamentos são farinhas e até mesmo pescados. 

Agora, falando de ingredientes que aparecem mais em pratos salgados, não podemos deixar de citar o famoso tucupi

Esse caldo amarelado encontrado facilmente em feiras livres é um dos produtos mais marcantes da gastronomia da região. Afinal, ele traz um toque de acidez especial para as receitas. 

Uma curiosidade interessante é que seu processo de produção pode levar vários dias, pois é necessário eliminar todas as toxinas que ele possui quando está em seu estado natural.

Se quiser conhecer mais sobre este ingrediente, confira nosso artigo “o que é o tucupi?”.

tucupi-amarelo

Assim como o tucupi, temos outro ingrediente que também vem da mandioca: a maniva. Na verdade, a maniva são as folhas da mandioca que são utilizadas para cozinhar um dos pratos mais famosos na época do Círio de Nazaré, a maniçoba. 

Além de tudo isso, não podemos esquecer do nosso querido jambu. Nós podemos encontrá-lo tanto na preparação de deliciosos pratos, como também em bebidas. 

A Cachaça de Jambu do Meu Garoto, por exemplo, faz um grande sucesso tanto pelo seu sabor, bem como pela sensação de dormência na boca devido a uma substância anestésica natural deste ingrediente. 

cachaça de jambu caipirinha

Pratos típicos

Vamos começar com um dos clássicos da Culinária Paraense: o pato no tucupi. Apesar de haver certas adaptações utilizando outros tipos de proteína, a carne de pato faz toda a diferença no sabor. 

Além do caldo do tucupi, esta receita leva folhas de jambu que agregam um toque super especial. Os acompanhamentos mais comuns são arroz e farinha.

Estes mesmos acompanhamentos também aparecem na maniçoba. Como citamos, a maniva é um dos ingredientes principais, junto com algumas partes da carne de porco. É como se fosse uma variação da feijoada.

Outro prato típico que você encontra facilmente em várias barraquinhas nas ruas de Belém é o Tacacá. Seu preparo também leva o tucupi e as folhas de jambu, mas a proteína principal são camarões secos. 

Se você gosta de camarão, então você também não pode deixar de experimentar o caruru e o vatapá do Pará. O preparo é um pouco diferente das versões que são feitas na Bahia. 

O vatapá, por exemplo, não leva amendoim e nem é cozinhado com peixe. O caldo é feito somente com camarões. Para adicionar um toque especial, você pode finalizar com um pouco de tucupi. 

Bate uma fome falar de comida, não é mesmo? 

Se você ficou com vontade de preparar estas receitas, mas não sabe onde encontrar esses ingredientes, então clique no botão abaixo e conheça melhor todos os produtos da nossa loja!

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Descubra os principais benefícios do jambu para a saúde!

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Você deve ter ouvido falar que o jambu traz uma sensação de formigamento curiosa na boca, não é verdade? Mas, você já ouviu falar dos benefícios do jambu para a saúde? 

Esta hortaliça presente em várias receitas típicas do norte do Brasil gera um interesse não só da gastronomia, mas também da indústria farmacológica e de cosméticos. 

Isso porque, o jambu possui propriedades medicinais muito promissoras. Sabe-se que vários grupos indígenas da região Amazônica utilizavam o jambu não só na culinária, mas também como fitoterápico para a cura de várias doenças. 

Natural da América do Sul, o jambu é comum no Brasil, Venezuela, Colômbia e também nas Guianas. Mas, o aumento de sua popularidade está fazendo com que o jambu atravesse fronteiras mais distantes sendo cultivado em outros continentes, como a Europa. 

Nesse post, vamos falar sobre algumas curiosidades do jambu e contar quais são os seus principais benefícios para a saúde. Vamos lá? 

Curiosidades sobre o Jambu

Esta hortaliça recebe vários tipos de denominações dependendo da região. Na Amazônia, há duas plantas que são conhecidas como jambu. 

  • O jambuassu, também chamado de botão-de-ouro por conta do tom amarelo dourado de suas flores. Esta espécie é a mais cultivada. 
  • A jamburana, que também leva o nome de jambu-branco e possui as flores com um tom de amarelo mais claro. 

Ambas são consideradas uma variedade da espécie Acmella oleracea. Enquanto o jambuassu é mais utilizado na culinária, pois suas folhas tem um sabor mais forte, a jamburana é mais explorada para fins medicinais. 

Benefícios do Jambu

O Jambu é um poderoso anestésico natural por conta da presença do Espilantol. Por isso, a medicina popular sempre o utilizou para o alívio de dores de garganta, inflamações na boca e dores de dente. 

Além disso, a infusão de suas folhas é usada para amenizar sintomas da tuberculose, bem como no tratamento de problemas digestivos. 

Também há relatos de que o jambu é um poderoso remédio natural contra a anemia. Afinal, ele possui ferro, fósforo, sais minerais, cálcio, proteínas, além de ser rico em vitaminas. 

Principais Vitaminas 

Uma das vitaminas presentes no Jambu é a B1, também conhecida como Tiamina. Esta vitamina influencia nas funções do nosso metabolismo, além de atuar no nosso sistema nervoso.  

Sua deficiência pode ocasionar sintomas como fadiga, exaustão e distúrbios do sono, pois ela auxilia diretamente na produção de energia do nosso organismo.

Além disso, o jambu também tem Vitamina B2, a riboflavina. Assim como a B1, esta vitamina também atua na metabolização de carboidratos, lipídios e açúcares, proporcionando energia para o nosso corpo. 

Ademais, a vitamina B2 tem ação antioxidante e ajuda a melhorar a produção de hormônios da nossa tireoide. Sem falar que ela é excelente para a saúde dos nossos olhos e pele. 

Por último, o jambu é rico em Vitamina C, que é de extrema importância para manter nosso sistema imunológico em dia. Por isso, o chá de suas folhas é bastante indicado para quem sofre de escorbuto, que é uma doença ocasionada pela falta desta vitamina. 

Conheça agora alguns dos nossos produtos feitos com jambu! 

Produtos de Jambu

Como falamos no comecinho do artigo, o jambu é um ingrediente super presente na culinária nortista. Ele aparece não só na preparação de receitas, mas também na produção de bebidas.

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Cachaça de Jambu
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Molho de Pimenta Cumari com Jambu
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Flor de Jambu Desidratada
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Tremidão (concentrado de jambu)

Gostou de conhecer um pouco mais sobre o Jambu? 

Então, não perca a oportunidade de provar esta iguaria! Clique no botão abaixo e conheça mais sobre os nossos produtos! 

Referências: 

DA SILVA MEIRELES, Sheila Cristina Torres. A utilização de princípios ativos na Cosmetologia–Os benefícios do Jambu.

CARDOSO, M. O.; GARCIA, L. C. Jambu (Spilanthes oleracea L.). Embrapa Amazônia Ocidental-Capítulo em livro científico (ALICE).

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Descubra quais são os benefícios do açaí

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Que o açaí está ganhando popularidade não só no mercado nacional, mas também no internacional, todos já sabem! Contudo, você conhece quais são os benefícios do açaí para a saúde? 

Ainda há várias pessoas que se questionam sobre os reais valores nutricionais deste alimento e temem o ganho de peso fazendo consumo frequente. 

Mas, o grande interesse mundial por esse fruto nativo da Amazônia tem influenciado várias pesquisas científicas que estão ajudando a comprovar como suas propriedades podem ser benéficas para o nosso organismo. 

Lembrando que vamos falar dos benefícios do açaí puro, viu minha gente! Não adianta querer usufruir de suas propriedades nutritivas adicionando leite condensado, xaropes, nutella, granola ou farinhas. 

O açaí é um alimento calórico, mas estes mil complementos são muito mais responsáveis pelo aumento na balança! Por isso, atenção à forma como você está consumindo-o. 

Confira agora quais são os benefícios do açaí e algumas curiosidades super interessantes sobre este fruto! 

Curiosidades sobre o Açaí

O açaizeiro é uma palmeira comum na Amazônia que também é encontrada em países como Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. 

Há cerca de 30 anos atrás, o açaí não tinha toda essa fama que possui hoje. Seus principais consumidores eram povos indígenas e comunidades ribeirinhas. 

Desta palmeira não se aproveita só o fruto, mas também: 

  • sua madeira, para edificações civis; 
  • suas folhas, para confeccionar cestos, chapéus e acessórios; 
  • suas sementes, para a confecção de objetos manuais (artesanato);

Além disso, o óleo de açaí é outro produto que também está ganhando notoriedade por conter nutrientes muito importantes para a nossa saúde. 

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Açaizeiro
Fonte: Canva Pro

Quais são os benefícios do Açaí?

Ação antioxidante

Antes de falar sobre suas principais vitaminas e minerais, vamos começar com o benefício mais incrível deste fruto: seu poderoso poder antioxidante.

O açaí é rico em um tipo específico de flavonoide: a antocianina. Este elemento é responsável não só por sua coloração, mas também por sua ação contra a atividade oxidativa causada pelos radicais livres. 

Ao consumir alimentos ricos em antioxidantes, nós prevenimos a ocorrência do estresse oxidativo que pode desencadear diversos tipos de doenças, principalmente cardiovasculares e neurológicas. 

Fora o auxílio na prevenção de várias patologias, a antocianina também possui propriedades antimicrobianas, anticarcinogênicas e anti-inflamatórias. 

Além disso, ela melhora o fluxo sanguíneo e evita o acúmulo de lipídios.  Ou seja, o consumo moderado de açaí pode ajudar a controlar a pressão arterial e diminuir o colesterol ruim (LDL).

café de açaí onde comprar

Rico em fibras, minerais e vitaminas!

Para manter a saúde do seu intestino em dia, é super importante consumir fibras. A boa notícia é que o açaí é uma excelente fonte! Além de aumentar a saciedade, as fibras alimentares ajudam a diminuir a constipação intestinal.

Ademais, o açaí também possui minerais como fósforo e ferro. A falta destes elementos no nosso organismo podem ocasionar sintomas como fraqueza, fadiga e problemas de concentração. 

Não podemos nos esquecer das vitaminas! O açaí é rico em vitamina E, que também tem ação antioxidante. Além de prevenir o envelhecimento precoce e fortalecer nosso sistema imunológico, essa vitamina é excelente para a saúde da nossa pele e cabelo.

Este fruto também possui a presença da vitamina B1, a tiamina. Ela auxilia na manutenção do nosso metabolismo, bem como na melhora de nossas funções cerebrais. 

Lembrando que é essencial ingerirmos alimentos ricos em vitamina B1 diariamente, pois é normal que a eliminemos facilmente pela urina. Sua deficiência também pode causar sintomas como fadiga, estresse, e até mesmo transtornos do sono. 

Incrível como o açaí possui grande valor nutricional, não é mesmo? Não é à toa que ele é considerado um superalimento!

Se você ainda não conhece nossos produtos feitos com Açaí, então não deixe de conferir! 

É só clicar no botão abaixo. 

Referências: 

de Moura Rocha, S. M. B. (2015). Benefícios funcionais do açaí na prevenção de doenças cardiovasculares. Journal of Amazon Health Science (Revista de Ciências da Saúde na Amazônia)

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Peixes da Amazônia: curiosidades e receitas típicas!

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Se você já visitou algum estado do norte do Brasil, certamente deve ter provado alguma receita típica preparada com peixes da Amazônia. 

A abundância de espécies nesta região propiciou que a gastronomia local tivesse uma grande variedade de pratos com pescados, como a caldeirada de tambaqui, a mujica de peixe ou o pirarucu à casaca. 

Muitas destas receitas são herança dos povos indígenas, que já tinham o costume de preparar e consumir peixes muito antes da chegada dos europeus. 

Inclusive, muitos dos peixes que vamos conhecer aqui neste artigo possuem nomes derivados de diferentes línguas indígenas. 

Vêm com a gente conhecer um pouco mais sobre os peixes da Amazônia e conferir algumas dicas de receitas deliciosas para você preparar para toda a sua família!

Dia Mundial da Migração dos Peixes

Você sabia que no mês de Maio ocorre a celebração do Dia Mundial da Migração dos Peixes? Esta é uma data pouco conhecida, mas muito importante. 

Afinal, as ameaças que afetam os ecossistemas de água doce acabam resultando na escassez de algumas espécies, bem como no desequilíbrio da cadeia alimentar de vários animais. 

Estas influências negativas nos ciclos de migração é prejudicial não só para natureza, mas também para as comunidades que tem como principal fonte de renda a pesca. 

Confira agora os peixes da Amazônia que estão mais presentes na culinária nortista. 

Conheça alguns peixes da Amazônia!

tambaqui
Tambaqui
Fonte: Canva Pro

Tambaqui

O tambaqui, popularmente conhecido como pacu vermelho, é um peixe que tem uma carne super saborosa. Famosos por sua arcada dentária forte, esta espécie costuma se alimentar de frutas, sementes, plâncton e insetos. 

Quando não é capturado, ou criado em cativeiro, o tambaqui pode chegar a 40 kg. Por isso, é considerado um dos maiores peixes de escama do país. 

O tambaqui assado e a caldeirada de tambaqui são pratos muito apreciados na região norte. Para a caldeirada, a parte mais indicada a ser usada são as costelas. E, para acompanhamento, um pirão feito do próprio caldo do peixe. É um prato de laber os beiços! 

tucunaré
Tucunaré
Fonte: Canva Pro

Tucunaré

O tucunaré é um peixe com carne mais gordurosa que fica uma delícia quando é feito na brasa! Apesar de serem naturais das bacias amazônicas, você consegue encontrar facilmente esta espécie em várias regiões do Brasil. 

De alimentação carnívora, os tucunarés são mais sedentários e costumam habitar regiões com águas pouco movimentadas. Além disso, eles costumam se alimentar próximos às margens dos rios, o que os torna uma presa fácil para pescadores. 

pirarara
Pirarara
Fonte: Canva Pro

Pirarara

Pirarara é uma palavra que vem do tupi que significa peixe-arara. Esta espécie de couro tem as costas acinzentadas e cheias de pintinhas. 

Noturno e de grande porte, este peixe pode alcançar uns 60 kg. Uma curiosidade interessante é que a Pirarara é um dos poucos predadores da temida piranha. 

Na região norte, sua carne é muito presente em moquecas. Além disso, a Pirarara ao molho de leite de coco também é um prato simples de fazer que é de dar água na boca! 

pirarucu
Pirarucu
Fonte: Canva Pro

Pirarucu

Considerado um dos gigantes da Amazônia, o Pirarucu pode chegar a 3 metros de comprimento e ultrapassar 300 kg. 

Comum em lagos e rios de águas tranquilas, a comunidade ribeirinha costuma salgar sua carne para preservá-la. Por isso, muito o chamam de Bacalhau da Amazônia.

Contudo, seu sabor e textura não são semelhantes ao bacalhau, e seus processos de preparo também são bem diferentes!

Seu nome é derivado de duas palavras do tupi: pirá (que significa peixe) e urucum (que significa vermelho). Existem lendas indígenas que contam que um índio chamado Pirarucu foi transformado por Tupã em um peixe gigantesco como castigo por suas terríveis ações. 

Um dos pratos mais famosos preparados com esta espécie é o Pirarucu à Casaca. Servido com uma deliciosa farofa de mandioca e bananas fritas, esta receita é bastante comum nos estados do Pará e Amazonas. 

Uma informação interessante que não podemos deixar de falar é que no município de Chaves, no estado do Pará, existe um projeto sócio ambiental chamado Pirarucu da Mexiana

De tradição familiar, este projeto cultiva peixes nativos desta espécie utilizando práticas sustentáveis e promovendo ações que conservam e estabilizam ecossistemas em status de ameaça.

Além de reintroduzir exemplares ajudando no equilíbrio da espécie em seu bioma natural, este projeto fomenta a geração de renda de 3 comunidades da região, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da ilha de Mexiana/ Marajó. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre os peixes da Amazônia? 

Então, não deixe de dar um pulinho na seção de Receitas da Amazônia para aprender a fazer um delicioso Peixe com crosta de castanha do Pará e Puxuri

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Você sabe o que é Tucupi Preto? 

tucupi preto

Quando falamos da gastronomia do norte do Brasil, logo nos lembramos de uma iguaria muito particular desta região, o tucupi. Mas, ainda existe a dúvida sobre o que é tucupi preto. 

É um subproduto? Colocaram corante no tucupi tradicional? É natural ou industrializado? Por que ele tem essa cor? Qual o seu sabor?

Calma, que nós vamos sanar todas estas dúvidas! 

Sabemos que o tucupi, aquele bem amarelo que encontramos em garrafas pets em feiras livres como o Mercado Ver-o-Peso, é um líquido provindo da mandioca “braba”. 

A mandioca sempre fez parte da alimentação básica dos indígenas. Por isso, muitos dos produtos que são derivados da sua raiz, como a farinha, a goma e o tucupi, fazem parte da herança gastronômica destes povos. 

O tucupi tradicional sempre esteve presente na preparação de caldos com proteínas, como peixes ou carnes de caça. Já o tucupi preto era usado para preservar a comida por mais tempo. Interessante, não é mesmo?? 

Nesse post, vamos explicar o que é tucupi preto, qual seu modo de preparo, principais diferenças com o tucupi tradicional, e falar de algumas receitas típicas com esse produto tão peculiar! 

Desfrute a leitura! 

Afinal, o que é Tucupi Preto? 

De forma bem resumida, o tucupi tradicional é um subproduto da mandioca. E o tucupi preto é um subproduto do tucupi tradicional. 

Durante o processo de produção da farinha de mesa, as raízes da mandioca brava são separadas. Posteriormente, elas são moídas e comprimidas para que se possa retirar todo seu líquido. 

Este líquido, que leva o nome de manipueira, pode gerar ácido cianídrico caso passe pelo processo de decomposição. Este ácido é tóxico e pode poluir o meio ambiente causando a morte de vários animais caso seja despejado em lagos ou rios. 

Ao deixar este líquido em repouso, é possível retirar o amido depois de ocorrido o processo de decantação. Após esta etapa, é só deixar ele fermentar. 

Concluída a fermentação, é hora do “tompero”, como costuma dizer o Chef Erick Jacquin. O sal, o alho e as folhas de chicória ajudam na construção de sabor deste produto. 

Depois disso, é só ferver por várias horas para retirar todo o ácido cianídrico, tornando o tucupi seguro para o consumo! 

Agora, para fazer o tucupi preto é necessário deixar o caldo de tucupi, sem tempero, reduzir por vários dias. É isso mesmo que você leu: por vários dias!! 

Além disso, é só depois deste longo processo de redução que o tucupi vai perdendo sua cor original para adquirir a coloração preta.

Sua textura e sabor também mudam! O tucupi amarelo é líquido e tem um gostinho mais azedo. Já o tucupi preto tem uma consistência mais pastosa e o seu sabor ativa o 5° gosto do paladar humano!

Exatamente! O tucupi preto é um dos alimentos amazônicos que tem Umami. Uma verdadeira experiência gastronômica!

Receitas típicas com esta iguaria

O Tucupi preto tem tradição em locais mais específicos da região norte, como o Alto Rio Negro. 

Uma receita típica desta região, por exemplo, é a quinhapira, que possui muitas variações. Uma delas leva o peixe cozido com pimenta murupi, pimenta de cheiro e tucupi preto.

Além disso, em algumas comunidades indígenas o tucupi preto é consumido junto com formigas saúvas. Teria coragem de experimentar? 

Com a sua popularização, o tucupi preto começou a ser uma iguaria admirada por grandes chefs da gastronomia brasileira. Por isso, há cada vez mais receitas novas utilizando esse ingrediente tão versátil.

Ficou curioso para experimentar este produto natural cheio de sabor?? Então, aproveite para conhecer nosso molho de tucupi preto. Além de possuir um sabor mais suave que a redução pura do tucupi, ele é um excelente substituto do molho shoyu e pode ser usado no tempero de cogumelos, carnes e pescados.

Clique no botão abaixo e aproveite que nós ainda temos algumas unidades na nossa loja!

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Descubra os benefícios da tapioca para a sua saúde!

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Mocinha ou vilã? Muitos se perguntam sobre os benefícios da tapioca para o nosso organismo e se ela é realmente uma boa opção para incluir na alimentação de quem está fazendo dieta. 

Uma coisa é certa: não tem como não gostar de tapioca. Além de ser fácil de fazer, há várias opções de recheio que ajudam a deixá-la ainda mais saborosa. 

Nesse post, vamos falar um pouquinho sobre sua origem e desvendar esse mistério sobre ela ser ou não ser saudável! Vem com a gente! 

A origem da tapioca

A tapioca é um alimento derivado da mandioca que era cultivada pelos indígenas bem antes da chegada dos portugueses. 

Desta raíz, os indígenas extraíam sua goma que era transformada em um tipo de farinha granulada. Quando aquecida, os seus grânulos formavam uma massa conhecida entre os colonizadores como beiju. 

Na época colonial, principalmente na cidade de Olinda, o beiju caiu nas graças do povo e foi, por muito tempo, um substituto do pão. 

Sua receita possuía diferentes variações dependendo do grupo indígena que a preparava. Além disso, a tapioca também era uma das poucas comidas que faziam parte da alimentação básica dos escravos. 

Conheça agora os benefícios da tapioca para a nossa saúde! 

Os benefícios da tapioca (principalmente para quem está de dieta)

1- Fonte de Energia

A tapioca é uma excelente fonte de energia rápida, pois ela é um carboidrato simples, ou seja, não contém fibras. Além disso, ela estimula a ação da sua insulina, que é o hormônio responsável por transformar a glicose em energia no seu corpo. 

Portanto, ela é uma boa opção para ser consumida antes da prática de atividades físicas, e também como café da manhã para que você tenha disposição ao longo do seu dia. 

Contudo, por possuir alto índice glicêmico, ela pode atrapalhar sua perda de peso e também piorar o quadro de quem tem diabetes, caso seja consumida em grandes quantidades. 

Afinal, o excesso de insulina está relacionado com o acúmulo de gordura. Por isso, a quantidade de tapioca deve ser moderada e seus acompanhamentos também devem ser bem equilibrados. 

Uma boa dica é recheá-la com proteínas, como ovos ou carnes desfiadas. Se você deseja prolongar a sensação de saciedade, experimente misturá-la com alimentos que são fontes de fibras, como aveia e linhaça.

tapioca com queijo e carne seca
Tapioca com carne seca
Fonte: Canva Pro

2- Não contém glúten

Outro benefício da tapioca, principalmente para os celíacos que não podem comer pão, é que ela não contém glúten. Mas, isso não quer dizer que isso favoreça a perda de peso! 

É um equívoco pensar que ao cortar o glúten da sua alimentação, você estará promovendo seu emagrecimento. 

Na verdade, ao eliminar o glúten você acaba deixando de consumir muitos alimentos que são fontes de carboidratos, o que resulta consequentemente na diminuição do seu peso. 

tapioca com banana e canela
Tapioca com banana
Fonte: Canva Pro

3- Contém minerais

A composição da farinha de tapioca é predominantemente carboidrato. Ou seja, ela não é o alimento mais nutritivo do mundo. Por isso, é preciso fazer combinações inteligentes que deixem sua refeição mais saudável. 

Mas, ela contém alguns elementos que são muito importantes para a nossa saúde, como o ferro, o magnésio e o cálcio. 

Estes minerais são responsáveis pelo transporte de oxigênio no nosso organismo, regulam os níveis glicêmicos no nosso sangue, além de fortalecer nossos ossos evitando doenças como a artrite e a osteoporose. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre os benefícios da tapioca?? 

Aprenda a fazer deliciosas receitas utilizando este ingrediente entrando na nossa seção de Receitas da Amazônia!

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Qual é o melhor? Café arábica ou o Café robusta amazônico?

café orgânico da amazônia

Essa é uma pergunta difícil de responder, pois gosto é algo bastante pessoal! Muitos dirão que o melhor é o café arábica, afinal, sua produção mundial é bem maior. Contudo, o café robusta amazônico está a cada dia conquistando mais apreciadores pelo seu sabor. 

Apesar de ambos os tipos terem suas origens na África, o cultivo destes grãos no Brasil foi muito bem sucedido. Não é à toa que o nosso país é um dos maiores produtores do mundo. 

Mas, o que muitos não sabem é que Rondônia, localizado no Norte do Brasil, é um dos estados que lideram a produção de café amazônico. 

Neste artigo, vamos falar um pouco das principais características e diferenças entre o café arábica e o café robusta amazônico! 

Pega lá seu cafézinho e desfrute a leitura! 

O que é café arábica? 

Tem gente que toma café todo santo dia, mas não faz ideia do tipo que está tomando. Por isso, nós viemos aqui te explicar as diferenças entre essas duas categorias para que você possa reparar na variedade de nuances, cheiros e sabores. 

O café arábica tem uma concentração maior de açúcares e gordura, comparado ao café robusta. Por isso, seu sabor é mais ameno e adocicado. Um dos motivos que justificam ele ser mais popular. 

O fato dele conter menos cafeína também influencia no seu sabor, pois diminui aquela sensação de amargor que nem todo mundo gosta. Além disso, o café arábica é o mais utilizado para produzir as versões gourmet que encontramos nos mercados. 

Sobre o processo de produção, o café arábica possui algumas peculiaridades, pois além de ser mais propenso à pragas, seu cultivo se dá melhor em áreas com altitudes mais elevadas. 

Por isso, sua produção se concentra mais nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Contudo, existe um tipo de café arábica moldado para climas mais quentes e altitudes mais baixas que tiveram resultados positivos em seu plantio na Amazônia. 

Além de suprir a demanda que existia na região norte, o café arábica amazônico foi categorizado como especial por suas altas notas de qualidade estipuladas pela SCAA (Associação Americana de Café). 

O que é café robusta amazônico? 

O café robusta amazônico é o resultado de um cruzamento entre as plantas do café conilon e do café robusta. Diferente do arábica, ele produz uma bebida mais encorpada, com aroma mais forte e sabor mais amargo. 

O investimento tecnológico realizado nos últimos anos para aprimorar os processos de produção do café robusta na região de Rondônia influenciaram não só na produtividade, mas também na qualidade final do produto.

Por isso, ele vêm conquistando o paladar de várias pessoas, sem falar da notoriedade que está recebendo em vários concursos. 

Dependendo do tipo de fermentação a que os grãos são submetidos, os sabores, aromas e nível de acidez podem variar. Enquanto o arábica tem um toque frutado, o robusta é mais amadeirado, remetendo à especiarias e chocolate. 

Sua produção é mais simples, comparado ao arábico, até porque os frutos do robusta são mais resistentes e se desenvolvem bem em climas mais quentes. 

O café amazônico tem grande valor gastronómico, social, cultural e econômico. Afinal, sua produção é a principal fonte de renda de muitas comunidades, inclusive indígenas, que vivem nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas.  

No município de Apuí (Amazonas), por exemplo, podemos encontrar o café amazônico orgânico que é fruto do trabalho sustentável de agricultores familiares residentes do local. 

Além de ser produzido em áreas de sistemas agroflorestais livres de agrotóxicos, o café Apuí passa por processos diferenciados que tornam seu aroma e sabor únicos. 

Bateu aquela vontade de tomar um cafézinho?? Aproveita que no nosso site ainda tem algumas unidades do Café Apuí Orgânico. Compre agora o seu!

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Veganismo e vegetarianismo: diferença entre os termos!

veganismo-vegetarianismo

Assim como é crescente o número de pessoas que decidem parar de comer carne ou consumir qualquer produto de origem animal, houve uma aumento considerável nas pesquisas por “veganismo e vegetarianismo: diferença entre ambos”. 

Por isso, nós viemos aqui te explicar! 

Mas, antes de esclarecer sobre as principais diferenças, vamos falar sobre alguns dados super importantes que você precisa saber: 

  • Cerca de 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Em algumas regiões metropolitanas esta porcentagem é um pouco maior. (dados do IBOPE 2018)
  • Mais de 50% dos brasileiros aumentaram seu consumo de produtos veganos. (dados do IBOPE 2018)
  • A busca pelo termo “vegano” teve um aumento de mais de 300% no Google Trends nos últimos 5 anos (de 2016 a 2021).
  • Cerca de 46% dos brasileiros deixam de comer carne pelo menos uma vez na semana. (dados do Ipec 2021)

Estas informações mostram uma mudança nos hábitos alimentares da sociedade que refletem diretamente em questões ambientais. 

Afinal, a agropecuária e a agroindústria acarretam em muitos prejuízos ao meio ambiente, sem falar no desequilíbrio que elas causam em vários ecossistemas. 

Neste artigo vamos conversar sobre as diferenças entre os termos vegano e vegetariano! 

Além disso, vamos falar um pouquinho sobre as principais classes de alimentos que compõem a dieta destes grupos. 

Veganismo e vegetarianismo: diferença e curiosidades

O vegetariano é a pessoa que opta por restringir o consumo de alimentos de origem animal. Já o vegano opta por restringir não só o consumo de alimentos, mas também de outros produtos, como cosméticos, que são provenientes ou testados em animais. 

Dentro do vegetarianismo existem alguns grupos de acordo com o tipo de restrição. Há os ovovegetarianos, que só comem ovos dentro de todos os alimentos de origem animal. 

Além disso, há os ovolactovegetarianos que, fora o consumo de ovos, também se alimentam de leites e derivados. 

E, há os lactovegetarianos, que consomem produtos lácteos, mas não comem ovos e nenhum tipo de carne. 

Por último, há os vegetarianos estritos, que são muito confundidos com os veganos porque eles não consomem nenhum alimento de origem animal. Mas, o vegetariano estrito só faz restrições alimentares, diferente dos veganos. 

Ficou um pouco mais claro a diferença entre cada um dos termos?? 

Confira agora alguns alimentos essenciais na dieta de todos estes grupos!

O que o vegano pode comer?

Os principais alimentos que são a base da dieta dos veganos, que deveria ser a base da alimentação de todos, são os vegetais, legumes e frutas. 

Fora a riqueza de vitaminas nestes grupos de alimentos, eles também são excelentes fontes de proteína. Preocupação máxima daqueles que pensam que a proteína só é proveniente das carnes. 

Além disso, os cereais, grãos, sementes e leguminosas, também estão presentes em grande parte das receitas veganas. O feijão, por exemplo, é alimento riquíssimo que além de ser fonte de proteína, também é fonte de ferro, cálcio e fibras. 

Se você ainda não conhece nosso Feijão Manteiguinha de Santarém, então você precisa experimentar! Além de acompanhar super bem pratos salgados com pescados, ele é excelente para preparar receitas doces! Isso mesmo! Sobremesa com feijão! 

Ainda dentro destes grupos, nós temos na nossa loja a Castanha do Pará e a Semente do Cumaru, que também é conhecida como “baunilha da amazônia”. 

Ambos são alimentos excelentes para você incluir no seu dia a dia, principalmente se você segue uma dieta vegana. 

A castanha do Pará, por exemplo, além do complexo de vitaminas C, E e B6, possui um mineral chamado selênio que atua no seu organismo como um poderoso antioxidante.

Quer saber um pouquinho mais sobre os benefícios da Castanha do Pará para a sua saúde? Então clique aqui para conferir!

E, se você acha que os veganos não podem se deliciar com um chocolate porque todos são à base de leite, você está muito enganado! 

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Obra do Diabo? Conheça a misteriosa lenda sobre a origem do café

café-apuí-orgânico

Você já deve ter escutado a expressão “quem conta um conto aumenta um ponto”. Pois é…isto aconteceu com a lenda que conta a história da origem do café. Ou, melhor dizendo, da descoberta dos efeitos estimulantes que esta bebida proporciona. 

Há várias versões com diferentes personagens dessa lenda que está presente em manuscritos de um país árabe que se chama Iêmen. 

Em resumo, um belo dia um pastor de cabras que vivia na Etiópia percebeu que seu rebanho ficava serelepe e muito agitado após comer um certo tipo de planta. 

Fato curioso que lhe deixou intrigado, e o fez levar esta planta até um monge que disse que tal efeito deveria ser obra do demônio. 

Contudo, em outra versão da história, o próprio pastor que se chamava Kaldi, resolveu experimentar os frutos desta planta, constatou que os efeitos eram reais e acabou disseminando este novo conhecimento para os povos da sua região. 

Interessante, não é? Se esta história é real ou não, nunca vamos saber. Mas, graças às cabras, conseguimos trabalhar despertos depois do cafézinho. 

Quer saber um pouquinho mais sobre a história e trajetória do café?? Então, vêm com a gente! 

café com açai

Qual a origem do café?

Um fato real sobre a lenda que contamos é que a origem do café realmente foi na África. Mais especificamente numa região do interior da Etiópia conhecida como Kafa. 

Os arbustos do pé de café integravam a vegetação natural da região. Além disso, os etíopes tinham o costume de fazer infusões das folhas, preparar sucos das polpas desta fruta, e até mesmo produzir bebidas fermentadas de café. 

Mas, apesar de sua origem africana, foram os árabes que aperfeiçoaram e dominaram os procedimentos para o plantio. Fato que colaborou para o monopólio da comercialização deste produto por muito tempo. 

O processo de torrefação dos grãos para produzir a bebida semelhante ao que conhecemos hoje só começou no século XIV. Antes disso, as infusões de café eram muito utilizadas para fins medicinais, e seu chá também era bastante consumido entre os monges que passavam horas meditando, ou em vigília.

cafe amazonia

História do café no Brasil

Muitos não sabem, mas a primeira parada feita pelo café ao chegar no Brasil foi no estado do Pará, no século XVIII. Contudo, devido a alguns fatores como o clima, seu plantio se propagou melhor em outras regiões como Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo…

A demanda mundial pelo café, principalmente em alguns países da Europa, e também nos Estados Unidos, foi uma mola propulsora que incentivou o aumento da produção no Brasil. 

Com excelentes condições para o plantio, e necessitando de menos custos e mão de obra comparada à produção da cana de açúcar, produtores das regiões de Minas, Rio de Janeiro e São Paulo, começaram a investir fortemente neste produto. 

O resultado disso foi um grande crescimento econômico no Brasil, tornando o café a principal atividade da economia do nosso país. Este período, que durou cerca de 130 anos, foi conhecido como “o ciclo do café”. 

Contudo, depois da famosa crise de 29 ocorrida nos Estados Unidos que resultou na quebra da bolsa, o Brasil se viu com estoques e mais estoques de café que precisaram ser queimados. Fato que também gerou uma grave crise financeira no nosso país. 

Atualmente, o Brasil ainda é um dos maiores produtores de café do mundo! Mas, ele disputa este ranking com países como a Colômbia, Índia, Panamá, Indonésia e Etiópia. 

Um fato curioso que muitos desconhecem é sobre a produção de café na Amazônia. O nosso Café Apuí Orgânico, por exemplo, é cultivado em áreas de sistema agro-florestal totalmente livre de agrotóxicos. 

Além disso, o Café Apuí, que é feito por agricultores familiares da região amazônica, passa por um processo de produção diferenciado que atribui a este produto um aroma e sabor únicos!

Bateu a vontade de tomar aquele cafezinho?? 

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Aniversário de São Paulo: restaurantes com comida amazônica na cidade!

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A cidade mais populosa do Brasil está completando 468 anos neste mês de Janeiro. Mas, a programação para comemorar o aniversário de São Paulo precisou passar por algumas alterações. 

Como alguns feriados de 2022 foram antecipados pelo prefeito de São Paulo na tentativa de colaborar com o distanciamento social no ano passado, o dia 25 de Janeiro deste ano será dia útil (sendo ponto facultativo para empresas e lojistas). 

O tradicional evento Troféu Cidade de São Paulo, que abre as portas para as comemorações e festividades desta data, ocorreu dia 23 de Janeiro este ano, já que dia 25 será dia laboral para muitas pessoas. 

Neste artigo, em homenagem a São Paulo, vamos contar um pouquinho de sua história e dar algumas dicas de onde você pode encontrar restaurantes com comida amazônica na cidade para conhecer e comemorar este aniversário tão especial. 

Vem conferir!

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Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Fonte: Canva Pro

Breve história da cidade de São Paulo

Em 1554 ergueu-se um colégio jesuíta com o objetivo de catequizar os indígenas da região do Planalto de Piratininga. 

Sob a liderança de alguns padres, como Manuel de Nóbrega e José de Anchieta, a inauguração deste colégio, que ocorreu dia 25 de Janeiro, serviu de marco para a fundação da cidade de São Paulo. 

Seu nome é em homenagem ao apóstolo Paulo de Tarso, que se converteu ao cristianismo na mesma data. 

Considerada uma das cidades mais globalizadas do planeta, São Paulo exala uma riqueza cultural sem igual. Afinal, ela foi o destino de muitos imigrantes do mundo inteiro que buscavam por melhores condições de vida e trabalho. 

Essa grande miscigenação resultou em uma capital que se tornou um centro cultural, político e econômico, muito importante para o nosso país. 

Além disso, São Paulo atrai muitos turistas todo o ano por sua imensa variedade de passeios, parques, restaurantes, museus, exposições…

Pensando em vocês, nossos queridos clientes e seguidores que possuem interesse em gastronomia, separamos algumas sugestões de restaurantes em SP que oferecem pratos com ingredientes tipicamente amazônicos. Confira agora!

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São Paulo
Fonte: Canva Pro

Restaurantes com comida amazônica em São Paulo

Para começar com o pé direito, vamos falar de um restaurante que já faz sucesso em Manaus e, agora, possui uma filial em São Paulo, o Banzeiro

O Chef Felipe Shaedler, especialista nesta culinária, resolveu levar para São Paulo as delícias do Norte e montou um menu especial com opções como: 

  • Camarão e pirão (camarão na brasa, pirão de tucupi, cogumelo, ora-pro-nobis e pimenta baniwa);
  • Lombo de tambaqui na brasa (com pirão de tucupi, creme e chips de cogumelos);
  • Costelinha de tambaqui agridoce;
  • Arroz caboclo (arroz com tucupi, pirarucu curado e camarão assado na brasa). 

Outra opção, se bater aquela vontade de comer uma comida típica paraense, é o restaurante Marahu. Além das entradas deliciosas como a unha de caranguejo, o menu também possui opções de pratos principais como:

  • Tacacá;
  • Arroz Paraense (arroz temperado com tucupi e jambu, recheado com camarões);
  • Vataçoba (uma mistura do vatapá com a maniçoba);
  • Arroz de Pato;

Também não podemos deixar de falar de outro parceiro muito especial, além do Marahu, que é o restaurante Casa Tucupi. Seu delicioso cardápio conta com pratos como: 

  • Baixaria (prato típico acreano que leva cuscuz, carne moída, salada de tomate e ovo frito);
  • Arroz com três cogumelos (arroz cozido no tucupi com cogumelos Paris, Shimeji e Shitake);
  • Costelinha de Tambaqui com baião de dois e farofa;
  • Moqueca de banana com Palmito Pupunha;

O Amazônia Soul também é outro local em SP que oferece comida típica do Pará. Desde 2018 este restaurante prepara receitas autênticas da região norte, como: 

  • Vatapá Paraense;
  • Maniçoba (feijoada amazônica);
  • Tacacá;
  • Porco com Arroz de Jambu;

E aí? Gostou de todas estas dicas de restaurantes para conhecer no dia do aniversário de São Paulo?

Aproveite que só esta semana (do dia 24/01/2022 ao dia 30/01/2022) o Frete para a região de São Paulo é GRÁTIS! Isso mesmo!! 

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Descubra os principais benefícios do café de açaí

café de açaí onde comprar

Você já deve ter experimentado alguma vez na vida o açaí, correto? Extremamente nutritivo, ele é uma ótima fonte de energia. Mas, você sabe quais os principais benefícios do café de açaí? 

Ainda não?? Nunca provou desse café? Então, calma que nós vamos te explicar tudinho sobre esta nova variedade que está conquistando os amantes desta bebida. 

Continue lendo o artigo e descubra como o café de açaí, além de ajudar o meio ambiente, está sendo um maravilhoso substituto para aqueles que têm problemas com a cafeína. Vem conferir! 

Café de açaí? Que novidade é essa?

Se você já acompanha nosso trabalho, sabe que nós apoiamos a gastronomia sustentável. Afinal, ela é uma prática importantíssima que visa o reaproveitamento de sobras orgânicas que vão parar, na maioria das vezes, no lixo. 

Talvez você não saiba, mas a produção do café de açaí é uma excelente forma de aproveitamento do caroço desta fruta que é comumente descartada. 

Por isso, agricultores da região do Pará resolveram reaproveitar esta parte do açaí que sempre virou lixo para produzir uma das bebidas mais adoradas pelos brasileiros: o café!

Você já ouviu falar que a necessidade é o maior combustível para encontrar soluções?

Pois é… além de suprir uma necessidade , a falta do café tradicional em regiões do interior do Pará, os pioneiros deste produto também solucionaram o problema do excesso de resíduos na extração do açaí. 

Curiosidades sobre o caroço do açaí

O açaí, por suas incríveis propriedades antioxidantes, está se popularizando cada dia mais e ganhando, inclusive, o mercado internacional. 

Alimento básico no dia a dia dos nortistas, a extração desta fruta sempre gerou preocupação, pois a quantidade de resíduos gerados com os caroços é muito alta. 

Mas, um fator importante que não estava sendo levado em consideração é que o caroço de açaí possui muitas fibras, como a inulina. Além de conter poucas calorias, esses compostos vegetais são excelentes para ajudar a regularizar seu sistema digestivo. 

Por isso, se você sofre com o intestino preso, experimente incluir o café de açaí na sua dieta e observe sua saúde intestinal tendo uma melhora significativa. 

E não é só isso! A presença das fibras também auxiliam no controle do índice glicêmico, e por esse motivo é uma boa opção para os diabéticos. Confira abaixo mais alguns benefícios!

café com açai
Café de Açaí

Benefícios do café de açaí

Antes de citar qualquer efeito benéfico para saúde, precisamos frisar que este produto não possui cafeína. Fato considerado por muitos, um grande benefício do café de açaí.

Afinal, a cafeína, apesar de ser um ótimo estimulante, causa o famoso efeito rebote quando consumida em excesso. 

Após o consumo do café tradicional, seu sistema nervoso sofre um grande estímulo. Mas, quando o efeito acaba, seus níveis de energia caem drasticamente e você se sente muito mais cansado do que antes. 

Algo que não acontece com o café de açaí. Apesar de não ter o mesmo efeito estimulante, este produto tem muito mais benefícios como a presença dos compostos fenólicos, também chamados de flavonoides.

Suas propriedades antioxidantes fazem com que estes compostos sejam excelentes para combater a ação dos radicais livres e evitar, por exemplo, doenças cardiovasculares. 

Além disso, a farinha moída feita do caroço de açaí também possui o famoso Ômega 3. Muito consumido em cápsula, este composto costuma ser recomendado para quem precisa controlar a glicemia e reduzir os níveis de colesterol. 

Fora isso, o Ômega 3 possui um poderoso efeito anti inflamatório que auxilia nas funções cerebrais melhorando sua disposição, aumentando sua concentração e prevenindo problemas de memória, como o Alzheimer. 

Interessante, não é mesmo?

Aliás, um detalhe interessante é que por passar pelos mesmos processos de produção, os caroços moídos de açaí possuem certa semelhança com o sabor do café. Pode ser que você ache um pouquinho mais amargo, mas ainda sim é uma delícia. 

Ficou com vontade de experimentar esta exótica variedade do café? 

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Pato no Tucupi: conheça esta deliciosa receita paraense

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Você já experimentou o pato no tucupi?? 

Não há melhor momento para falarmos deste prato tão famoso, principalmente no estado do Pará. Afinal, além de ser muito consumido durante a festividade do Círio de Nazaré, esta receita também é muito comum nas ceias de Natal e Ano Novo na região norte do Brasil. 

Este prato carrega em sua história o costume dos povos indígenas de temperar as carnes e peixes com o tucupi. Diferente do hábito de utilizar o sal para dar sabor na comida, os povos indígenas utilizam outros alimentos para dar tempero. 

Além do tucupi, o uso de pimentas sempre foi muito presente nesta culinária. Não é à toa que o pato no tucupi também leva algumas pimentinhas. Mas o tipo e a quantidade é à gosto!

Vem com a gente conferir mais curiosidades sobre esta receita e quais as suas variações! 

Boa leitura!

Variações e dicas de preparação do Pato no Tucupi

Ícone da gastronomia paraense, a receita tradicional leva como proteína a carne de pato. Mas, em outras regiões do Brasil onde esta carne é mais difícil de se encontrar, é comum utilizar o frango como substituto. 

Além de ser mais barato, o frango também atribui a este prato um sabor especial. Mas, o tempo de preparo e ponto das carnes são diferentes. Além de ser mais gorduroso, o pato é uma carne de caça, e por isso leva muito mais tempo para ficar pronto. 

Caso você deseje preparar a receita autêntica, mas nunca cozinhou um pato na sua vida, confira essas dicas preciosas: 

  • Utilize todas as partes do pato, inclusive os ossos;
  • Retire o excesso de gordura de algumas peças;
  • Sempre deixe a carne de pato temperada descansado de um dia para o outro;
  • Use o excesso de gordura retirada para dourar o pato posteriormente;
  • Reduza bem o caldo de tucupi antes de incorporá-lo com a carne;

O Tucupi e o Jambu

Estes dois ingredientes amazônicos são essenciais na preparação. Contudo, é preciso saber dosá-los para que o sabor não fique muito ácido.

O Tucupi, por exemplo, é um caldo derivado das raízes da mandioca brava que passa por um longo período de cozimento para a retirada do cianeto (substância tóxica para o organismo). 

Por isso, não recomendamos que você faça em casa. É mais simples e seguro comprar um pronto. No nosso site, temos opções de tucupi de até 1 litro para que você possa preparar esta receita maravilhosa. 

Já o jambu deve ser adicionado nos 5 minutos finais do cozimento. Lembrando que este prato necessita de um processo de cocção lento, pois o molho precisa ser bem reduzido e a carne precisa de tempo para incorporar os sabores. 

Se você ainda não conhece muito sobre estas duas iguarias amazônicas, então confira nossos artigos “O que é o Tucupi?” e “O jambu faz bem para a saúde?” que estão disponíveis no nosso blog. 

Pato no Tucupi no Círio de Nazaré

O Círio de Nazaré é uma festividade que mobiliza o Pará inteiro! Sem exageros! De cunho católico, este é o dia em que as pessoas vão às ruas demonstrar toda sua devoção pela Nossa Senhora de Nazaré. 

Além de ser um dos maiores eventos mundiais, esta manifestação já foi considerada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Por atrair milhares de pessoas em apenas uma manhã, os paraenses aproveitam para apresentar aos turistas sua cultura e gastronomia popular.  

Por isso, o almoço deste dia, tanto nas casas como nas feiras de rua, é pato no tucupi com maniçoba e arroz. 

Caso você visite o Pará no mês de Outubro, a degustação destas receitas já é garantida!

Curtiu este conteúdo?? Quer conhecer mais receitas com ingredientes amazônicos?? 

Além do nosso blog, temos a sessão de receitas da amazônia ensinando vários pratos deliciosos. Confira!