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Peixes da Amazônia: curiosidades e receitas típicas!

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Se você já visitou algum estado do norte do Brasil, certamente deve ter provado alguma receita típica preparada com peixes da Amazônia. 

A abundância de espécies nesta região propiciou que a gastronomia local tivesse uma grande variedade de pratos com pescados, como a caldeirada de tambaqui, a mujica de peixe ou o pirarucu à casaca. 

Muitas destas receitas são herança dos povos indígenas, que já tinham o costume de preparar e consumir peixes muito antes da chegada dos europeus. 

Inclusive, muitos dos peixes que vamos conhecer aqui neste artigo possuem nomes derivados de diferentes línguas indígenas. 

Vêm com a gente conhecer um pouco mais sobre os peixes da Amazônia e conferir algumas dicas de receitas deliciosas para você preparar para toda a sua família!

Dia Mundial da Migração dos Peixes

Você sabia que no mês de Maio ocorre a celebração do Dia Mundial da Migração dos Peixes? Esta é uma data pouco conhecida, mas muito importante. 

Afinal, as ameaças que afetam os ecossistemas de água doce acabam resultando na escassez de algumas espécies, bem como no desequilíbrio da cadeia alimentar de vários animais. 

Estas influências negativas nos ciclos de migração é prejudicial não só para natureza, mas também para as comunidades que tem como principal fonte de renda a pesca. 

Confira agora os peixes da Amazônia que estão mais presentes na culinária nortista. 

Conheça alguns peixes da Amazônia!

tambaqui
Tambaqui
Fonte: Canva Pro

Tambaqui

O tambaqui, popularmente conhecido como pacu vermelho, é um peixe que tem uma carne super saborosa. Famosos por sua arcada dentária forte, esta espécie costuma se alimentar de frutas, sementes, plâncton e insetos. 

Quando não é capturado, ou criado em cativeiro, o tambaqui pode chegar a 40 kg. Por isso, é considerado um dos maiores peixes de escama do país. 

O tambaqui assado e a caldeirada de tambaqui são pratos muito apreciados na região norte. Para a caldeirada, a parte mais indicada a ser usada são as costelas. E, para acompanhamento, um pirão feito do próprio caldo do peixe. É um prato de laber os beiços! 

tucunaré
Tucunaré
Fonte: Canva Pro

Tucunaré

O tucunaré é um peixe com carne mais gordurosa que fica uma delícia quando é feito na brasa! Apesar de serem naturais das bacias amazônicas, você consegue encontrar facilmente esta espécie em várias regiões do Brasil. 

De alimentação carnívora, os tucunarés são mais sedentários e costumam habitar regiões com águas pouco movimentadas. Além disso, eles costumam se alimentar próximos às margens dos rios, o que os torna uma presa fácil para pescadores. 

pirarara
Pirarara
Fonte: Canva Pro

Pirarara

Pirarara é uma palavra que vem do tupi que significa peixe-arara. Esta espécie de couro tem as costas acinzentadas e cheias de pintinhas. 

Noturno e de grande porte, este peixe pode alcançar uns 60 kg. Uma curiosidade interessante é que a Pirarara é um dos poucos predadores da temida piranha. 

Na região norte, sua carne é muito presente em moquecas. Além disso, a Pirarara ao molho de leite de coco também é um prato simples de fazer que é de dar água na boca! 

pirarucu
Pirarucu
Fonte: Canva Pro

Pirarucu

Considerado um dos gigantes da Amazônia, o Pirarucu pode chegar a 3 metros de comprimento e ultrapassar 300 kg. 

Comum em lagos e rios de águas tranquilas, a comunidade ribeirinha costuma salgar sua carne para preservá-la. Por isso, muito o chamam de Bacalhau da Amazônia.

Contudo, seu sabor e textura não são semelhantes ao bacalhau, e seus processos de preparo também são bem diferentes!

Seu nome é derivado de duas palavras do tupi: pirá (que significa peixe) e urucum (que significa vermelho). Existem lendas indígenas que contam que um índio chamado Pirarucu foi transformado por Tupã em um peixe gigantesco como castigo por suas terríveis ações. 

Um dos pratos mais famosos preparados com esta espécie é o Pirarucu à Casaca. Servido com uma deliciosa farofa de mandioca e bananas fritas, esta receita é bastante comum nos estados do Pará e Amazonas. 

Uma informação interessante que não podemos deixar de falar é que no município de Chaves, no estado do Pará, existe um projeto sócio ambiental chamado Pirarucu da Mexiana

De tradição familiar, este projeto cultiva peixes nativos desta espécie utilizando práticas sustentáveis e promovendo ações que conservam e estabilizam ecossistemas em status de ameaça.

Além de reintroduzir exemplares ajudando no equilíbrio da espécie em seu bioma natural, este projeto fomenta a geração de renda de 3 comunidades da região, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da ilha de Mexiana/ Marajó. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre os peixes da Amazônia? 

Então, não deixe de dar um pulinho na seção de Receitas da Amazônia para aprender a fazer um delicioso Peixe com crosta de castanha do Pará e Puxuri

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Pontos turísticos no Acre: lugares imperdíveis para visitar!

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Pretende conhecer os estados do norte do Brasil e tá precisando de dicas de viagem?? Então, vem descobrir com a gente os principais pontos turísticos no Acre!

Antes de tudo, você sabia que o Acre já foi território Boliviano?? Pois é… este estado localizado no extremo ocidente do nosso país tem várias curiosidades e locais interessantes que você nem imagina. 

Além dos passeios históricos e ecológicos, a gastronomia do local é um grande atrativo. Afinal, ela não só recebeu influências dos portugueses na época da colonização, mas também dos países vizinhos que fazem fronteira, como o Peru e a Bolívia. 

Já o clima, ponto importante de se analisar antes de viajar, é bastante quente e úmido. Por isso, não recomendamos visitar o estado durante o verão, se você quiser aproveitar melhor os passeios ao ar livre e pela floresta amazônica!

Ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre este estado? Então, continue a leitura e descubra o que fazer nos principais pontos turísticos no Acre!

Principais Pontos Turísticos no Acre

Foto: Assis Limai/MTur

Palácio Rio Branco

Se você gosta de visitar locais pela arquitetura, então não deixe de conhecer o Palácio Rio Branco! Inspirado em edificações gregas, o palácio foi projetado pelo alemão Alberto Massler. 

Apesar de sua inauguração ter sido em 1930, a conclusão da obra só ocorreu em 1948. Além disso, em 2002 o local passou por algumas reformas e teve incluso em seu acervo algumas fotos, objetos e documentos históricos para exposição. 

O Palácio Rio Branco é um dos locais que mais recebe turistas no Acre. Estima-se que mais de 270 mil pessoas já o visitaram! 

Foto: Katie Maehler

Casa de Chico Mendes e Parque Ambiental Chico Mendes

A casa de Chico Mendes, importante ativista na luta dos seringueiros na Bacia Amazônica, virou um museu que é patrimônio cultural do estado, tombado pelo IPHAN em 2007. 

Apesar de pequena e simples, a casa possui grande valor histórico, principalmente para a comunidade de seringueiros e ativistas que lutam pela preservação da Amazônia. 

Em sua homenagem, nomearam uma reserva ambiental que também é um ponto turístico no Acre que recebe bastante visitas: o Parque Ambiental Chico Mendes. 

Localizado na capital, Rio Branco, o parque conta com trilhas, parquinhos, artesanatos, monumentos folclóricos, exemplares das casas dos seringueiros e um memorial da vida de Chico. 

Além disso, lá é um excelente lugar para conhecer um pouco da fauna e flora da região, pois o local possui várias espécies de plantas e animais silvestres. Um ótimo passeio para fazer com crianças! 

Foto: Diego Pérez

Parque Nacional da Serra do Divisor

Uma das cidades que você não pode deixar de conhecer caso vá para o Acre é Cruzeiro do Sul. 

Fora os pontos turísticos históricos, como a Catedral de Nossa Senhora da Glória, Cais do Porto e o Instituto Santa Terezinha, Cruzeiro do Sul conta com um fantástico parque nacional que fica na fronteira com o Peru. 

Uma experiência sem igual para quem deseja fazer uma verdadeira imersão na natureza e conhecer biomas não só da Amazônia, mas também dos Andes. 

O parque também é lar de vários povos indígenas que vivem às margens do rio Moa. Recomenda-se contratar um guia turístico caso você tenha interesse em visitar essas comunidades. 

Sítio Arqueológico Jacó Sá

Outro local super intrigante para você visitar é o Sítio Arqueológico Jacó Sá. Isso porque, lá há passeios de balão para observar os misteriosos geoglifos. 

Geoglifos são aquelas figuras feitas em superfícies planas que, quando vistas de cima, formam figuras geométricas gigantescas. 

Há várias teorias de que essas marcas grandiosas são mensagens extraterrestres, porém, a verdade é que estas figuras são obras das civilizações pré-colombianas.

Um fato curioso é que de todos os estados brasileiros, o Acre é o que possui mais geoglifos em seu território. Alguns possuem mais de 2 mil anos e ocupam cerca de 20 mil metros quadrados. Interessante, não é mesmo?

Gostou deste artigo?? Então, conta pra gente nos comentários qual desses pontos turísticos no Acre você mais gostaria de conhecer!

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Você sabe o que é Tucupi Preto? 

tucupi preto

Quando falamos da gastronomia do norte do Brasil, logo nos lembramos de uma iguaria muito particular desta região, o tucupi. Mas, ainda existe a dúvida sobre o que é tucupi preto. 

É um subproduto? Colocaram corante no tucupi tradicional? É natural ou industrializado? Por que ele tem essa cor? Qual o seu sabor?

Calma, que nós vamos sanar todas estas dúvidas! 

Sabemos que o tucupi, aquele bem amarelo que encontramos em garrafas pets em feiras livres como o Mercado Ver-o-Peso, é um líquido provindo da mandioca “braba”. 

A mandioca sempre fez parte da alimentação básica dos indígenas. Por isso, muitos dos produtos que são derivados da sua raiz, como a farinha, a goma e o tucupi, fazem parte da herança gastronômica destes povos. 

O tucupi tradicional sempre esteve presente na preparação de caldos com proteínas, como peixes ou carnes de caça. Já o tucupi preto era usado para preservar a comida por mais tempo. Interessante, não é mesmo?? 

Nesse post, vamos explicar o que é tucupi preto, qual seu modo de preparo, principais diferenças com o tucupi tradicional, e falar de algumas receitas típicas com esse produto tão peculiar! 

Desfrute a leitura! 

Afinal, o que é Tucupi Preto? 

De forma bem resumida, o tucupi tradicional é um subproduto da mandioca. E o tucupi preto é um subproduto do tucupi tradicional. 

Durante o processo de produção da farinha de mesa, as raízes da mandioca brava são separadas. Posteriormente, elas são moídas e comprimidas para que se possa retirar todo seu líquido. 

Este líquido, que leva o nome de manipueira, pode gerar ácido cianídrico caso passe pelo processo de decomposição. Este ácido é tóxico e pode poluir o meio ambiente causando a morte de vários animais caso seja despejado em lagos ou rios. 

Ao deixar este líquido em repouso, é possível retirar o amido depois de ocorrido o processo de decantação. Após esta etapa, é só deixar ele fermentar. 

Concluída a fermentação, é hora do “tompero”, como costuma dizer o Chef Erick Jacquin. O sal, o alho e as folhas de chicória ajudam na construção de sabor deste produto. 

Depois disso, é só ferver por várias horas para retirar todo o ácido cianídrico, tornando o tucupi seguro para o consumo! 

Agora, para fazer o tucupi preto é necessário deixar o caldo de tucupi, sem tempero, reduzir por vários dias. É isso mesmo que você leu: por vários dias!! 

Além disso, é só depois deste longo processo de redução que o tucupi vai perdendo sua cor original para adquirir a coloração preta.

Sua textura e sabor também mudam! O tucupi amarelo é líquido e tem um gostinho mais azedo. Já o tucupi preto tem uma consistência mais pastosa e o seu sabor ativa o 5° gosto do paladar humano!

Exatamente! O tucupi preto é um dos alimentos amazônicos que tem Umami. Uma verdadeira experiência gastronômica!

Receitas típicas com esta iguaria

O Tucupi preto tem tradição em locais mais específicos da região norte, como o Alto Rio Negro. 

Uma receita típica desta região, por exemplo, é a quinhapira, que possui muitas variações. Uma delas leva o peixe cozido com pimenta murupi, pimenta de cheiro e tucupi preto.

Além disso, em algumas comunidades indígenas o tucupi preto é consumido junto com formigas saúvas. Teria coragem de experimentar? 

Com a sua popularização, o tucupi preto começou a ser uma iguaria admirada por grandes chefs da gastronomia brasileira. Por isso, há cada vez mais receitas novas utilizando esse ingrediente tão versátil.

Ficou curioso para experimentar este produto natural cheio de sabor?? Então, aproveite para conhecer nosso molho de tucupi preto. Além de possuir um sabor mais suave que a redução pura do tucupi, ele é um excelente substituto do molho shoyu e pode ser usado no tempero de cogumelos, carnes e pescados.

Clique no botão abaixo e aproveite que nós ainda temos algumas unidades na nossa loja!

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Descubra os benefícios da tapioca para a sua saúde!

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Mocinha ou vilã? Muitos se perguntam sobre os benefícios da tapioca para o nosso organismo e se ela é realmente uma boa opção para incluir na alimentação de quem está fazendo dieta. 

Uma coisa é certa: não tem como não gostar de tapioca. Além de ser fácil de fazer, há várias opções de recheio que ajudam a deixá-la ainda mais saborosa. 

Nesse post, vamos falar um pouquinho sobre sua origem e desvendar esse mistério sobre ela ser ou não ser saudável! Vem com a gente! 

A origem da tapioca

A tapioca é um alimento derivado da mandioca que era cultivada pelos indígenas bem antes da chegada dos portugueses. 

Desta raíz, os indígenas extraíam sua goma que era transformada em um tipo de farinha granulada. Quando aquecida, os seus grânulos formavam uma massa conhecida entre os colonizadores como beiju. 

Na época colonial, principalmente na cidade de Olinda, o beiju caiu nas graças do povo e foi, por muito tempo, um substituto do pão. 

Sua receita possuía diferentes variações dependendo do grupo indígena que a preparava. Além disso, a tapioca também era uma das poucas comidas que faziam parte da alimentação básica dos escravos. 

Conheça agora os benefícios da tapioca para a nossa saúde! 

Os benefícios da tapioca (principalmente para quem está de dieta)

1- Fonte de Energia

A tapioca é uma excelente fonte de energia rápida, pois ela é um carboidrato simples, ou seja, não contém fibras. Além disso, ela estimula a ação da sua insulina, que é o hormônio responsável por transformar a glicose em energia no seu corpo. 

Portanto, ela é uma boa opção para ser consumida antes da prática de atividades físicas, e também como café da manhã para que você tenha disposição ao longo do seu dia. 

Contudo, por possuir alto índice glicêmico, ela pode atrapalhar sua perda de peso e também piorar o quadro de quem tem diabetes, caso seja consumida em grandes quantidades. 

Afinal, o excesso de insulina está relacionado com o acúmulo de gordura. Por isso, a quantidade de tapioca deve ser moderada e seus acompanhamentos também devem ser bem equilibrados. 

Uma boa dica é recheá-la com proteínas, como ovos ou carnes desfiadas. Se você deseja prolongar a sensação de saciedade, experimente misturá-la com alimentos que são fontes de fibras, como aveia e linhaça.

tapioca com queijo e carne seca
Tapioca com carne seca
Fonte: Canva Pro

2- Não contém glúten

Outro benefício da tapioca, principalmente para os celíacos que não podem comer pão, é que ela não contém glúten. Mas, isso não quer dizer que isso favoreça a perda de peso! 

É um equívoco pensar que ao cortar o glúten da sua alimentação, você estará promovendo seu emagrecimento. 

Na verdade, ao eliminar o glúten você acaba deixando de consumir muitos alimentos que são fontes de carboidratos, o que resulta consequentemente na diminuição do seu peso. 

tapioca com banana e canela
Tapioca com banana
Fonte: Canva Pro

3- Contém minerais

A composição da farinha de tapioca é predominantemente carboidrato. Ou seja, ela não é o alimento mais nutritivo do mundo. Por isso, é preciso fazer combinações inteligentes que deixem sua refeição mais saudável. 

Mas, ela contém alguns elementos que são muito importantes para a nossa saúde, como o ferro, o magnésio e o cálcio. 

Estes minerais são responsáveis pelo transporte de oxigênio no nosso organismo, regulam os níveis glicêmicos no nosso sangue, além de fortalecer nossos ossos evitando doenças como a artrite e a osteoporose. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre os benefícios da tapioca?? 

Aprenda a fazer deliciosas receitas utilizando este ingrediente entrando na nossa seção de Receitas da Amazônia!

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Qual é o melhor? Café arábica ou o Café robusta amazônico?

café orgânico da amazônia

Essa é uma pergunta difícil de responder, pois gosto é algo bastante pessoal! Muitos dirão que o melhor é o café arábica, afinal, sua produção mundial é bem maior. Contudo, o café robusta amazônico está a cada dia conquistando mais apreciadores pelo seu sabor. 

Apesar de ambos os tipos terem suas origens na África, o cultivo destes grãos no Brasil foi muito bem sucedido. Não é à toa que o nosso país é um dos maiores produtores do mundo. 

Mas, o que muitos não sabem é que Rondônia, localizado no Norte do Brasil, é um dos estados que lideram a produção de café amazônico. 

Neste artigo, vamos falar um pouco das principais características e diferenças entre o café arábica e o café robusta amazônico! 

Pega lá seu cafézinho e desfrute a leitura! 

O que é café arábica? 

Tem gente que toma café todo santo dia, mas não faz ideia do tipo que está tomando. Por isso, nós viemos aqui te explicar as diferenças entre essas duas categorias para que você possa reparar na variedade de nuances, cheiros e sabores. 

O café arábica tem uma concentração maior de açúcares e gordura, comparado ao café robusta. Por isso, seu sabor é mais ameno e adocicado. Um dos motivos que justificam ele ser mais popular. 

O fato dele conter menos cafeína também influencia no seu sabor, pois diminui aquela sensação de amargor que nem todo mundo gosta. Além disso, o café arábica é o mais utilizado para produzir as versões gourmet que encontramos nos mercados. 

Sobre o processo de produção, o café arábica possui algumas peculiaridades, pois além de ser mais propenso à pragas, seu cultivo se dá melhor em áreas com altitudes mais elevadas. 

Por isso, sua produção se concentra mais nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Contudo, existe um tipo de café arábica moldado para climas mais quentes e altitudes mais baixas que tiveram resultados positivos em seu plantio na Amazônia. 

Além de suprir a demanda que existia na região norte, o café arábica amazônico foi categorizado como especial por suas altas notas de qualidade estipuladas pela SCAA (Associação Americana de Café). 

O que é café robusta amazônico? 

O café robusta amazônico é o resultado de um cruzamento entre as plantas do café conilon e do café robusta. Diferente do arábica, ele produz uma bebida mais encorpada, com aroma mais forte e sabor mais amargo. 

O investimento tecnológico realizado nos últimos anos para aprimorar os processos de produção do café robusta na região de Rondônia influenciaram não só na produtividade, mas também na qualidade final do produto.

Por isso, ele vêm conquistando o paladar de várias pessoas, sem falar da notoriedade que está recebendo em vários concursos. 

Dependendo do tipo de fermentação a que os grãos são submetidos, os sabores, aromas e nível de acidez podem variar. Enquanto o arábica tem um toque frutado, o robusta é mais amadeirado, remetendo à especiarias e chocolate. 

Sua produção é mais simples, comparado ao arábico, até porque os frutos do robusta são mais resistentes e se desenvolvem bem em climas mais quentes. 

O café amazônico tem grande valor gastronómico, social, cultural e econômico. Afinal, sua produção é a principal fonte de renda de muitas comunidades, inclusive indígenas, que vivem nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas.  

No município de Apuí (Amazonas), por exemplo, podemos encontrar o café amazônico orgânico que é fruto do trabalho sustentável de agricultores familiares residentes do local. 

Além de ser produzido em áreas de sistemas agroflorestais livres de agrotóxicos, o café Apuí passa por processos diferenciados que tornam seu aroma e sabor únicos. 

Bateu aquela vontade de tomar um cafézinho?? Aproveita que no nosso site ainda tem algumas unidades do Café Apuí Orgânico. Compre agora o seu!

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Alimentos Sazonais da Amazônia: saiba porque eles são mais saudáveis!

Você conhece os alimentos sazonais da região onde mora? Esta é uma informação importante que você precisa saber na hora de fazer suas compras! 

Afinal, acompanhar a sazonalidade traz muitos benefícios não só para o seu bolso, mas também para a sua saúde! 

Isso porque, os alimentos que são cultivados e colhidos dentro do seu período natural passam por menos intervenções que influenciam não só o seu preço, mas também o seu sabor e quantidade de nutrientes. 

Sem falar que o consumo de alimentos sazonais cultivados por agricultores mais próximos da sua casa também colabora com o meio ambiente, pois a liberação de gases como o CO2 durante o transporte será menor. 

No artigo de hoje, vamos falar um pouquinho sobre os benefícios de algumas frutas exóticas da Amazônia, como o camu-camu, o araçá-boi e o pajurá, que você só irá conseguir experimentar se aproveitar o período de sazonalidade de cada uma!

Vem com a gente! 

Camu-camu

O camu camu é uma das melhores fontes de vitamina C do mundo! Esta fruta típica da Amazônia supera inclusive a acerola, o limão e a laranja!

A maioria dos seus benefícios estão relacionados com o alto teor desta vitamina em sua composição.  

Afinal, a vitamina C tem grande potencial antioxidante que atua diretamente contra a ação dos radicais livres no nosso organismo.

Lembrando que os radicais livres são moléculas que, em excesso, podem desencadear em várias doenças, além de debilitar seu sistema imunológico e estimular o envelhecimento precoce. 

Além disso, o camu camu pode ajudar a revitalizar sua pele, pois a vitamina C contribui para a produção de colágeno, proporcionando mais firmeza e elasticidade. Sem falar que o colágeno também auxilia muito na saúde dos nossos ossos. 

Outro benefício dessa fruta amazônica é a presença de compostos fenólicos que ajudam a controlar a quantidade de açúcar no sangue. Por isso, ela é excelente para ajudar a manter o equilíbrio do seu índice glicêmico.

Araçá-boi

O Araçá-boi, assim como o camu-camu, é uma árvore frutífera da família Myrtaceae e é parente da jabuticaba e da goiaba. 

Ela também contém muita vitamina C, o que a torna excelente para o fortalecimento do seu sistema imunológico. Sem falar que esta vitamina ajuda a combater os sintomas de ansiedade, estresse e até mesmo a depressão. 

Afinal, sua ação antioxidante ajuda a diminuir a produção de cortisol e promove a ação da dopamina, o famoso hormônio da felicidade. 

Além disso, esta fruta possui minerais essenciais para a saúde da sua tireóide, como o cobre. 

Também é importante lembrar que por ser rica em fibras, ela auxilia no funcionamento do nosso intestino e aumenta a sensação de saciedade. 

Contudo, semelhante ao camu-camu, esta fruta não costuma ser consumida in natura por ter um sabor bem azedo. Por isso, ela é bastante utilizada na produção de iogurtes, vitaminas, sucos, geleias, entre outras sobremesas. 

Pajurá

O pajurá, também chamado na região amazônica de pajurá-da-mata, é uma fruta com propriedades nutritivas pouco exploradas. 

Contudo, este alimento é muito utilizado pela medicina popular para tratar problemas gastrointestinais, como disenterias.

Segundo alguns estudos, a polpa desta fruta possui compostos fenólicos que possuem atividade antioxidante, combate a diabetes e previne doenças cardiovasculares. 

Além disso, o pajurá também têm carotenóides que podem se transformar em vitamina A no seu organismo, promovendo a saúde dos seus olhos. 

Sem falar que essas substâncias também são importantes para a saúde do nosso coração e atuam na prevenção de alguns tipos de câncer. Fantástico, não é mesmo? 

Diferente do araçá-boi e do camu camu, o pajurá é super docinho e possui uma polpa bem carnuda, o que facilita seu consumo in natura.

Gostou de conhecer um pouquinho mais sobre alguns alimentos sazonais da Amazônia? Ficou com vontade de experimentar?

Então, aproveite que estamos no período de safra do Araçá-boi e temos sua geleia disponível no nosso site!

Confira também o artigo sobre “Os Incríveis Benefícios do Cacau”! Lembrando que toda segunda-feira tem conteúdo novinho aqui no blog para você!

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Entenda o que é Racismo Ambiental e a importância deste conceito!

Racismo Ambiental

Você sabe o que é racismo ambiental? Já ouviu falar sobre este conceito? Para entender sobre este termo, reflita sobre as seguintes perguntas!

  • Você já viu lixões ou aterros sanitários construídos em áreas nobres? 
  • Já ouviu falar de fazendeiros ricos sendo expulsos de suas terras para construção de indústrias e barragens? 
  • Você já viu condomínios de luxo terem problemas de saneamento básico?

As injustiças ambientais são seletivas, caro leitor! E a notícia ruim é que ela é racista! Afinal, não é mera casualidade de que as pessoas, principalmente no Brasil, que mais sofrem com os problemas citados são negros e indígenas! 

Bora entender um pouco melhor sobre este conceito para nos tornarmos indivíduos mais conscientes da sociedade que vivemos? 

Então, vem com a gente!

Entenda sobre a história deste termo!

Nos Estados Unidos, mais especificamente na década de 80, houveram várias manifestações de comunidades negras no estado da Carolina do Norte. Por qual motivo?

A grande exposição à resíduos tóxicos devido à construção de aterros químicos e indústrias poluidoras próximos às suas moradias. Mera coincidência? Quando um fato se repete ao longo da história a gente começa a duvidar de coincidências. 

Enfim…durante estas manifestações, um célebre ativista dos direitos civis nos EUA chamado Benjamin Chavis, utilizou este termo para “resumir” toda aquela situação que eles estavam enfrentando. 

Após este acontecimento, o termo Racismo Ambiental começou a ser utilizado para se referir às situações de vulnerabilidade de grupos étnicos frente à injustiças ambientais. 

Apesar desta terminologia ser relativamente recente, sua prática no Brasil, por exemplo, teve início durante o período da colonização e perdura até os dias de hoje. 

Racismo Ambiental

O que é racismo ambiental e por que eu nunca ouvi falar? 

Porque a gente vive numa bolha, né? Vamos admitir! Aquilo que não nos afeta diretamente parece nem existir. Mas, não podemos fechar os olhos para estas situações! 

Afinal, o racismo ambiental também envolve a exclusão destas pessoas em estado de vulnerabilidade na tomada de decisão de regulamentos, políticas e leis ambientais. 

Ou seja, além de viverem em locais propícios a deslizamentos, sem acesso a serviços fundamentais para o desenvolvimento da região, e expostos a substâncias tóxicas devido à presença de indústrias e aterros nas proximidades, estes grupos não têm voz perante as autoridades públicas que cooperam para estas situações degradantes. 

Cooperam? Como assim?

A gente vê a cooperação escancarada quando indígenas ou quilombolas lutam por anos pela autenticação das suas terras, mas saem de mãos vazias. Quando não são expulsos de forma desumana. 

Agora, a aprovação de resorts e condomínios de luxos em áreas de preservação são simples de resolver. Mamão com açúcar!

É muito fácil subjugar quem não tem poder socioeconômico. E é mais fácil ainda negar a existência desta problemática rejeitando a utilização do termo Racismo Ambiental, como fez o atual governo na última reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. 

Se você não está se remexendo de tanta revolta, lê o texto de novo porque você deve ter lido errado! 

Lembrando que no estado do Amazonas, e também em outros estados da região Norte do Brasil, não são só os indígenas que sofrem com o racismo ambiental, mas também os ribeirinhos, pescadores, peconheiros, agricultores familiares, entre outras comunidades. 

Se você se interessa por este tipo de assunto e gosta de aprender sobre estes conceitos, então confira também o artigo sobre Ecofeminismo clicando no botão abaixo!

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Dicas práticas de como se tornar um consumidor consciente

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O que é um consumidor consciente? Vamos começar por aí! Afinal, não dá para tentar ser algo sem compreender os conceitos e fundamentos por trás da palavra. 

Basicamente, o consumidor consciente é aquele que pensa em todos os impactos que ele pode causar, positivos e negativos, ao realizar determinada compra. 

Afinal, nossas escolhas e ações, mesmo que pareçam pequenas, geram efeitos em várias esferas. Por isso, o consumidor consciente leva em consideração pontos relevantes que colaboram com a construção de um mundo mais sustentável. 

Quer entender melhor sobre este conceito e descobrir quais os benefícios desta prática? 

Então, vem com a gente! 

Qual a relevância do consumo consciente? 

Quando paramos para refletir sobre questões como as mudanças climáticas, impactos ambientais, a quantidade de lixo que produzimos, testes em animais, trabalho escravo em pleno século 21, percebemos que ser um consumidor consciente está se tornando uma necessidade e não uma opção. 

Como falamos, nosso consumo afeta esferas sociais, econômicas, ambientais…Ou seja, não dá pra fugir das responsabilidades sobre os nossos próprios atos. Por isso, é tão importante repensarmos a forma como consumimos. 

É sempre bom começar pela seguinte reflexão: “eu realmente preciso disto?”. Se você ainda não faz essa pergunta toda vez que vai comprar algo, então está na hora de adquirir este hábito. 

Afinal, o sistema econômico capitalista no qual estamos inseridos criou uma manada de consumistas que geram impactos não só para as pessoas, mas também para plantas, florestas, rios, mares, animais…

Por esse motivo, o consumidor consciente é aquela pessoa que: 

  • busca entender melhor suas necessidades;
  • conhece sobre a procedência dos produtos que adquire;
  • apoia empresas que possuem responsabilidade social e ambiental;
  • não colabora com instituições que praticam qualquer tipo de exploração; 

Além disso, a forma como consumimos e descartamos os produtos depois que os adquirimos também é algo a se pensar!

Fazer total uso dos alimentos, reaproveitando as cascas por exemplo, é uma atitude consciente que reduz significativamente a quantidade de lixo que você produz. Sem falar que aquilo que não pode ser reutilizado precisa ser descartado de forma adequada. 

Não é tão difícil quanto parece! Confira agora mais algumas práticas simples que você pode começar a adotar no seu dia a dia que farão toda a diferença! 

Práticas do consumidor consciente

A prática mais simples que todo indivíduo deve aprender é saber distinguir seus desejos das suas reais necessidades. 

Ter esta consciência irá afetar não só o seu bolso, pois você irá evitar a compra de muitas coisas supérfluas, mas também o meio ambiente! 

Além disso, estudar as marcas que você mais consome e entender seus processos de produção é outro fator importante. Afinal, ao adquirir o produto de determinada empresa você estará, mesmo que indiretamente, colaborando para todo o seu sistema interno. 

Por isso, é importante entender qual a procedência dos produtos e se ele é fruto de relações trabalhistas justas. 

Outra atitude super relevante do consumidor consciente é apoiar e divulgar as empresas que realmente se comprometem com as causas socioambientais! 

Afinal, isso fomenta que outras pessoas também passem a dar valor nestas questões! Sem falar que isso influencia que outras empresas também repensem seus processos e passem a ter atitudes mais sustentáveis! 

Mas, cuidado com o greenwashing! Tem muita instituição que se diz sustentável, mas não é! Por isso, é sempre importante investigar! 

Por último e não menos importante, é necessário pensar em pequenos detalhes dentro da sua própria casa, como o desperdício de alimentos, o uso excessivo de produtos que usam embalagens plásticas, banhos muito longos, o gasto alto de energia… 

Ser um consumidor consciente é construir pequenos hábitos diários em respeito a si, às outras pessoas, à natureza, aos animais… 

Afinal, antes de mudar o mundo precisamos aprender a arrumar nossa própria cama!

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Você sabe o que é Ecofeminismo? 

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O Ecofeminismo é mais uma ramificação do movimento feminista. Assim como as outras vertentes, ele tem como princípio a luta pela igualdade entre os gêneros. 

Mas, aliada a esta luta, o ecofeminismo também debate questões ambientais, que estão intrinsecamente relacionadas com a luta pelos direitos das mulheres na sociedade.

E você deve estar se perguntando: qual a relação que existe entre o movimento feminisma e o movimento ecológico? Calma, que nós vamos te explicar!

A natureza, assim como a mulher, ainda sofre com o sistema patriarcal que desde sempre exerce uma relação de dominância. 

Além disso, o grupo social que mais sofre devido às mudanças climáticas que tem ocorrido nos últimos anos são mulheres de classes sociais menos desfavorecidas. (De acordo com dados da ONU)

Por isso, a ideia deste movimento é aliar estas duas lutas e construir uma sociedade onde nenhum grupo precise subjugar o outro para se desenvolver. 

Afinal, uma relação de subordinação e exploração sempre irá resultar no prejuízo de uma das partes. 

Quer entender melhor como surgiu este movimento e quais suas principais ideias? Então, vêm com a gente!

Quais sua origens?

As manifestações ecofeministas tiveram início por volta de 1970 após uma escritora francesa utilizar pela primeira vez este termo em uma de suas obras.

Este movimento busca instituir a ideia de cooperação com a natureza. Afinal, a deterioração do meio ambiente em “prol” a evolução do homem não é nada sustentável. 

O resultado disso nós já estamos vivenciado. Contudo, quem colhe os maus frutos não são os principais responsáveis por essas mudanças. 

Por esse motivo, o ecofeminismo acredita que a união de ambos os movimentos potencializam suas forças. 

Uma sociedade que preza pela sustentabilidade não só beneficia o meio ambiente, do qual dependemos para viver, mas também as mulheres, que são as que mais sofrem com esta problemática. 

Maria Mies, Vanessa Legrumber e Daniela Rosendo são exemplos de ecofeministas que mostram como as mulheres podem e devem buscar seu espaço de fala. 

Ser uma ativista ambiental e lutar pela igualdade de gênero são ações que só fomentam o empoderamento feminino. 

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Ecofeminismo
Fonte: Canva Pro

O que o Ecofeminismo defende? 

A concepção do antropocentrismo, onde o homem é centro do universo, precisa ser substituída por uma concepção onde todos os seres  (homens, mulheres, animais, plantas…) são vistos como sumamente iguais e importantes. 

A visão de superioridade do homem em meio ao sistema econômico, cultural, político e social, resulta em um desequilíbrio em várias esferas.

Segundo a filósofa ecofeminista Vandana Shiva, que possui PhD em Teoria Quântica,  a ideia de que o mundo é apenas fragmentos de matéria bruta é completamente obsoleta. 

Afinal, o universo é composto por diferentes formas de vida que possuem diferentes níveis de energia. Tudo que existe está em constante transformação. E tudo que existe está, de alguma forma, interconectado. 

Por isso, é preciso refletir sobre a forma como nos relacionamos com a natureza, pois as influências que exercemos sobre ela afeta diretamente a nós mesmos. 

Além disso, o ecofeminismo propõe mudanças no sistema econômico vigente: o capitalismo. 

A visão de acúmulo de riquezas de forma indiscriminada pelo homem resultou não só na contaminação do meio ambiente, mas na produção de alimentos cheios de veneno.  

Por esses motivos, este movimento propõe alternativas de produções sustentáveis que valorizem a agricultura familiar, utilizem energias renováveis e conservem o ecossistema da região.

As Ecovilas são modelos de comunidades que já colocam estes princípios em prática! Buscando causar o mínimo de impacto ecológico possível, os habitantes prezam pelo cooperativismo entre as pessoas e a natureza. 

Gostou de conhecer um pouquinho mais sobre este conceito? 

Conta pra gente nos comentários o que você acha desta ideia!

Não se esquece de conferir o Kit especial do dia da Mulher! É por tempo limitado!

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Você já ouviu falar do Carnaval na Amazônia?

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Que o carnaval é uma das maiores festas que ocorrem no nosso país, todo mundo já sabe! Mas, você conhece o Carnaval na Amazônia? 

Esta festividade, que tem suas origens na Idade Média, movimenta bastante alguns estados da região norte do Brasil, principalmente a cidade de Manaus!

Contudo, apesar do carnaval amazônico também contar com os desfiles no sambódromo e os tradicionais bloquinhos de rua, os nortistas não poderiam deixar de dar seu toque especial a esta festa! 

Por isso, neste artigo vamos falar sobre algumas características do Carnaval na Amazônia, e como elementos do folclore regional foram incorporados nesta festa tão tradicional! 

Vem com a gente!

Breve história do Carnaval 

Acredita-se que o carnaval tenha como inspiração algumas festas pagãs muito tradicionais entre povos da antiguidade como os babilônios, os mesopotâmicos, os gregos e  os romanos. 

Estas festas tinham em comum rituais que representavam uma troca de papéis sociais. Além disso, tanto o excesso de bebidas e comidas, como também a prática de orgias, mostram como esta celebração está ligada aos prazeres da carne. 

Porém, na tentativa de trazer um novo significado para esta comemoração, a Igreja Católica, no período da idade média, criou a quaresma. 

Desta forma, o carnaval seria um momento onde o homem poderia ceder aos prazeres mundanos antes de cumprir um período rigorosamente religioso. 

Afinal, a quaresma são os 40 dias que antecedem a páscoa, onde as pessoas devem se devotar à prática de orações, jejuns e à caridade aos mais necessitados. 

carnaval na amazônia
Carnaval em Manaus

Carnaval em Manaus

As celebrações do Carnaval na cidade de Manaus começaram no auge do ciclo da borracha. Contudo, as festas ocorriam em clubes restritos à elite da sociedade. 

No início do século XX, inspirados em tendências parisienses, os barões da cidade deram origem aos corsos carnavalescos, que era um desfile de carros e carruagens cheios de enfeites. 

Durante o desfile, perfumes e confetes eram lançados no público que também saía para as ruas para acompanhar o evento. Lembrando que os corsos também ocorriam em cidades como Rio de Janeiro, Olinda e Recife. 

Mas, foi só em 1947 que aconteceu o primeiro desfile oficial das escolas de samba que foram surgindo na cidade. 

Atualmente, além dos blocos de ruas que atraem muitas pessoas todos os anos, os desfiles dos carros alegóricos costumam ocorrer no Sambódromo de Manaus, também conhecido como Centro de Convenções do Amazonas. 

carnaboi
Carnaboi

Carnaval na Amazônia: conheça o Carnaboi!

O Carnaboi é o toque folclórico que comentamos no comecinho do texto. O diferencial do Carnaval de Manaus é justamente esta mescla este os rituais tradicionais com o folclore amazonense. 

Com um programação de 5 dias, o Carnaboi conta com as figuras dos bois-bumbás que levam os seguintes nomes: Brilhante, Corre-Campo, Garanhão, Caprichoso e Garantido. 

O boi-bumbá, para quem não conhece, é uma lenda do nosso folclore que conta a história de uma escrava grávida que estava com desejo de comer língua de boi. Seu marido, tentando agradá-la, mata o boi da fazenda onde trabalhava, mas é preso por isso. 

O senhor da fazenda, revoltado com a situação, convoca padres e curandeiros que conseguem ressuscitar seu animal. Apesar de ter suas origens no Nordeste, a lenda do bumba meu boi também é muito forte na região Norte do Brasil. 

Outro evento típico desta festividade é o concurso de fantasias que ocorre no Teatro Amazonas. Com várias modalidades, o concurso premia os participantes que demonstram mais criatividade e originalidade em suas vestimentas. 

Gostou de conhecer um pouquinho melhor do Carnaval na Amazônia?? 

Então, segue a gente nas redes sociais e acompanhe nossas notícias, promoções e conteúdos amazônicos!

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Conheça os Alimentos Afrodisíacos da Amazônia

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Você está procurando por soluções para melhorar sua libido, ou “apimentar” um pouquinho sua relação? Então, vamos te apresentar os principais alimentos afrodisíacos da Amazônia! 

Nós sabemos que a correria do dia a dia acaba gerando muita ansiedade e estresse. Estes sintomas, muitas vezes, acabam alterando várias funções do seu organismo que podem ter como resultado a diminuição da sua libido. 

Além disso, a deficiência de alguns minerais e vitaminas também podem influenciar nesta questão. Por isso, neste artigo vamos falar sobre alguns alimentos que além de benefícios para a sua saúde, também podem aumentar seu apetite sexual. 

Vem conferir!!

Principais Alimentos Afrodisíacos da Amazônia

Guaraná

A primeira fruta que vamos falar de origem amazônica é o Guaraná! Pela sua alta quantidade de cafeína, ele é um alimento muito estimulante. Por isso, ele é bastante usado tanto para amenizar o cansaço físico, como mental.

Por possuir propriedades estimulantes, e auxiliar na melhora do seu fluxo sanguíneo (algo que afeta diretamente a ereção masculina), ele é considerado um alimento afrodisíaco.

Além disso, o guaraná, quando consumido moderadamente, pode trazer muitos benefícios para a sua saúde.

Isso porque, além de ser um anti-inflamatório natural e auxiliar no equilíbrio dos níveis de colesterol, o guaraná possui propriedades antioxidantes que são poderosos agentes contra os radicais livres. 

Castanha do Pará

A castanha do Pará, ou castanha do Brasil, é outro alimento super rico que você precisa incluir na sua dieta, não só pelo fato dele ser afrodisíaco. 

Lembra que nós falamos no início do texto que a deficiência de alguns minerais e vitaminas também pode estar atrapalhando a sua libido? 

Pois é… comendo uma única castanha do Pará por dia você consegue repor no seu organismo um mineral que é essencial para a sua saúde, o selênio. 

Além de ser antioxidante e auxiliar no fortalecimento do seu sistema imunológico, este mineral, aliado com a vitamina E (que também está presente na castanha), pode ajudar a melhorar sua libido. 

chocolate com castanha
Creme de chocolate com castanha

Jambu

Se você nunca experimentou uma receita que tenha jambu, ou a sua cachaça, não sabe o que está perdendo!

O jambu proporciona uma experiência sensorial que todos deveriam experimentar! E sabe o por quê? 

Porque esta plantinha, também chamada de agrião da amazônia, possui em sua composição o espilantol. Esta é a substância responsável pelo seu efeito anestésico! 

Por isso que o jambu dá aquela sensação de dormência na boca que é super interessante. Mas, o uso desta planta não se restringiu só à culinária! 

Indústrias de outros ramos, como o de produtos eróticos, descobriu que o jambu possui efeitos bastante estimulantes, principalmente no público feminino. 

Ficou curioso sobre estes produtos? Então clique aqui e conheça o famoso tremidão!

óleo de jambu
Tremidão

Chocolate

Outro alimento super famoso pelos seus efeitos afrodisíacos é o chocolate! 

Afinal, ele estimula a produção da serotonina, que atua diretamente no nosso cérebro proporcionando aquela sensação maravilhosa de prazer e felicidade.

Mas, não é só por isso que o chocolate é considerado afrodisíaco! Talvez você não saiba, mas o cacau é outro alimento capaz de melhorar nosso fluxo sanguíneo! 

Já deu pra entender que esses alimentos que auxiliam na circulação do nosso sangue são “batata” para melhorar a libido, né? 

Se você ainda não experimentou nosso chocolate amazônico, então clique agora no botão abaixo e compre já o seu! 

Há opções de chocolate ao leite e também veganos! Todos sem glúten! Experimente agora!

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Chocolates da Amazônia

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Veganismo e vegetarianismo: diferença entre os termos!

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Assim como é crescente o número de pessoas que decidem parar de comer carne ou consumir qualquer produto de origem animal, houve uma aumento considerável nas pesquisas por “veganismo e vegetarianismo: diferença entre ambos”. 

Por isso, nós viemos aqui te explicar! 

Mas, antes de esclarecer sobre as principais diferenças, vamos falar sobre alguns dados super importantes que você precisa saber: 

  • Cerca de 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Em algumas regiões metropolitanas esta porcentagem é um pouco maior. (dados do IBOPE 2018)
  • Mais de 50% dos brasileiros aumentaram seu consumo de produtos veganos. (dados do IBOPE 2018)
  • A busca pelo termo “vegano” teve um aumento de mais de 300% no Google Trends nos últimos 5 anos (de 2016 a 2021).
  • Cerca de 46% dos brasileiros deixam de comer carne pelo menos uma vez na semana. (dados do Ipec 2021)

Estas informações mostram uma mudança nos hábitos alimentares da sociedade que refletem diretamente em questões ambientais. 

Afinal, a agropecuária e a agroindústria acarretam em muitos prejuízos ao meio ambiente, sem falar no desequilíbrio que elas causam em vários ecossistemas. 

Neste artigo vamos conversar sobre as diferenças entre os termos vegano e vegetariano! 

Além disso, vamos falar um pouquinho sobre as principais classes de alimentos que compõem a dieta destes grupos. 

Veganismo e vegetarianismo: diferença e curiosidades

O vegetariano é a pessoa que opta por restringir o consumo de alimentos de origem animal. Já o vegano opta por restringir não só o consumo de alimentos, mas também de outros produtos, como cosméticos, que são provenientes ou testados em animais. 

Dentro do vegetarianismo existem alguns grupos de acordo com o tipo de restrição. Há os ovovegetarianos, que só comem ovos dentro de todos os alimentos de origem animal. 

Além disso, há os ovolactovegetarianos que, fora o consumo de ovos, também se alimentam de leites e derivados. 

E, há os lactovegetarianos, que consomem produtos lácteos, mas não comem ovos e nenhum tipo de carne. 

Por último, há os vegetarianos estritos, que são muito confundidos com os veganos porque eles não consomem nenhum alimento de origem animal. Mas, o vegetariano estrito só faz restrições alimentares, diferente dos veganos. 

Ficou um pouco mais claro a diferença entre cada um dos termos?? 

Confira agora alguns alimentos essenciais na dieta de todos estes grupos!

O que o vegano pode comer?

Os principais alimentos que são a base da dieta dos veganos, que deveria ser a base da alimentação de todos, são os vegetais, legumes e frutas. 

Fora a riqueza de vitaminas nestes grupos de alimentos, eles também são excelentes fontes de proteína. Preocupação máxima daqueles que pensam que a proteína só é proveniente das carnes. 

Além disso, os cereais, grãos, sementes e leguminosas, também estão presentes em grande parte das receitas veganas. O feijão, por exemplo, é alimento riquíssimo que além de ser fonte de proteína, também é fonte de ferro, cálcio e fibras. 

Se você ainda não conhece nosso Feijão Manteiguinha de Santarém, então você precisa experimentar! Além de acompanhar super bem pratos salgados com pescados, ele é excelente para preparar receitas doces! Isso mesmo! Sobremesa com feijão! 

Ainda dentro destes grupos, nós temos na nossa loja a Castanha do Pará e a Semente do Cumaru, que também é conhecida como “baunilha da amazônia”. 

Ambos são alimentos excelentes para você incluir no seu dia a dia, principalmente se você segue uma dieta vegana. 

A castanha do Pará, por exemplo, além do complexo de vitaminas C, E e B6, possui um mineral chamado selênio que atua no seu organismo como um poderoso antioxidante.

Quer saber um pouquinho mais sobre os benefícios da Castanha do Pará para a sua saúde? Então clique aqui para conferir!

E, se você acha que os veganos não podem se deliciar com um chocolate porque todos são à base de leite, você está muito enganado! 

Nós temos opções de Chocolates Amazônicos Veganos que, além de serem muito gostosos, são cultivados de forma sustentável por produtores locais da região do Rio Tocantins. 

Quer conhecer nossa seção de produtos veganos?? Então clique no link abaixo e confira agora mesmo!