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Entenda porque a teoria de Ratanabá é uma Fake News!

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Provavelmente você deve ter escutado falar sobre uma “grande descoberta arqueológica” feita recentemente. A história sobre Ratanabá, uma cidade perdida na Amazônia, tomou conta das redes sociais. 

Já não bastasse a lenda sobre El Dorado, agora temos que lidar com mais uma teoria completamente infundada que não tem nenhuma base científica. 

O responsável por toda esta história absurda parece estar atrás dos seus 15 minutos de fama. O pior de tudo é que ele está ganhando muito mais tempo do que isso. Tivemos até alguns ministros se reunindo para discutir sobre esta temática. 

Como se não houvesse assuntos muito mais importantes e urgentes para se falar sobre a Amazônia. Mas, nada acontece por acaso. Certamente há uma intenção por trás de toda essa falácia. 

Nesse artigo, vamos explicar porque a teoria de Ratanabá não faz sentido algum. Vamos lá?

Ratanabá: a cidade perdida que nunca existiu

Vamos começar pelo autor desta teoria que se intitula um arqueólogo, mas na verdade não é. Primeiro, ele ficou famoso na TV na década de 90 por seus poderes paranormais. 

Depois, ele resolveu virar ufólogo e gravou um vídeo de um extraterrestre que apelidou de Bilú. Toda esta história não passou de uma jogada de marketing para vender pedaços de terra na região do Mato Grosso onde esse ET foi visto. 

Agora, ele criou um Instituto de Pesquisas chamado Ecossistema Dakila presidido por ele e outros alienados que acreditam ter feito a maior descoberta de todos os tempos: a cidade perdida de Ratanabá. 

Mas, por que essa teoria não faz sentido?

Segundo alguns dados divulgados sobre esta história, Ratanabá teria sido construída e habitada por uma civilização super avançada tecnologicamente há cerca de 450 milhões de anos!

Ou seja, uma civilização que viveu muito antes dos dinossauros, que foram extintos há cerca de 65 milhões de anos. Parece que estes “arqueólogos” do Ecossistema Dakila erraram um pouquinho as contas. 

Outro absurdo é o fato desta cidade perdida ter sido “maior que a grande São Paulo”. Segundo o arqueólogo Eduardo Neves, que estuda sobre a Amazônia há mais de 30 anos, as maiores cidades no século XVI foram Istambul e a Cidade do México. 

Ambas tinham uma população de cerca de 150 mil pessoas. Já a cidade de São Paulo tem aproximadamente 21 milhões de habitantes, sendo a 8° mais populosa do mundo. Faz algum sentido Ratanabá ser maior que isso há 450 milhões de anos atrás? 

Além de tudo isso, foram divulgadas fotos que mostram linhas retas gigantescas no meio da floresta, que segundo esses lunáticos são marcas das antigas construções. 

Mas, de acordo com o especialista Eduardo Neves, a probabilidade destas linhas terem sido feitas por humanos é muito baixa. A explicação mais plausível é de que essas estruturas foram sendo formadas pela erosão ao longo dos anos. 

Ratanabá: uma cortina de fumaça

Toda essa invenção não passa de uma cortina de fumaça para abafar todos os casos criminosos que estão ocorrendo na Amazônia. 

Enquanto vários grupos indígenas protestavam pelo desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, o atual presidente e alguns ministros estavam twittando sobre Ratanabá. Um absurdo sem precedentes! 

Não podemos esquecer dos reais problemas que envolvem a Amazônia. Além dos crimes bárbaros contra as pessoas que tentam protegê-la, a floresta está sendo destruída indiscriminadamente. 

Segundo dados do Imazon, o desmatamento na Floresta Amazônica em 2021 foi o pior nos últimos 10 anos! Mais de 10 mil quilômetros foram devastados. 

O cenário deste ano continua alarmante. Em apenas cinco meses foram derrubados mais de 3 mil km² da floresta. A Amazônia pede socorro! Não podemos ficar inertes diante de toda esta situação. 

Se quiser saber como você pode ajudar a floresta, acesse o site do Meu Pé de Árvore e conheça melhor sobre o projeto de restauração da Amazônia promovido por esta startup. 

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Porque é importante valorizarmos o trabalho do pequeno produtor e da agricultura familiar?

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Você sabia que a maior parte dos alimentos que chegam à nossa mesa é fruto da agricultura familiar e de pequenos produtos? 

Se engana quem pensa que o agronegócio é o maior responsável por produzir comida e garantir segurança alimentar para os brasileiros. 

Na verdade, o agronegócio é destinado para a produção de commodities. Ou seja, seu foco é a exportação e o estabelecimento de vínculos comerciais. 

Na balança que define aquilo que é prioridade para o governo, claramente o agronegócio ganha disparado. 

Afinal, a agricultura familiar precisa sobreviver com somente 25% das verbas destinadas a este setor, enquanto o agronegócio se beneficia do restante. Uma divisão nada justa, não é verdade? 

Para piorar a situação, em 2020 o governo congelou o financiamento de diversos programas de incentivo ao pequeno produtor. Qual a desculpa? Falta de orçamento!

Neste artigo, vamos explicar melhor sobre a importância da agricultura familiar e como a sua situação atual afeta diretamente a quantidade e qualidade dos alimentos que chegam à sua casa. 

O que é agricultura familiar? 

A agricultura familiar se caracteriza pelos produtores de alimentos que têm como principal mão de obra os próprios parentes. Além disso, a legislação definiu um limite para as propriedades destinadas a esse tipo de atividade econômica. 

Reconhecida por lei como profissão, a agricultura familiar no Brasil é praticada majoritariamente por grupos indígenas, ribeirinhos, pescadores, extrativistas, campesinos…

A produção advinda deste trabalho abastece a mesa de grande parte da população. Além de produzir cerca de 70% dos alimentos que chegam até nós, a agricultura familiar gera emprego para mais de 10 milhões de pessoas. 

Além disso, existe uma característica importante que difere a agricultura familiar do agronegócio: o modelo de produção. 

Enquanto o agronegócio investe em monoculturas, prejudicando o solo e usando quantidades absurdas de agrotóxicos, a agricultura familiar pratica o policultivo. 

Ou seja, os pequenos produtores diversificam suas culturas preservando tanto a qualidade do solo, como dos alimentos. O manejo mais consciente da terra, respeitando o ecossistema da região, ameniza significativamente os impactos negativos sobre a natureza. 

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Créditos: Tamires Kopp/MDA

 A importância da produção familiar

Os agricultores familiares têm importância global, afinal, segundo dados da ONU, eles são os responsáveis por cerca de 80% de toda comida que é produzida no mundo. 

No Brasil, além de gerar empregos, esta atividade econômica é a principal fonte de renda de muitas famílias. Aliás, sua produção influencia diretamente no controle da inflação. 

Além disso, como citamos acima, a agricultura familiar reduz os impactos nocivos ao meio ambiente, pois muitos grupos investem no sistema agroflorestal e na produção de orgânicos. 

O resultado disso são sistemas de plantio sustentáveis que favorecem a regeneração de ecossistemas, e o fornecimento de alimentos mais nutritivos e sem qualquer tipo de veneno. 

Apesar de tudo isso, o agricultor familiar não se encontra em boas condições no atual governo e enfrenta muitos desafios para continuar suas atividades. 

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Fonte: Canva Pro

Situação atual da agricultura familiar e pequenos produtores 

Existem vários programas de incentivo que são destinados à agricultura familiar, como por exemplo: 

  • Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar)
  • Pronaf Mulher
  • Pronaf Agroecologia
  • MODERAGRO (Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais)

Contudo, a realidade é que alguns destes programas tiveram redução significativa do financiamento, e outros sofreram uma completa paralisação. O atual governo alega ter “estourado” seu limite de investimentos para este setor. 

Outro fator preocupante é o avanço do agronegócio que incentiva a exploração de terras. Além do aumento exponencial do desmatamento, pois a monocultura necessita de grandes áreas, diversos grupos familiares (indígenas, campesinos, extrativistas…) são cruelmente assassinados ao tentar defender suas terras. 

Uma realidade triste e absurda na qual as autoridades responsáveis simplesmente fecham os olhos. Contudo, nós podemos fazer a diferença na vida destas pessoas!

Para apoiar e incentivar o trabalho de pequenos produtos, busque investigar a origem dos alimentos que você está adquirindo. 

Em nosso site, ao clicar nos produtos você poderá verificar se ele é fruto da agricultura familiar, de uma pequena/média empresa, se a produção é gerenciada por uma liderança feminina, ou até mesmo se os produtores são pesquisadores/cientistas. 

Fontes: 

https://www.politize.com.br

https://diplomatique.org.br/o-agronegocio-produz-comida/

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Conheça 4 espécies de árvores ameaçadas de extinção da Amazônia

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Você sabia que o Brasil é o país com mais árvores ameaçadas de extinção do mundo? Certamente esta informação nem te surpreenda, não é verdade?

Afinal, a destruição da Amazônia vem crescendo exponencialmente. Os níveis de desmatamento da floresta no ano passado foram os piores da última década, de acordo com o Imazon.

Segundo uma pesquisa realizada nos EUA e publicada na revista Nature, mais de 80% das árvores da Amazônia que correm risco de extinção perderam parte de seu habitat natural. 

Algumas áreas da floresta já entraram em processo de savanização e seu estado pode se tornar irreversível. 

Além disso, corremos o grande risco de não usufruir mais dos maravilhosos recursos que a natureza nos dá, por conta de toda esta destruição indiscriminada. 

Neste artigo, vamos falar sobre curiosidades interessantes sobre algumas árvores ameaçadas de extinção da Amazônia. Vamos lá? 

Quais são as árvores ameaçadas de extinção da Amazônia?

Castanheira do Brasil

As árvores gigantes da Amazônia! Esta espécie pode chegar a ter 50 metros de altura, dá pra acreditar? 

Infelizmente, esta árvore está na Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), que classifica o estado de conservação de diferentes espécies de animais e plantas. 

Comum nas margens de grandes rios, como o Araguaia, o Rio Negro, e o Amazonas, a castanheira pode viver até 500 anos. Sua longevidade garante o sustento de várias gerações de famílias que vivem do extrativismo das sementes. 

Seu fruto, o ouriço, pode levar mais de um ano para ficar maduro. Semelhante a um coco, com casca super resistente, o ouriço guarda as famosas castanhas do Brasil, ou castanhas do Pará

Se quiser saber mais sobre os principais benefícios da castanha do Brasil, então clique aqui!

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Castanheira do Brasil
Fonte:Canva Pro

Andiroba

A Andiroba é outra árvore de grande porte da Amazônia. Ela pode chegar a 30 metros de altura e é encontrada principalmente em regiões de várzea. 

Ela é uma excelente espécie para plantio em áreas de reflorestamento, pois além de possuir um elevado índice de germinação, seu crescimento é rápido. 

O óleo extraído de suas sementes têm incríveis propriedades medicinais. Não é à toa que ele é uma das mercadorias mais comercializadas na Amazônia. 

Além disso, o óleo da andiroba é exportado para vários países do exterior que o utilizam principalmente para a fabricação de cosméticos. Das suas sementes também é aproveitado o bagaço para a produção de velas. 

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Sementes de Andiroba
Fonte: Canva Pro

Pau-Rosa

Essa é outra espécie que produz um óleo super apreciado por empresas internacionais famosas, como a Chanel. Infelizmente, para a extração de seu óleo é necessário derrubar as árvores. 

Por isso, o Pau Rosa está na lista de espécies ameaçadas do IBAMA desde 1992. Apesar de tentar exercer um controle sobre a quantidade comercializada, o IBAMA já constatou que as exportações do pau rosa ultrapassam muito o limite estipulado. 

A ONG Pro Natura já desenvolveu alguns métodos para realizar um manejo sustentável desta árvore, e extrair o óleo de suas folhas ao invés do caule. 

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Pau Rosa
Fonte: Wikimedia Commons

Árvore Cumaru

É triste dizer que a árvore que nos fornece a baunilha da Amazônia também está ameaçada de extinção. Esta espécie de grande porte ocorre tanto em terra firme, como em várzea. 

A árvore Cumaru é bastante conhecida pela medicina popular, principalmente indígena, por suas diversas propriedades terapêuticas. 

Tanto suas cascas, como suas folhas, são excelentes para preparar xaropes e chás que servem de analgésico e anti-inflamatório. 

Além disso, suas sementes, por possuírem cumarina, exalam um cheiro super agradável. Por isso, são uma ótima opção para flavorizar receitas. 

Se quiser conhecer mais sobre os benefícios da semente de cumaru para a saúde, então clique aqui!

Gostou de conhecer um pouco mais sobre estas árvores? 

Você pode ajudar a salvar estas espécies ameaçadas de extinção. A Amazônia precisa de você! 

Clique no botão abaixo para saber mais informações!

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Pontos turísticos no Acre: lugares imperdíveis para visitar!

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Pretende conhecer os estados do norte do Brasil e tá precisando de dicas de viagem?? Então, vem descobrir com a gente os principais pontos turísticos no Acre!

Antes de tudo, você sabia que o Acre já foi território Boliviano?? Pois é… este estado localizado no extremo ocidente do nosso país tem várias curiosidades e locais interessantes que você nem imagina. 

Além dos passeios históricos e ecológicos, a gastronomia do local é um grande atrativo. Afinal, ela não só recebeu influências dos portugueses na época da colonização, mas também dos países vizinhos que fazem fronteira, como o Peru e a Bolívia. 

Já o clima, ponto importante de se analisar antes de viajar, é bastante quente e úmido. Por isso, não recomendamos visitar o estado durante o verão, se você quiser aproveitar melhor os passeios ao ar livre e pela floresta amazônica!

Ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre este estado? Então, continue a leitura e descubra o que fazer nos principais pontos turísticos no Acre!

Principais Pontos Turísticos no Acre

Foto: Assis Limai/MTur

Palácio Rio Branco

Se você gosta de visitar locais pela arquitetura, então não deixe de conhecer o Palácio Rio Branco! Inspirado em edificações gregas, o palácio foi projetado pelo alemão Alberto Massler. 

Apesar de sua inauguração ter sido em 1930, a conclusão da obra só ocorreu em 1948. Além disso, em 2002 o local passou por algumas reformas e teve incluso em seu acervo algumas fotos, objetos e documentos históricos para exposição. 

O Palácio Rio Branco é um dos locais que mais recebe turistas no Acre. Estima-se que mais de 270 mil pessoas já o visitaram! 

Foto: Katie Maehler

Casa de Chico Mendes e Parque Ambiental Chico Mendes

A casa de Chico Mendes, importante ativista na luta dos seringueiros na Bacia Amazônica, virou um museu que é patrimônio cultural do estado, tombado pelo IPHAN em 2007. 

Apesar de pequena e simples, a casa possui grande valor histórico, principalmente para a comunidade de seringueiros e ativistas que lutam pela preservação da Amazônia. 

Em sua homenagem, nomearam uma reserva ambiental que também é um ponto turístico no Acre que recebe bastante visitas: o Parque Ambiental Chico Mendes. 

Localizado na capital, Rio Branco, o parque conta com trilhas, parquinhos, artesanatos, monumentos folclóricos, exemplares das casas dos seringueiros e um memorial da vida de Chico. 

Além disso, lá é um excelente lugar para conhecer um pouco da fauna e flora da região, pois o local possui várias espécies de plantas e animais silvestres. Um ótimo passeio para fazer com crianças! 

Foto: Diego Pérez

Parque Nacional da Serra do Divisor

Uma das cidades que você não pode deixar de conhecer caso vá para o Acre é Cruzeiro do Sul. 

Fora os pontos turísticos históricos, como a Catedral de Nossa Senhora da Glória, Cais do Porto e o Instituto Santa Terezinha, Cruzeiro do Sul conta com um fantástico parque nacional que fica na fronteira com o Peru. 

Uma experiência sem igual para quem deseja fazer uma verdadeira imersão na natureza e conhecer biomas não só da Amazônia, mas também dos Andes. 

O parque também é lar de vários povos indígenas que vivem às margens do rio Moa. Recomenda-se contratar um guia turístico caso você tenha interesse em visitar essas comunidades. 

Sítio Arqueológico Jacó Sá

Outro local super intrigante para você visitar é o Sítio Arqueológico Jacó Sá. Isso porque, lá há passeios de balão para observar os misteriosos geoglifos. 

Geoglifos são aquelas figuras feitas em superfícies planas que, quando vistas de cima, formam figuras geométricas gigantescas. 

Há várias teorias de que essas marcas grandiosas são mensagens extraterrestres, porém, a verdade é que estas figuras são obras das civilizações pré-colombianas.

Um fato curioso é que de todos os estados brasileiros, o Acre é o que possui mais geoglifos em seu território. Alguns possuem mais de 2 mil anos e ocupam cerca de 20 mil metros quadrados. Interessante, não é mesmo?

Gostou deste artigo?? Então, conta pra gente nos comentários qual desses pontos turísticos no Acre você mais gostaria de conhecer!

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Entenda o que é Racismo Ambiental e a importância deste conceito!

Racismo Ambiental

Você sabe o que é racismo ambiental? Já ouviu falar sobre este conceito? Para entender sobre este termo, reflita sobre as seguintes perguntas!

  • Você já viu lixões ou aterros sanitários construídos em áreas nobres? 
  • Já ouviu falar de fazendeiros ricos sendo expulsos de suas terras para construção de indústrias e barragens? 
  • Você já viu condomínios de luxo terem problemas de saneamento básico?

As injustiças ambientais são seletivas, caro leitor! E a notícia ruim é que ela é racista! Afinal, não é mera casualidade de que as pessoas, principalmente no Brasil, que mais sofrem com os problemas citados são negros e indígenas! 

Bora entender um pouco melhor sobre este conceito para nos tornarmos indivíduos mais conscientes da sociedade que vivemos? 

Então, vem com a gente!

Entenda sobre a história deste termo!

Nos Estados Unidos, mais especificamente na década de 80, houveram várias manifestações de comunidades negras no estado da Carolina do Norte. Por qual motivo?

A grande exposição à resíduos tóxicos devido à construção de aterros químicos e indústrias poluidoras próximos às suas moradias. Mera coincidência? Quando um fato se repete ao longo da história a gente começa a duvidar de coincidências. 

Enfim…durante estas manifestações, um célebre ativista dos direitos civis nos EUA chamado Benjamin Chavis, utilizou este termo para “resumir” toda aquela situação que eles estavam enfrentando. 

Após este acontecimento, o termo Racismo Ambiental começou a ser utilizado para se referir às situações de vulnerabilidade de grupos étnicos frente à injustiças ambientais. 

Apesar desta terminologia ser relativamente recente, sua prática no Brasil, por exemplo, teve início durante o período da colonização e perdura até os dias de hoje. 

Racismo Ambiental

O que é racismo ambiental e por que eu nunca ouvi falar? 

Porque a gente vive numa bolha, né? Vamos admitir! Aquilo que não nos afeta diretamente parece nem existir. Mas, não podemos fechar os olhos para estas situações! 

Afinal, o racismo ambiental também envolve a exclusão destas pessoas em estado de vulnerabilidade na tomada de decisão de regulamentos, políticas e leis ambientais. 

Ou seja, além de viverem em locais propícios a deslizamentos, sem acesso a serviços fundamentais para o desenvolvimento da região, e expostos a substâncias tóxicas devido à presença de indústrias e aterros nas proximidades, estes grupos não têm voz perante as autoridades públicas que cooperam para estas situações degradantes. 

Cooperam? Como assim?

A gente vê a cooperação escancarada quando indígenas ou quilombolas lutam por anos pela autenticação das suas terras, mas saem de mãos vazias. Quando não são expulsos de forma desumana. 

Agora, a aprovação de resorts e condomínios de luxos em áreas de preservação são simples de resolver. Mamão com açúcar!

É muito fácil subjugar quem não tem poder socioeconômico. E é mais fácil ainda negar a existência desta problemática rejeitando a utilização do termo Racismo Ambiental, como fez o atual governo na última reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. 

Se você não está se remexendo de tanta revolta, lê o texto de novo porque você deve ter lido errado! 

Lembrando que no estado do Amazonas, e também em outros estados da região Norte do Brasil, não são só os indígenas que sofrem com o racismo ambiental, mas também os ribeirinhos, pescadores, peconheiros, agricultores familiares, entre outras comunidades. 

Se você se interessa por este tipo de assunto e gosta de aprender sobre estes conceitos, então confira também o artigo sobre Ecofeminismo clicando no botão abaixo!

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Dicas práticas de como se tornar um consumidor consciente

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O que é um consumidor consciente? Vamos começar por aí! Afinal, não dá para tentar ser algo sem compreender os conceitos e fundamentos por trás da palavra. 

Basicamente, o consumidor consciente é aquele que pensa em todos os impactos que ele pode causar, positivos e negativos, ao realizar determinada compra. 

Afinal, nossas escolhas e ações, mesmo que pareçam pequenas, geram efeitos em várias esferas. Por isso, o consumidor consciente leva em consideração pontos relevantes que colaboram com a construção de um mundo mais sustentável. 

Quer entender melhor sobre este conceito e descobrir quais os benefícios desta prática? 

Então, vem com a gente! 

Qual a relevância do consumo consciente? 

Quando paramos para refletir sobre questões como as mudanças climáticas, impactos ambientais, a quantidade de lixo que produzimos, testes em animais, trabalho escravo em pleno século 21, percebemos que ser um consumidor consciente está se tornando uma necessidade e não uma opção. 

Como falamos, nosso consumo afeta esferas sociais, econômicas, ambientais…Ou seja, não dá pra fugir das responsabilidades sobre os nossos próprios atos. Por isso, é tão importante repensarmos a forma como consumimos. 

É sempre bom começar pela seguinte reflexão: “eu realmente preciso disto?”. Se você ainda não faz essa pergunta toda vez que vai comprar algo, então está na hora de adquirir este hábito. 

Afinal, o sistema econômico capitalista no qual estamos inseridos criou uma manada de consumistas que geram impactos não só para as pessoas, mas também para plantas, florestas, rios, mares, animais…

Por esse motivo, o consumidor consciente é aquela pessoa que: 

  • busca entender melhor suas necessidades;
  • conhece sobre a procedência dos produtos que adquire;
  • apoia empresas que possuem responsabilidade social e ambiental;
  • não colabora com instituições que praticam qualquer tipo de exploração; 

Além disso, a forma como consumimos e descartamos os produtos depois que os adquirimos também é algo a se pensar!

Fazer total uso dos alimentos, reaproveitando as cascas por exemplo, é uma atitude consciente que reduz significativamente a quantidade de lixo que você produz. Sem falar que aquilo que não pode ser reutilizado precisa ser descartado de forma adequada. 

Não é tão difícil quanto parece! Confira agora mais algumas práticas simples que você pode começar a adotar no seu dia a dia que farão toda a diferença! 

Práticas do consumidor consciente

A prática mais simples que todo indivíduo deve aprender é saber distinguir seus desejos das suas reais necessidades. 

Ter esta consciência irá afetar não só o seu bolso, pois você irá evitar a compra de muitas coisas supérfluas, mas também o meio ambiente! 

Além disso, estudar as marcas que você mais consome e entender seus processos de produção é outro fator importante. Afinal, ao adquirir o produto de determinada empresa você estará, mesmo que indiretamente, colaborando para todo o seu sistema interno. 

Por isso, é importante entender qual a procedência dos produtos e se ele é fruto de relações trabalhistas justas. 

Outra atitude super relevante do consumidor consciente é apoiar e divulgar as empresas que realmente se comprometem com as causas socioambientais! 

Afinal, isso fomenta que outras pessoas também passem a dar valor nestas questões! Sem falar que isso influencia que outras empresas também repensem seus processos e passem a ter atitudes mais sustentáveis! 

Mas, cuidado com o greenwashing! Tem muita instituição que se diz sustentável, mas não é! Por isso, é sempre importante investigar! 

Por último e não menos importante, é necessário pensar em pequenos detalhes dentro da sua própria casa, como o desperdício de alimentos, o uso excessivo de produtos que usam embalagens plásticas, banhos muito longos, o gasto alto de energia… 

Ser um consumidor consciente é construir pequenos hábitos diários em respeito a si, às outras pessoas, à natureza, aos animais… 

Afinal, antes de mudar o mundo precisamos aprender a arrumar nossa própria cama!

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Você sabe o que é Ecofeminismo? 

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O Ecofeminismo é mais uma ramificação do movimento feminista. Assim como as outras vertentes, ele tem como princípio a luta pela igualdade entre os gêneros. 

Mas, aliada a esta luta, o ecofeminismo também debate questões ambientais, que estão intrinsecamente relacionadas com a luta pelos direitos das mulheres na sociedade.

E você deve estar se perguntando: qual a relação que existe entre o movimento feminisma e o movimento ecológico? Calma, que nós vamos te explicar!

A natureza, assim como a mulher, ainda sofre com o sistema patriarcal que desde sempre exerce uma relação de dominância. 

Além disso, o grupo social que mais sofre devido às mudanças climáticas que tem ocorrido nos últimos anos são mulheres de classes sociais menos desfavorecidas. (De acordo com dados da ONU)

Por isso, a ideia deste movimento é aliar estas duas lutas e construir uma sociedade onde nenhum grupo precise subjugar o outro para se desenvolver. 

Afinal, uma relação de subordinação e exploração sempre irá resultar no prejuízo de uma das partes. 

Quer entender melhor como surgiu este movimento e quais suas principais ideias? Então, vêm com a gente!

Quais sua origens?

As manifestações ecofeministas tiveram início por volta de 1970 após uma escritora francesa utilizar pela primeira vez este termo em uma de suas obras.

Este movimento busca instituir a ideia de cooperação com a natureza. Afinal, a deterioração do meio ambiente em “prol” a evolução do homem não é nada sustentável. 

O resultado disso nós já estamos vivenciado. Contudo, quem colhe os maus frutos não são os principais responsáveis por essas mudanças. 

Por esse motivo, o ecofeminismo acredita que a união de ambos os movimentos potencializam suas forças. 

Uma sociedade que preza pela sustentabilidade não só beneficia o meio ambiente, do qual dependemos para viver, mas também as mulheres, que são as que mais sofrem com esta problemática. 

Maria Mies, Vanessa Legrumber e Daniela Rosendo são exemplos de ecofeministas que mostram como as mulheres podem e devem buscar seu espaço de fala. 

Ser uma ativista ambiental e lutar pela igualdade de gênero são ações que só fomentam o empoderamento feminino. 

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Ecofeminismo
Fonte: Canva Pro

O que o Ecofeminismo defende? 

A concepção do antropocentrismo, onde o homem é centro do universo, precisa ser substituída por uma concepção onde todos os seres  (homens, mulheres, animais, plantas…) são vistos como sumamente iguais e importantes. 

A visão de superioridade do homem em meio ao sistema econômico, cultural, político e social, resulta em um desequilíbrio em várias esferas.

Segundo a filósofa ecofeminista Vandana Shiva, que possui PhD em Teoria Quântica,  a ideia de que o mundo é apenas fragmentos de matéria bruta é completamente obsoleta. 

Afinal, o universo é composto por diferentes formas de vida que possuem diferentes níveis de energia. Tudo que existe está em constante transformação. E tudo que existe está, de alguma forma, interconectado. 

Por isso, é preciso refletir sobre a forma como nos relacionamos com a natureza, pois as influências que exercemos sobre ela afeta diretamente a nós mesmos. 

Além disso, o ecofeminismo propõe mudanças no sistema econômico vigente: o capitalismo. 

A visão de acúmulo de riquezas de forma indiscriminada pelo homem resultou não só na contaminação do meio ambiente, mas na produção de alimentos cheios de veneno.  

Por esses motivos, este movimento propõe alternativas de produções sustentáveis que valorizem a agricultura familiar, utilizem energias renováveis e conservem o ecossistema da região.

As Ecovilas são modelos de comunidades que já colocam estes princípios em prática! Buscando causar o mínimo de impacto ecológico possível, os habitantes prezam pelo cooperativismo entre as pessoas e a natureza. 

Gostou de conhecer um pouquinho mais sobre este conceito? 

Conta pra gente nos comentários o que você acha desta ideia!

Não se esquece de conferir o Kit especial do dia da Mulher! É por tempo limitado!

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Veganismo e vegetarianismo: diferença entre os termos!

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Assim como é crescente o número de pessoas que decidem parar de comer carne ou consumir qualquer produto de origem animal, houve uma aumento considerável nas pesquisas por “veganismo e vegetarianismo: diferença entre ambos”. 

Por isso, nós viemos aqui te explicar! 

Mas, antes de esclarecer sobre as principais diferenças, vamos falar sobre alguns dados super importantes que você precisa saber: 

  • Cerca de 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos. Em algumas regiões metropolitanas esta porcentagem é um pouco maior. (dados do IBOPE 2018)
  • Mais de 50% dos brasileiros aumentaram seu consumo de produtos veganos. (dados do IBOPE 2018)
  • A busca pelo termo “vegano” teve um aumento de mais de 300% no Google Trends nos últimos 5 anos (de 2016 a 2021).
  • Cerca de 46% dos brasileiros deixam de comer carne pelo menos uma vez na semana. (dados do Ipec 2021)

Estas informações mostram uma mudança nos hábitos alimentares da sociedade que refletem diretamente em questões ambientais. 

Afinal, a agropecuária e a agroindústria acarretam em muitos prejuízos ao meio ambiente, sem falar no desequilíbrio que elas causam em vários ecossistemas. 

Neste artigo vamos conversar sobre as diferenças entre os termos vegano e vegetariano! 

Além disso, vamos falar um pouquinho sobre as principais classes de alimentos que compõem a dieta destes grupos. 

Veganismo e vegetarianismo: diferença e curiosidades

O vegetariano é a pessoa que opta por restringir o consumo de alimentos de origem animal. Já o vegano opta por restringir não só o consumo de alimentos, mas também de outros produtos, como cosméticos, que são provenientes ou testados em animais. 

Dentro do vegetarianismo existem alguns grupos de acordo com o tipo de restrição. Há os ovovegetarianos, que só comem ovos dentro de todos os alimentos de origem animal. 

Além disso, há os ovolactovegetarianos que, fora o consumo de ovos, também se alimentam de leites e derivados. 

E, há os lactovegetarianos, que consomem produtos lácteos, mas não comem ovos e nenhum tipo de carne. 

Por último, há os vegetarianos estritos, que são muito confundidos com os veganos porque eles não consomem nenhum alimento de origem animal. Mas, o vegetariano estrito só faz restrições alimentares, diferente dos veganos. 

Ficou um pouco mais claro a diferença entre cada um dos termos?? 

Confira agora alguns alimentos essenciais na dieta de todos estes grupos!

O que o vegano pode comer?

Os principais alimentos que são a base da dieta dos veganos, que deveria ser a base da alimentação de todos, são os vegetais, legumes e frutas. 

Fora a riqueza de vitaminas nestes grupos de alimentos, eles também são excelentes fontes de proteína. Preocupação máxima daqueles que pensam que a proteína só é proveniente das carnes. 

Além disso, os cereais, grãos, sementes e leguminosas, também estão presentes em grande parte das receitas veganas. O feijão, por exemplo, é alimento riquíssimo que além de ser fonte de proteína, também é fonte de ferro, cálcio e fibras. 

Se você ainda não conhece nosso Feijão Manteiguinha de Santarém, então você precisa experimentar! Além de acompanhar super bem pratos salgados com pescados, ele é excelente para preparar receitas doces! Isso mesmo! Sobremesa com feijão! 

Ainda dentro destes grupos, nós temos na nossa loja a Castanha do Pará e a Semente do Cumaru, que também é conhecida como “baunilha da amazônia”. 

Ambos são alimentos excelentes para você incluir no seu dia a dia, principalmente se você segue uma dieta vegana. 

A castanha do Pará, por exemplo, além do complexo de vitaminas C, E e B6, possui um mineral chamado selênio que atua no seu organismo como um poderoso antioxidante.

Quer saber um pouquinho mais sobre os benefícios da Castanha do Pará para a sua saúde? Então clique aqui para conferir!

E, se você acha que os veganos não podem se deliciar com um chocolate porque todos são à base de leite, você está muito enganado! 

Nós temos opções de Chocolates Amazônicos Veganos que, além de serem muito gostosos, são cultivados de forma sustentável por produtores locais da região do Rio Tocantins. 

Quer conhecer nossa seção de produtos veganos?? Então clique no link abaixo e confira agora mesmo!

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Afinal, o que é Greenwashing? Saiba como identificar!

o que é greenwashing

Você sabe o que significa quando se diz que uma empresa ou instituição está fazendo greenwashing? Ou, “contando uma mentira verde”?

Nos últimos anos houve um aumento considerável no número de consumidores que estão levando em consideração questões ambientais no momento de adquirir um produto. 

Por isso, muitas empresas, com receio de perder esses clientes, ou tentando atrair esse grupo de consumidores, acabam praticando o greenwashing. Ou seja, levantam uma falsa “bandeira verde” alegando que apoiam e praticam a sustentabilidade. 

Entretanto, tudo não passa de uma fachada! Uma mentira que, quando descoberta, acaba acarretando em muitos prejuízos para aqueles que a praticam. 

Por isso, no artigo de hoje vamos falar um pouquinho mais desta prática que não é nada legal, e vamos te dar algumas dicas que podem te ajudar a identificar estes casos! 

Significado da palavra e quem o pratica!

Como citamos, o termo greenwashing se refere a propagandas enganosas que tentam atrair consumidores com o discurso em prol à conservação do meio ambiente. 

Mas, se engana aqueles que pensam que só empresas privadas utilizam desta prática. Há indústrias, instituições de diversos setores, partidos políticos, e até mesmo ONGs, que usam deste recurso para atrair seu público. 

As instituições que recorrem a essa prática parecem acreditar que o “ecologicamente correto” é só mais uma modinha passageira. 

Contudo, além de continuar prejudicando o meio ambiente, afinal, seu marketing só serve para ludibriar as pessoas, as empresas realmente comprometidas com esta luta também sofrem prejuízos. 

Portanto, abra o olho na hora de comprar qualquer coisa! Nem tudo o que está escrito nas embalagens, sites ou propagandas, são realmente verdades. E nós vamos te ensinar como descobrir! 

Além disso, como está chegando mais próximo das eleições, cuidado com as falsas promessas políticas, ou propagandas enganosas de ações que são benéficas para o meio ambiente. 

Como identificar o greenwashing?

Pega uma caneta e um caderninho para anotar estas dicas e começar a pôr em prática: 

  1. Não caia em propagandas muito vagas com frases como “amigo da natureza”, “totalmente ecológico”, “limpo e sustentável”… A maioria dessas alegações não são comprovadas!
  1. Procure na embalagem selos confiáveis como o PROCEL, BREEAM, IBD, ECOCERT, FSC, ISO 14001, LEED, entre outros. 
  1. Busque verificar se o selo na embalagem é realmente verídico. Além do fato de que algumas empresas usam o selo ilegalmente, há também aquelas que colocam símbolos muito parecidos para enganar o cliente. 
  1. Não se engane com propagandas que dizem que são livres de certas substâncias que fazem mal para o meio ambiente, mas já são proibidas por lei há anos!
  1. Observe a transparência da empresa em mostrar seus processos internos de produção e comprovação das práticas sustentáveis alegadas, como a gestão de resíduos.
  1. Não caia em marketings de empresas que promovem a redução do tamanho de suas embalagens como atitude ecológica, mas que permanecem usando materiais que levam séculos para se decompor. 
  1. Observe se determinada ação, como a substituição de certo material por algum reciclável, só não está sendo utilizada para disfarçar outras práticas que continuam sendo prejudiciais para o meio ambiente. (Prática comum entre empresas automobilísticas)

Verificar o que é greenwashing, e o que é real, nos transforma em consumidores mais conscientes! Por isso, ao constatar que determinada empresa ou instituição esteja utilizando desse artifício, faça uma reclamação! 

No site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor você poderá encontrar algumas informações sobre como realizar este tipo de  denúncia! 

Curte assuntos relacionados com esta temática? 

Então confira nossos artigos “Como o consumo consciente pode construir uma cozinha sustentável?” e “Como funciona a Gastronomia Sustentável?

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Aniversário de São Paulo: restaurantes com comida amazônica na cidade!

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A cidade mais populosa do Brasil está completando 468 anos neste mês de Janeiro. Mas, a programação para comemorar o aniversário de São Paulo precisou passar por algumas alterações. 

Como alguns feriados de 2022 foram antecipados pelo prefeito de São Paulo na tentativa de colaborar com o distanciamento social no ano passado, o dia 25 de Janeiro deste ano será dia útil (sendo ponto facultativo para empresas e lojistas). 

O tradicional evento Troféu Cidade de São Paulo, que abre as portas para as comemorações e festividades desta data, ocorreu dia 23 de Janeiro este ano, já que dia 25 será dia laboral para muitas pessoas. 

Neste artigo, em homenagem a São Paulo, vamos contar um pouquinho de sua história e dar algumas dicas de onde você pode encontrar restaurantes com comida amazônica na cidade para conhecer e comemorar este aniversário tão especial. 

Vem conferir!

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Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Fonte: Canva Pro

Breve história da cidade de São Paulo

Em 1554 ergueu-se um colégio jesuíta com o objetivo de catequizar os indígenas da região do Planalto de Piratininga. 

Sob a liderança de alguns padres, como Manuel de Nóbrega e José de Anchieta, a inauguração deste colégio, que ocorreu dia 25 de Janeiro, serviu de marco para a fundação da cidade de São Paulo. 

Seu nome é em homenagem ao apóstolo Paulo de Tarso, que se converteu ao cristianismo na mesma data. 

Considerada uma das cidades mais globalizadas do planeta, São Paulo exala uma riqueza cultural sem igual. Afinal, ela foi o destino de muitos imigrantes do mundo inteiro que buscavam por melhores condições de vida e trabalho. 

Essa grande miscigenação resultou em uma capital que se tornou um centro cultural, político e econômico, muito importante para o nosso país. 

Além disso, São Paulo atrai muitos turistas todo o ano por sua imensa variedade de passeios, parques, restaurantes, museus, exposições…

Pensando em vocês, nossos queridos clientes e seguidores que possuem interesse em gastronomia, separamos algumas sugestões de restaurantes em SP que oferecem pratos com ingredientes tipicamente amazônicos. Confira agora!

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São Paulo
Fonte: Canva Pro

Restaurantes com comida amazônica em São Paulo

Para começar com o pé direito, vamos falar de um restaurante que já faz sucesso em Manaus e, agora, possui uma filial em São Paulo, o Banzeiro

O Chef Felipe Shaedler, especialista nesta culinária, resolveu levar para São Paulo as delícias do Norte e montou um menu especial com opções como: 

  • Camarão e pirão (camarão na brasa, pirão de tucupi, cogumelo, ora-pro-nobis e pimenta baniwa);
  • Lombo de tambaqui na brasa (com pirão de tucupi, creme e chips de cogumelos);
  • Costelinha de tambaqui agridoce;
  • Arroz caboclo (arroz com tucupi, pirarucu curado e camarão assado na brasa). 

Outra opção, se bater aquela vontade de comer uma comida típica paraense, é o restaurante Marahu. Além das entradas deliciosas como a unha de caranguejo, o menu também possui opções de pratos principais como:

  • Tacacá;
  • Arroz Paraense (arroz temperado com tucupi e jambu, recheado com camarões);
  • Vataçoba (uma mistura do vatapá com a maniçoba);
  • Arroz de Pato;

Também não podemos deixar de falar de outro parceiro muito especial, além do Marahu, que é o restaurante Casa Tucupi. Seu delicioso cardápio conta com pratos como: 

  • Baixaria (prato típico acreano que leva cuscuz, carne moída, salada de tomate e ovo frito);
  • Arroz com três cogumelos (arroz cozido no tucupi com cogumelos Paris, Shimeji e Shitake);
  • Costelinha de Tambaqui com baião de dois e farofa;
  • Moqueca de banana com Palmito Pupunha;

O Amazônia Soul também é outro local em SP que oferece comida típica do Pará. Desde 2018 este restaurante prepara receitas autênticas da região norte, como: 

  • Vatapá Paraense;
  • Maniçoba (feijoada amazônica);
  • Tacacá;
  • Porco com Arroz de Jambu;

E aí? Gostou de todas estas dicas de restaurantes para conhecer no dia do aniversário de São Paulo?

Aproveite que só esta semana (do dia 24/01/2022 ao dia 30/01/2022) o Frete para a região de São Paulo é GRÁTIS! Isso mesmo!! 

FRETE GRÁTIS para a região de São Paulo!! Não perca esta oportunidade!!

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Como o consumo consciente pode construir uma cozinha sustentável?

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O que você entende por consumo consciente?? 

Você já parou para pensar no impacto que você pode causar, positivo ou negativo, com pequenas decisões que você toma durante o dia?

Com certeza você já deve ter escutado aquele ditado popular que diz:

 “De grão em grão a galinha enche o papo.”

Nós costumamos dar atenção para grandes feitos, mas não percebemos que pequenas ações acumuladas também geram grandes impactos. 

Assim funciona a cozinha sustentável! São pequenas atitudes que, quando feitas constantemente, desencadeiam em resultados positivos gigantescos que podem transformar as presentes e futuras gerações. 

Quer entender melhor sobre estas pequenas ações? Então continue a leitura e descubra como pôr em prática o consumo consciente e ter uma cozinha mais sustentável. 

Qual o verdadeiro significado de Consumo Consciente?

Para entender de verdade o que é o consumo consciente, é preciso compreender o conceito de cadeias

“Cadeias?? Como assim? Não entendi!”

Calma que eu vou te explicar! O conceito de cadeia que eu estou me referindo é semelhante ao conceito de cadeia alimentar que você já deve ter escutado falar. Olha esse exemplo: 

Quando você joga fora, por exemplo, um milho que está dentro de uma embalagem porque acabou apodrecendo depois de muito tempo, você não joga fora só o milho, mas também descarta toda a cadeia de produção daquele produto. 

Ou seja, você joga no lixo:

  • o trabalho do agricultor que plantou a semente;
  • os meses de trabalho e cuidado com a terra para o milho crescer;
  • o serviço de colheita;
  • os recursos e o tempo para o transporte daquele milho;
  • o serviço e os materiais para a embalagem;
  • o serviço do funcionário que colocou o milho exposto no supermercado;
  • o tempo do seu próprio serviço, pois você trabalhou para pagar o milho e seu dinheiro foi jogado fora. 

Ou seja, você descartou tempo, mão de obra e recursos gastos para que aquele produto chegasse até a sua mesa. 

O consumo consciente começa aí: compreendendo que uma pequena ação influencia em toda uma cadeia. 

Agora que você já aprendeu, ou só refrescou o significado de “consumo consciente” na sua mente, vêm conferir algumas medidas básicas que você pode adotar para tornar sua cozinha, da sua casa ou restaurante, mais sustentável. 

Como ter um consumo consciente dentro da cozinha?

Na sua casa

  • Evite comprar alimentos perecíveis em excesso para prevenir o desperdício;
  • Utilize as cascas dos alimentos para a produção de molhos e caldos;
  • Faça geleias e sucos com as frutas que estão muito maduras e não serão mais consumidas;
  • Utilize Ecobags quando for à feiras ou supermercados; 
  • Congele os alimentos perecíveis que você não utilizará nos dias seguintes;
  • Use filtros de café de pano; 
  • Separe seu lixo orgânico do reciclável; 
  • Reutilize embalagens de plástico ou vidro; Não é brega usar o copo de requeijão! É sustentável! 
  • Busque alimentos orgânicos de pequenos produtores da sua região.
ecobag da amazônia

No seu restaurante

As mesmas sugestões citadas acima podem ser postas em práticas em um restaurante. Contudo, há algumas dicas exclusivas para quem possui um estabelecimento com foco na alimentação! 

  • Elabore um cardápio pensando na sazonalidade dos alimentos;
  • Evite utilizar alimentos em risco de extinção como a amêndoa de baru, o umbu, o pirarucu…
  • Selecione com cuidados seus fornecedores e dê preferência para agricultores familiares; 
  • Se possível, tenha sua própria hortinha de ervas e utilize dos restos de alimentos para a compostagem;
  • Realize o descarte de óleos de forma correta;
  • Observe se as porções servidas nos pratos não estão gerando muito desperdício; 
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Fonte: Canva Pro

Lembrando que se o seu restaurante ainda está na fase do projeto, você já pode fazer algumas escolhas que irão ser benéficas não só para o meio ambiente, mas também para o seu bolso, como:

  • Aproveitar bastante a luz solar para iluminar os ambientes;
  • Reutilizar a água de chuvas para alguns processos;
  • Decorar seu restaurante com artigos ecológicos;

Muito legais essas dicas, não é?

Gostou de aprender um pouquinho mais sobre estes conceitos? Quer começar a praticar estas pequenas ações que podem fazer uma enorme diferença?

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Belém está completando 406 anos! Conheça mais sobre a capital do Pará

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O aniversário de Belém chegou!! Entretanto, os paraenses devem estar um pouco chateados porque parece que a tradição do bolo gigante não se cumprirá novamente este ano. 

A capital do Pará está completando 406 anos e é costume que nesta data tão importante se produza um bolo enorme que é distribuído para a população. 

Infelizmente, devido aos últimos acontecimentos, esta tradição não está ocorrendo. No aniversário de 400 anos da capital, o bolo tinha nada menos do que 100 metros! Dá pra imaginar?? 

Mas, desde o ano retrasado a prefeitura local está tendo que se adaptar para evitar aglomerações. Por isso, além de não ter realizado a festa de ano novo e cancelado os blocos de carnaval de 2022, provavelmente não haverá nenhuma programação especial no dia 12 de Janeiro. 

Contudo, não vamos desanimar, afinal, precisamos celebrar esta data mesmo que não seja da forma como gostaríamos. Por isso, resolvemos escrever um artigo contando um pouquinho sobre a história de Belém, e também alguns pontos turísticos importantes que tornam esta cidade tão especial!

Boa leitura!

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Forte do Castelo
Fonte: Wikimedia Commons

Um pouquinho da história de Belém do Pará

A região onde hoje se localiza a cidade de Belém já foi cenário de muitas disputas territoriais durante o período da colonização. Isso porque, estas terras já eram habitadas pelos índios Pacajás e Tupinambás quando os portugueses chegaram.. 

Além disso, colonizadores ingleses, franceses e holandeses, também lutaram pela região que acabou sendo dominada por Portugal E, para se defenderem dos ataques tanto de outros colonizadores europeus, quanto dos índios, foi construído o Forte do Presépio. 

Conhecido popularmente como Forte do Castelo, este é um dos pontos turísticos que você precisa conhecer caso venha conhecer a capital do Pará. 

Além de possuir uma vista incrível da Baía do Guajará, e também do centro histórico da capital, a estrutura do Forte possui fragmentos arqueológicos incríveis que nos faz viajar para 1616 (ano da fundação da cidade de Belém).

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Estação das Docas
Fonte: Canva Pro

Alguns pontos turísticos em Belém 

Gastronômico

Como nós conhecemos bem nossos seguidores, sabemos que vocês gostam mesmo é de comer. Então, não poderíamos deixar de falar de dois locais fantásticos que são excelentes para quem deseja entrar de cabeça na culinária paraense. 

O primeiro ponto é um complexo com vários armazéns que fica na baía do guarujá conhecido como Estação das Docas. Sua inauguração completará 22 anos em maio deste ano. 

Este local centraliza vários elementos culturais, históricos e gastronômicos desta região. E, se você deseja provar pratos típicos paraenses, então comece seu passeio pelo Armazém 2, que também é conhecido como Boulevard da Gastronomia.   

Outro local excelente para encontrar produtos tipicamente amazônicos é o Mercado Ver-o-Peso, que fica a menos de 600 metros da Estação das Docas. 

Inaugurado no início do século 17, este mercado público, que é uma relíquia por ser o mais antigo do Brasil, já foi considerado uma das 7 maravilhas do nosso país. 

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Mercado Ver-o-Peso
Fonte: Pixabay

Arquitetônico

Agora, se você é um grande apreciador de prédios e igrejas históricas com arquiteturas de cair o queixo, Belém não irá te decepcionar. 

O Teatro da Paz, por exemplo, possui uma estrutura neoclássica belíssima que foi construída numa época de muita prosperidade para esta cidade, o ciclo da borracha. 

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Teatro da Paz
Fonte: Wikimedia Commons

Além disso, há várias catedrais como a Nossa Senhora de Nazaré, e a Catedral da Sé, que possuem esculturas e pinturas de artistas italianos como Domenico de Angelis e Giacomo Muzner. 

As referências e inspirações do estilo europeu nessas construções fizeram com que, por muito tempo, a cidade de Belém fosse conhecida como “Francesinha do Norte”. 

E aí? Gostou de conhecer um pouquinho melhor sobre Belém do Pará?

Para comemorar este aniversário tão especial, só até Domingo (dia 16/01/2022) nós estaremos presente nossos clientes com um brinde especial nas compras acima de R$129,00 reais!!

Mas é só até este Domingo!! Aproveita!!