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Como transformar um trabalho de faculdade em receita de sucesso

Esta é a história da Fábrica de Biscoitos e Bombons Regionais Delícias da Amazônia, da empresária Simy Tobelem, cujos produtos têm feito bastante sucesso em São Paulo e outras cidades do Brasil.

Biscoitos da Delícias da Amazônia

Rosca e cajuzinho de castanha-do-Pará, casadinho de cupuaçu, beijo de moça, bombom de chocolate recheado com castanha-do-Pará e doce de cupuaçu e bacuri são os principais produtos que dão água na boca de muita gente e agora também podem ser adquiridos na loja Flor de Jambu.

Tudo começou, no ano 2000, quando Simy cursava a Faculdade de Administração e teve que fazer um trabalho, que tinha como objetivo criar uma empresa.

Como sempre gostou de cozinha e de doce, Simy inventou a Fábrica de Biscoitos Delícias da Amazônia. E começou a fazer os biscoitos de castanha-do-Pará e a vender para os colegas de turma. Todo mundo adorou, a professora aprovou o projeto e ela ganhou uma boa nota. Mas que bom que a história não terminou por aí.

“Com o decorrer do tempo, as pessoas passaram a procurar pelo produto. Aí eu comecei a fabricar em casa. Só que um belo dia, minha mãe me expulsou de lá porque não queria uma filha biscoiteira e a casa estava cheia de açúcar, e não era para eu inventar mais nada”, contou Simy, lembrando o início do seu empreendimento no ano de 2001.

Incentivo do pai foi fundamental

Administradora e empresária Simy Tobelem

Na época, seu pai, que já estava doente e acamado, chamou-a e disse: “Simy, tens pinto para dar água? E ela retrucou: “Como assim pai? E ele esclareceu: “Tu tens filho? Tu tens custo com alguma coisa? Porque na última das hipóteses tu tens a tua cama aqui”. O incentivo do pai foi fundamental para que ela decidisse continuar com o seu projeto, que, mais tarde também conquistou o apoio da sua mãe.

O pai também sugeriu que ela providenciasse logo embalagens padronizadas com a gráfica que já prestava serviço à família. “No próprio projeto da faculdade eu já tinha visto o que era necessário para a embalagem como as informações nutricionais, o código de barra, pois tudo isso havia sido analisado”, informou Simy.

Daquele ano até os dias atuais, a Fábrica de Biscoitos e Bombons Regionais Delícias da Amazônia passou por várias etapas. Simy considera que foi até fácil entrar no mercado de Belém por conseguir negociar diretamente com os proprietários dos estabelecimentos, como da Rede de Drogarias Big Ben, cujos donos eram amigos dos seus tios. Então, seus biscoitos passaram a ser comercializados em algumas lojas dessa rede. Na época, ela produzia de forma bastante artesanal apenas 40 quilos de biscoito por mês, o que eram suficientes para cobrir a demanda no grupo de cinco a sete lojas.

Financiamento para expandir a fábrica

Para expandir o seu negócio, Simy conseguiu financiamento do FNO, tendo apenas 22 anos de idade. “O Banco da Amazônia me acompanhou por muitos anos. Com esse financiamento foi possível adquirir equipamentos e utensílios fundamentais para a produção como fornos, batedeiras e formas”, disse a empresária, que, hoje, 18 anos depois, produz quatro toneladas de produtos por mês.

Produtos, que já conquistaram e continuam conquistando clientes em diversos estados brasileiros, como São Paulo, onde tem marcado presença em coffee breaks e diversos eventos.

Além da Big Ben, Simy passou a fornecer para os supermercados do Grupo Yamada, infelizmente, ambos os grupos não existem mais. Hoje, ela abastece duas grandes redes de supermercados, 14 lojas do Grupo Líder; e cinco do Grupo Formosa, com cinco lojas. Fornece, ainda, para os diversos cafés e lojas de conveniência da capital paraense.

Simy atua também na montagem de mesas de café e licor para vários tipos de evento, como 15 anos, casamentos, e ainda produção de salgados congelados para fritar, brigadeiro gourmet e docinhos tradicionais para diversas ocasiões.

Estoque de frutas regionais

A castanha-do-Pará é uma das principais frutas usadas no preparo dos biscoitos

Para evitar falta de matéria-prima para a produção de biscoitos e bombons de chocolate recheados com frutas regionais como castanha-do-Pará, cupuaçu e bacuri, ela mantém estoque congelado para que não falte no período da entressafra. Dessa forma, Simy garante a produção durante o ano inteiro. “Eu uso uma tonelada e meia de cupuaçu por mês, então tenho que me antecipar e garantir a matéria prima para os meus produtos”, informou a empresária.

Ela contou que em 2017, faltou castanha-do-Pará no estado porque toda a produção foi exportada. “Com essa situação, o preço aumentou absurdamente. Uma caixa de castanha de 20 quilos, que hoje eu compro por R$ 400,00 chegou a custar R$ 1.600,00. A vantagem é que tenho bom relacionamento com os meus fornecedores e eles me avisam com antecedência dos problemas permitindo que eu me previna. Então em consegui me antecipar e comprar a quantidade que eu precisava”, disse Simy.

Receitas de família

Segredos não revelados dão sabor especial às receitas de família

Quanto às receitas de todas as delícias que produz, Simy disse que algumas são de família e outras aperfeiçoadas. “Normalmente, as receitas passam pela minha gerente geral Márcia Silva, que é muito boa de cozinha”, afirmou a empresária.

Uma curiosidade é que muitas clientes não se contentam e vão até a fábrica para saber como tudo é feito. Simy mostra, mas não revela todos os segredos das suas receitas. “Senão eu perco o meu cargo de primeiro lugar no mercado”, justificou, sem falsa modéstia.

Apesar da elevada produção, a Delícias da Amazônia conta com apenas oito empregados fixos, porém, em algumas épocas do ano, a equipe ganha reforço com diaristas, como nos meses de outubro, novembro e dezembro. “A partir de outubro, com o Círio de Nazaré, a demanda aumenta cerca de 30% e segue até dezembro com o Natal”, disse Simy.

Visando à exportação

Simy vê seus concorrentes com bons olhos porque observando a qualidade dos produtos dos outros é possível comparar e melhorar cada vez mais os seus. “Hoje, sem falsa modéstia, eu sei que nós somos a melhor fábrica de biscoito como de salgado congelado. Sei que estamos no caminho certo porque estamos sempre buscando a qualidade”, disse Simy.

Fora de Belém, como no Rio de Janeiro e São Paulo, a Delícias da Amazônia prefere atender a pequenos estabelecimentos e não as grandes redes comerciais.

“No Brasil, não é fácil ser empreendedora, a gente trabalha três a quatro vezes mais e a maioria do dinheiro vai embora em impostos. Então, você tem que trabalhar muito sim. Porque vale muito mais a pena você empreender do que ser funcionário de alguém. É cansativo, todo dia tem que matar um leão. Se não matar um hoje, temos que matar dois amanhã. Só com o tempo, a gente consegue enxergar o retorno”.

Por conta da dificuldade em distribuir seus produtos internamente, ela está pensando em ingressar na área de exportação. “Eu acredito que é a única maneira de eu ter um melhor retorno do meu trabalho.

Texto: Roberta Vilanova

Fotos: Delícias da Amazônia

 

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Flor de Jambu presente no evento da Yara Digital Labs

Os participantes vão trocar experiências saboreando biscoitos, geleias e a famosa cachaça de jambu.

“Ágil, pra que te quero? Ressignificando metodologias ágeis para solucionar problemas” é mais um evento que acontece, nesta quinta-feira (29), em São Paulo, que contará com a presença da Flor de Jambu. Será realizada das 18h30 às 22h, no WeWork Torre JK, pela equipe da Yara Digital Labs.

Destinado a profissionais de todas as áreas, o objetivo é promover uma reflexão de como é possível “solucionar problemas de forma inovadora por meio das metodologias ágeis, ressignificando o processo criativo, tendo em foco a empatia e o usuário”.

De acordo com o site institucional, a Yara foi fundada em 1905 para resolver a fome emergente na Europa e hoje tem uma presença mundial com mais de 16 mil funcionários e operações em mais de 60 países.

No Brasil, onde está um pouco mais de um ano, o hub digital da Yara usa a tecnologia, a empatia e a diversidade para mudar o jogo no mercado AgroTech do Brasil e do mundo. Seu trabalho é transformar digitalmente uma empresa que sempre acreditou na ciência, nos fatos e na informação para ajudar a levar até a casa das pessoas alimentos de qualidade.

“Em colaboração com clientes e parceiros, a empresa aumenta o conhecimento para alimentar com responsabilidade o mundo e proteger o planeta, para cumprir sua visão de uma sociedade colaborativa, um mundo sem fome e um planeta respeitado.

Suas soluções de nutrição de culturas e ofertas de agricultura de precisão permitem que os agricultores aumentem os rendimentos e melhorem a qualidade do produto, reduzindo o impacto ambiental.

E suas soluções ambientais e industriais melhoram a qualidade do ar e reduzem as emissões e são ingredientes-chave na produção de uma ampla gama de produtos.

A empresa também promove uma cultura aberta de diversidade e inclusão que incentiva a segurança e a integridade dos seus funcionários, contratados, parceiros de negócios e sociedade em geral”.

Evento

Além da palestra sobre ferramentas de design thinking e a mitificação do ágil, haverá abordagem sobre o processo criativo da Yara Digital Labs.

Lá, a Flor de Jambu oferecerá degustação de cachaça de jambu, tábua de queijo com geleias, pasta de flor de jambu e biscoitos de castanha e cupuaçu.

Veja abaixo a programação completa:

  • 18:30 – Quebrando o gelo – Networking e troca de experiências junto com a degustação
  • 19:30 – Yara Digital Labs – As meninas da área de produto da Yara, irão contar como é a concepção de soluções da empresa.
  • 20:30 – Ressignificando metodologias ágeis para solucionar problemas – A UX Lead da everis, Natasha Buchler, irá contar como utilizar de forma criativa e não engessada as ferramentas do design thinking dentro de uma metodologia (não tão) ágil.
  • 21:45 – Hora da Breja e da Cachaça! (de novo)

Texto: Roberta Vilanova (com informações dos sites www.sympla.com.br e institucionais da Yara)

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Flor de Jambu marcará presença na Foodtech Experience

Os participantes do evento terão uma excelente oportunidade de conhecer e degustar a cachaça de jambu e o biscoito casadinho de cupuaçu, dois produtos de origem amazônica que são comercializados pela loja.

Cachaça de jambu

A Loja Flor de Jambu – Ingredientes da Amazônia estará, nesta quinta-feira (29), oferecendo degustação de biscoitos de cupuaçu e cachaça de jambu, aos participantes do evento Foodtech Experience – Tecnologia e Impacto Social na Transformação do Sistema Alimentar, que acontecerá na CO.W. Coworking Space Berrini, em São Paulo-SP, das 18h às 22h.

A Flor de Jambu é uma loja que tem a missão de tornar mais acessíveis nacionalmente os sabores típicos da Amazônia Brasileira, por meio da comercialização de ingredientes e produtos fornecidos por pequenos produtores e empreendedores da região. Então quem for ao Foodtech Experience terá a oportunidade de sentir o sabor exótico da cachaça de jambu e saborear rosquinhas de castanha-do-Pará e biscoitos recheados com doce de cupuaçu.

O Foodtech Experience é uma realização da Food Finder e integra a programação da São Paulo Tech Week. A finalidade é promover a troca de experiências no campo da tecnologia relacionada ao mercado, consumo consciente e melhor aproveitamento dos alimentos.

Biscoito casadinho de cupuaçu

O painel sobre o tema central “Tecnologias e Impacto Social na Transformação do Sistema Alimentar”, terá como palestrantes Alcione Silva, fundadora da Connecting Food; Daniela Garcia, da ONG Banco de Alimentos e Capitalismo Consciente; Elis Cavalcante, consultora em Gestão Estratégica no Serviço de Alimentação; Joanna Ibrahim, empreendedora social do Open Taste e Cofundadora da Bluefields; e Roberto Matsuda, fundador da Fruta Imperfeita.

Haverá, ainda a apresentação do case de sucesso “ iFood e as perspectivas futuras para o mercado de foodtech” e apresentação das pitch foodtechs Netfoods, Food Finder, Dispute Click, Drinquis, Energia da Terra e Remeli, além de happy hour para networking

Serviço: o CO.W. Berrini na Rua Jaceru, 225 – São Paulo-SP (Há estacionamento ao lado do local do evento na Rua Jaceru, 247)

Texto: Roberta Vilanova

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Círio de Nazaré, a maior demonstração de fé do povo paraense

Saiba mais sobre essa grande festividade religiosa e como ter acesso a alguns dos ingredientes como jambu e tucupi, que conquistam romeiros e turistas

Foto: Tarso Sarraf

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará, é, sem dúvida, a maior manifestação religiosa do mundo, com 12 procissões oficiais, que são realizadas ao longo de 18 dias de festividade. É tão abrangente que não se limita aos católicos, pois é impossível que ela passe despercebida pelas famílias paraenses, que se contagiam, pela fé, energia positiva, cores e sabores dessa grande festividade da Amazônia brasileira.

A procissão mais importante, o Círio de Nazaré, acontece no segundo domingo de outubro, com saída às 7h da Catedral Metropolitana de Belém rumo à Basílica de Nazaré, totalizando um percurso de três quilômetros e meio.

Foto: Tarso Sarraf

A berlinda que leva a imagem peregrina de N.S. de Nazaré é atrelada à corda de sisal de 400 metros de comprimento e 50 milímetros de diâmetro, um dos maiores símbolos de fé, que é puxada e disputada pelos romeiros durante todo o trajeto. Os romeiros, esses vêm de todas as partes do Pará, outros estados e até países, principalmente para agradecerem por graças alcançadas, porém, ir na corda é apenas uma das diversas maneiras de pagar uma promessa feita à Santa.

Por tudo isso, o Círio de Nazaré é uma manifestação que precisa ser sentida porque a descrição, por mais detalhada que seja, não consegue chegar perto do que ela realmente é e representa para o povo paraense. E é com esse objetivo que, anualmente, milhares de turistas desembarcam no Pará para ver de perto essa demonstração de fé de um povo por sua padroeira.

Natal dos paraenses – Além do significado religioso, Círio de Nazaré é sinônimo de confraternização, por isso também é chamado de Natal dos paraenses. E como no Natal tem o peru como símbolo maior da ceia, o Círio de Nazaré tem a maniçoba e o pato no tucupi como as principais iguarias da festividade.

A maniçoba é feita da maniva, a folha da mandioca brava, que precisa ser cozida, pelo menos por sete dias. Depois são acrescidos os temperos e os ingredientes semelhantes aos de uma feijoada. Apesar da aparência estranha, o sabor é irresistível.

Ingredientes amazônicos – O tucupi e as folhas de jambu são os principais ingredientes do pato no tucupi. O tucupi é um caldo extraído da mandioca brava e o jambu é aquela folha mágica que faz tremer os lábios, também utilizada no preparo do tacacá, e muitos outros pratos paraenses como peixes e porco no tucupi. Tudo muito gostoso, aliás, tudo com tucupi fica uma delícia.

Como nem todo mundo pode vir até a Amazônia, para viver a experiência do Círio de Nazaré e saborear essas delícias, que tal visitar a loja Flor de Jambu, a loja que pode levar até você um pouco dos sabores amazônicos.

Conheça os produtos disponíveis e sinta a magia da Amazônia onde você estiver.

Texto: Roberta Vilanova