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COP 27: entenda a importância do maior evento sobre Mudanças Climáticas

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A Conferência das Partes (COP) é um evento que ocorre anualmente desde 1995 para discutir sobre os efeitos das mudanças climáticas e, principalmente, estabelecer metas e ações para mitigar este problema. 

A COP reúne representantes de 198 países e territórios que são signatários do tratado UNFCCC (Convenção- Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática). Esse tratado, estabelecido pela ONU, foi firmado durante a ECO-92, que foi uma Conferência que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992. 

Este ano, a 27° edição da COP aconteceu no Egito, e o novo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, compareceu à convite do presidente do país que estava sediando o evento. 

Durante os treze dias de palestras e debates, foram abordados temas como: impactos da poluição e do aquecimento global, segurança alimentar, desmatamento (em especial da Floresta Amazônica), adoção de energias limpas, crédito de carbono, os efeitos do agronegócio e, principalmente, a neutralização do CO2. 

Nesse artigo, vamos fazer um breve resumo sobre alguns acordos que já foram estabelecidos em COPs anteriores, e falar sobre os resultados e expectativas da última conferência. 

Boa leitura! 

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Fonte: Canva Pro

Principais Acordos estabelecidos nas COPs

Como citamos, a primeira edição da COP aconteceu em 1995 na cidade de Berlim, Alemanha. Na época, representantes de 117 países participaram. Tal conferência resultou no Mandato de Berlim, que estabelecia um comprometimento entre os países integrantes em reduzir os gases do efeito estufa até o ano 2000. 

Além disso, foi requisitado a elaboração de um protocolo que legalizasse e oficializasse tal comprometimento. Em 1997, este documento foi apresentado e assinado durante a COP 3, que ocorreu no Japão. Por isso, tal acordo foi nomeado como Protocolo de Kyoto. As principais metas estabelecidas foram as seguintes: 

  • Os países desenvolvidos devem diminuir 5,2% das emissões de gases nocivos ao meio ambiente com base nas emissões de 1990. 
  • Países em desenvolvimento não são obrigados a cumprir as metas estabelecidas, mas precisam cumprir medidas voluntárias. 

Um grande empecilho para atingir os objetivos almejados durante as COPs são os três países com maiores índices de emissão de GEE (gases do efeito estufa): Índia, China e EUA. A China e a Índia, por serem considerados países em desenvolvimento, não são obrigados a cumprir as metas do acordo. 

Já os Estados Unidos, que são os maiores emissores ao longo da história, nem sequer assinaram o Protocolo de Kyoto, pois alegaram que tal medida poderia afetar muito a economia do país. 

Durante a COP 15 outro documento foi assinado pelos países integrantes: o Acordo de Paris. Ainda com o mesmo objeto central estabelecido pelo Protocolo de Kyoto, reduzir a emissão de gases que agravam o efeito estufa, o Acordo de Paris também trouxe metas a serem cumpridas pelos países em desenvolvimento. 

Mas, a proposta é que os países desenvolvidos ofereçam suporte financeiro para que as nações menos desenvolvidas não sofram tantos impactos econômicos e sociais. Em 2016, os EUA, que estava sob o governo de Barack Obama, assinou o Acordo e ainda se comprometeu a fazer uma doação bilionária ao Fundo Verde do Clima. 

Contudo, em 2017, o ex-presidente Donald Trump decidiu sair do Acordo, pois ele faz parte do grupo de negacionistas que desacreditam nos efeitos das mudanças climáticas, bem como na sua relação com o aumento dos gases do efeito estufa. 

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Fonte: Canva Pro

Resultados da COP 27

Os debates da COP 27 giraram em torno dos relatórios apresentados em 2022 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Tais documentos mostram a urgência em tomar medidas rápidas e efetivas para amenizar os efeitos do aquecimento global que já atinge milhares de pessoas

Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), os últimos 8 anos foram provavelmente os mais quentes registrados na história. Infelizmente, os efeitos catastróficos devido ao aumento exponencial das temperaturas são sentidos principalmente por países em situação de vulnerabilidade, como a África. 

Há pesquisas que mostram que entre as 10 cidades que mais sofrem com as mudanças climáticas no mundo, 8 delas são africanas. O mais irônico é que a África está longe de entrar para lista de países que mais emitem GEE. 

Segundo a análise de alguns especialistas, a COP 27 foi mais para reafirmar compromissos preestabelecidos no Acordo de Paris, e no Pacto Climático de Glasgow (formalizado durante a COP 26). As principais metas definidas e acordos discutidos foram: 

  • Diminuir em 45% as emissões de dióxido de carbono até 2030;
  • Limitar o aquecimento em 1,5 °C e neutralizar o CO2 até 2050;
  • Acelerar o processo de transição para energias limpas;
  • Criar um fundo de indenização para o países que mais sofrem com as mudanças climáticas;

A participação do presidente eleito também foi fundamental para as discussões acerca da atual situação da Amazônia. Afinal, os últimos quatro anos foram simplesmente desastrosos para a floresta, e os fundos destinados à sua proteção foram sugados pelo atual governo (o que provavelmente irá dificultar a execução de ações prometidas na COP 27).

Em resumo, Lula se comprometeu em aumentar exponencialmente o monitoramento da Amazônia para controlar e reduzir de forma significativa o desmatamento. Além disso, ele enfatizou que buscará por acordos e alianças internacionais para frear a destruição, recuperar os estragos, bem como aumentar a proteção de áreas ainda preservadas. 

A boa notícia é que países como Alemanha e Noruega, principais financiadores do Fundo Amazônia, já se mostraram dispostos a retomar seu apoio financeiro após o bloqueio feito em 2019 devido ao aumento nos níveis de desmatamento. Vamos torcer para que todas as promessas e ações consigam ser cumpridas de forma efetiva, e a Floresta seja valorizada e mantida em pé!

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A incrível versatilidade do Coco Babaçu!

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É na Mata dos Cocais, zona de encontro entre três diferentes biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga e Cerrado), que encontramos em abundância a palmeira que dá o coco babaçu. 

Principal fonte de renda de muitas famílias que residem em estados como Piauí, Tocantins e Maranhão, o coco babaçu é um fruto com sementes oleaginosas muito versátil na culinária, indústria farmacêutica, bem como no setor de cosméticos. 

As “quebradeiras”, como são chamadas as mulheres que colhem e abrem de forma manual os cocos, enfrentam uma luta diária para manter de pé os babaçuais. Apesar desta espécie de palmeira ser muito resistente, principalmente à ação de queimadas, ela é ameaçada pela expansão da pecuária. 

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Quebradeiras de coco babaçu
Fonte: Canva Pro

As comunidades que são subsidiadas por esta incrível matéria-prima aproveitam da palmeira babaçu como um todo. Suas grandes folhas, por exemplo, são utilizadas para cobrir moradias, bem como na alimentação de animais quando estão secas. 

Além disso, suas fibras também são usadas pelas artesãs na confecção de cestas e peneiras. Seu caule também é aproveitado na construção de casas, extração de palmito e, quando apodrecido, vira adubo para plantações. 

Quer saber mais curiosidades sobre o coco babaçu e quais seus principais benefícios para a saúde? Então, continue a leitura! 

Coco babaçu e seus subprodutos

Além da grande versatilidade de sua palmeira, o coco babaçu também pode ser totalmente aproveitado. O epicarpo, que é parte externa do fruto, é usado na fabricação de estofados de veículos e na produção de vasos de fibra natural. 

Já o mesocarpo, que é a segunda camada interna do coco, vira uma farinha muito nutritiva que é super útil na área de panificação e confeitaria. Logo após o mesocarpo encontramos o endocarpo, que é a parte mais resistente do fruto. Ele é utilizado tanto na confecção de biojoias, bem como na produção de carvão. 

No interior do babaçu estão presentes as amêndoas, que é a parte com maior valor comercial no mercado. Isso porque, delas são extraídas o leite e o óleo de coco. Ambos são utilizados na gastronomia, e na produção de fitoterápicos e cosméticos naturais. 

Inclusive, uma das principais matérias-primas utilizadas na produção dos cosméticos da Saboaria Rondônia é o óleo de coco babaçu. Você irá encontrá-lo na composição do sérum facial, do hidratante labial e do desodorante natural. Todos estes produtos estão disponíveis aqui no site da Flor de Jambu!

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Cosméticos Naturais com Óleo de Coco babaçu

Benefícios do coco babaçu para a saúde 

O óleo de coco babaçu está ganhando notoriedade nacional e internacional. Afinal, seus benefícios são inúmeros para a saúde. Um dos principais componentes deste óleo é o ácido láurico, que é um tipo de ácido graxo excelente para manter as taxas de colesterol do nosso organismo, pois ele aumenta o nível de HDL (colesterol bom). 

Além disso, esta substância pode auxiliar as pessoas que estão em processo de emagrecimento, caso seja aliada com uma dieta equilibrada. A melhora no funcionamento do intestino e o aumento da imunidade também são outros benefícios que podemos atribuir ao óleo de babaçu devido a presença do ácido láurico. Afinal, ele contém propriedades anti inflamatórias, antifúngicas e antimicrobianas.

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Sementes de Coco Babaçu
Fonte: Canva Pro

Estas mesmas propriedades, associadas com a ação da Vitamina E, que também estão presentes no óleo de coco babaçu, são excelentes para hidratar a pele, amenizar irritações, e até mesmo para tratar acne. Sem falar que a vitamina E auxilia na regeneração da pele e previne o envelhecimento precoce. 

Por ser emoliente, o óleo de babaçu  promove a maciez não só da pele, mas também dos cabelos. Além disso, seu uso contínuo pode ajudar a diminuir o frizz, melhorar o ressecamento dos fios e auxiliar no tratamento de seborreia e psoríase. Incrível, não é mesmo? 

Gostou de descobrir todas estas curiosidades sobre o coco babaçu? Então, clique no botão abaixo e conheça mais sobre os cosméticos naturais da Saboaria Rondônia que leva este incrível insumo amazônico em sua composição!

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Farinha Uarini: o caviar da Amazônia!

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Você já experimentou a Farinha Uarini? Ela também é conhecida como caviar amazônico, pois seus grãos são muito semelhantes às ovas de peixe. 

Feita de mandioca, essa farinha é produzida no município de Uarini, localizado a cerca de 500 km de Manaus. Além de ser a base da alimentação dos caboclos e ribeirinhos, que são os principais produtores, ela possui grande importância econômica para a região. 

Apesar de ser mais popular no norte do Brasil, a Farinha Uarini está conquistando o coração de vários chefs renomados que já estão incluindo em seu cardápio receitas que levam esta iguaria.

Inclusive, o último ganhador do Masterchef Profissionais 2022, Diego Sacilotto, apresentou na prova da semifinal um fígado com purê de cebola, batata soutê e uma farofa feita de Farinha Uarini. 

Além disso, a chef alagoana Giovanna Grossi também levou o caviar amazônico para o Bocuse d’Or, que é um famoso concurso gastronômico internacional. Da Amazônia para o mundo! 

Quer saber mais curiosidades sobre a Farinha Uarini e descobrir como ela é feita? Então, vem com a gente!

A importância da mandioca e seus subprodutos

A mandioca é um dos alimentos mais representativos da gastronomia brasileira. Desde antes da chegada dos portugueses, os indígenas já a cultivavam e a consumiam de diferentes formas. 

Não é à toa que muitos dos processos e instrumentos usados pelas famílias rurais que fabricam seus subprodutos são de herança indígena. 

Por ser uma excelente fonte de energia, ela sempre fez parte da alimentação dos brasileiros e por isso possui uma importância histórica, econômica e cultural. Além disso, a mandioca é extremamente versátil e praticamente 100% aproveitável. 

De suas raízes, por exemplo, podemos produzir diferentes tipos de farinha e também a goma, que usamos para fazer a deliciosa tapioca. Do líquido extraído de suas raízes fabricamos o delicioso tucupi, que é um caldo amarelado e fermentado que possui um sabor único! 

Já de suas folhas é possível produzir a maniva, que é usada na preparação de um dos pratos típicos mais famosos do Pará: a maniçoba! Esse alimento é ou não é uma riqueza para a nossa culinária?

Confira agora como é feita a Farinha Uarini, que é um subproduto da mandioca!

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Como é feita a Farinha Uarini? 

O primeiro passo para a produção da Farinha Uarini é a retirada da casca da mandioca. Para tornar este processo mais rápido e simples, as raízes são colocadas de molho em água corrente e descansam de 3 a 4 dias. 

Depois de remover as cascas, a mandioca é triturada e vira uma massa. Essa massa é colocada no tipiti, que é uma espécie de prensa que serve para retirar a água e deixá-la bem sequinha. 

Após este processo, a massa precisa passar pela peneira. Só então ela é colocada na bolandeira, que é um instrumento manual feito de madeira, com formato cilíndrico e que deixa os grãos arredondados parecendo pequenas ovinhas. 

Posteriormente, a farinha é colocada dentro do tacho, onde ela vai passar de 40 a 60 minutos torrando. Esta parte da produção é muito importante para garantir o sabor e também a cor amarelo ouro, que é bem característico desse alimento. 

Além de ser deliciosa e nutritiva, pois é uma excelente fonte de carboidrato, essa farinha não possui glúten, sendo uma excelente opção para quem é celíaco.

É importante ressaltar que a Farinha Uarini é fruto de mão de obra familiar e seu processo de fabricação é sustentável e ecológico. Ou seja, os produtores respeitam o ecossistema da região, preservam a integridade do solo e não usam adubos químicos. Uma opção muito mais saudável e natural comparada às farinhas extremamente processadas que encontramos nos mercados. 

Ficou com vontade de experimentar? Então, não perca tempo e garanta agora a sua! 

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Dicas de viagem para a Ilha de Marajó 

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Está planejando visitar Belém nessas férias de fim de ano? Então, não deixe de conhecer a Ilha de Marajó! Lá é o local perfeito para recarregar as baterias, curtir a natureza e desacelerar esse ritmo frenético de quem vive em grandes cidades. 

Apesar de algumas agências oferecerem a opção de fazer só um bate-volta para apreciar os principais pontos turísticos, o mais recomendado é que você fique na ilha de 2 a 3 dias para aproveitar melhor as belezas únicas e naturais deste lugar. 

Os municípios mais famosos são Soure e Salvaterra. Ambos têm ótimas opções de praias, restaurantes, comércios e hotéis. Uma das melhores formas de chegar à ilha é pegando uma lancha rápida que sai do Terminal Hidroviário de Belém. 

A viagem dura cerca de 2h30min e as acomodações são bem confortáveis. Contudo, na alta temporada é indicado comprar os bilhetes com antecedência no próprio terminal. Além disso, a partida dos navios costuma ser bem cedo!

Se você preferir ir de carro, então vai precisar pegar uma balsa em Icoaraci. A grande vantagem é ter mais autonomia dentro da ilha, já que o principal meio de transporte é o táxi. 

Quer saber mais curiosidades sobre este lugar encantador e ficar por dentro de várias dicas para a sua viagem? Então, continue a leitura! 

Um pouco da história da Ilha de Marajó

Banhada pelo Oceano Pacífico e pelo Rio Amazonas, a Ilha de Marajó já foi o lar de grupos indígenas que viveram durante o período pré-colombiano (antes do século XV). Um dos maiores legados destes povos foi a arte da cerâmica, que é praticada e comercializada até hoje. 

No município de Soure há dois lugares super especiais onde você pode apreciar e conhecer um pouco mais sobre esta arte: Ateliê Arte Mangue Marajó e M’barayó Cerâmica Marajoara

Lembrando que na Flor de Jambu você pode adquirir peças exclusivas de cerâmicas marajoaras feitas pelo Mestre Guilherme Sant’ana e pintadas pelos artistas Sebastian e Maynara Sant’ana

Outro símbolo desta ilha são os búfalos! Não se assuste se estiver andando no meio da rua e encontrar um. Há algumas histórias que envolvem a chegada desses animais ao arquipélago. A maioria acredita que eles estavam sendo transportados em um navio para as Guianas, mas a embarcação acabou naufragando perto da ilha.

Os búfalos possuem um papel importantíssimo para a economia local, pois eles são um dos principais atrativos turísticos da região. Além disso, é do leite de búfala que se produz o famoso Queijo Marajoara. Não deixe de experimentar, pois o seu sabor é surreal! 

O couro desses animais também é aproveitado para fazer peças de vestuário, como sapatos, chapéus e bolsas. Uma indicação de local para você encontrar esse tipo de artefato é o Curtume Art Couro Marajó, que fica em Soure. 

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Queijo Marajoara
Fonte: Canva Pro

O que fazer na Ilha?

Como falamos, a Ilha de Marajó é o destino ideal para quem busca sossego e calmaria. Se você quiser ficar próximo do Porto Camará, de onde saem e chegam as embarcações, então é melhor se hospedar em Salvaterra. 

Uma das praias mais famosas deste município é a Praia Grande. Ela possui uma orla bem extensa com vários restaurantes para você experimentar a culinária local. Um dos pratos mais conhecidos desta região é o Filé Marajoara, que é feito com carne e queijo de búfala. 

Se você gosta de conhecer lugares históricos, então visite as Ruínas de Joanes. Lá se encontra uma igreja bem antiga que foi erguida no século XVII pelos jesuítas. Próximo ao local fica a Praia de Joanes, que é super tranquila e possui algumas opções de barzinhos. 

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Ilha de Marajó
Fonte: Canva Pro

No município de Soure você também terá muitas opções de lugares para colocar o pé na areia, tomar um solzinho e relaxar. Se estiver procurando por um banho de água salgada, então visite a Praia do Pesqueiro, que é uma das mais famosas e frequentadas da região. 

Outro local com uma excelente infraestrutura é a Praia da Barra Velha. Ela atrai muitos turistas pelo seu visual único, pois há manguezais que rodeiam sua orla. Mas, se você estiver procurando por uma praia mais deserta, então visite a Praia do Céu, que também é belíssima e tem águas super tranquilas. 

Além das praias, há passeios pelas fazendas da região, onde você poderá ter mais contato com os búfalos e até mesmo montar em um deles. O preço e os serviços inclusos dependem da fazenda. 

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Algumas têm a opção de trilhas pelos mangues, passeios de charrete, e certos locais oferecem um lanchinho especial onde é servido o Queijo Marajoara. As mais conhecidas são a Fazenda Araruna e a Fazenda de São Jerônimo. Vale a pena visitar!

Gostou de todas essas dicas? Confira também nosso artigo “Artesanato Marajoara: um símbolo da identidade nacional”!

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Pratos típicos de Manaus: conheça a culinária amazonense 

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Você sabia que 24 de Outubro é celebrado o dia de Manaus? Essa cidade maravilhosa, que é a capital do Amazonas, possui uma culinária riquíssima e muito diferente comparada a outros estados do Brasil. 

Fora a gastronomia, Manaus possui pontos turísticos belíssimos como o Teatro Amazonas, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa e o Palácio Rio Negro, que são construções da época do ciclo da borracha (final do séc. XVIII e início do séc.XIX).

Além disso, esta cidade é o destino de muitas pessoas que sonham em conhecer de perto a majestosa Floresta Amazônica. Quem visita Manaus tem a oportunidade de presenciar o encontro das águas, fazer trilhas, passeios de barco, conhecer tribos locais, nadar com os botos… 

Mas, o foco desse artigo é sobre as comidas deliciosas que você poderá provar nesta capital. Além disso, também selecionamos alguns dos melhores restaurantes de Manaus para você conhecer! Vamos lá? 

Principais pratos típicos de Manaus

A abundância de espécies de peixes dos rios amazônicos influenciou muito a composição da gastronomia local. Todavia, o mais interessante é a variedade nos preparos que você irá encontrar. 

A Costelinha de tambaqui, o pirarucu de casaca, o pacu frio, o bolinho de surubim, a matrinxã na brasa e a caldeirada de tucunaré, por exemplo, são receitas super populares na região. Para acompanhar os peixes, é comum vir arroz, farinha Uarini, e até mesmo um delicioso açaí

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Caldeirada de peixe
Fonte Canva Pro

Mas, se você não quiser almoçar e precisa fazer um lanche rápido, recomendamos que você prove o famoso x-caboquinho, que é um sanduíche diferente de qualquer outro que você irá comer. 

Ele costuma ser feito com o pão de sal (também conhecido como pão francês), banana pacovã frita, queijo coalho, ovo, e uma fruta pouco conhecida em outros estados que se chama tucumã. 

A banana pacovã e o tucumã também costumam aparecer como recheio da tapioca, que é outro ingrediente muito típico de Manaus, e que vai muito bem com um cafézinho. Falando em café, é bastante comum você encontrar locais que o servem com uma pupunha cozida. 

Também não podemos nos esquecer do tacacá! Este caldo, feito com camarões secos, é uma excelente oportunidade para você experimentar ao mesmo tempo dois ingredientes super icônicos da região norte: o tucupi e o jambu

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Tacacá
Fonte Canva Pro

Agora, falando em sobremesas, aproveite para experimentar os sorvetes, geléias e mousses feitos com frutas típicas da Amazônia, como taperebá, bacuri, cupuaçu, camu-camu, araçá-boi…

Confira agora algumas dicas de restaurantes e cafés para você provar os pratos típicos de Manaus!

Onde comer em Manaus? 

Está indo para Manaus e não quer correr o risco de comer em restaurantes ruins? Calma que nós preparamos uma lista de lugares super especiais para você visitar!

O primeiro deles é o Moquém do Banzeiro. Lá, você poderá experimentar receitas do Chef Felipe Schaedler, que é especialista em culinária Amazônica. A maior parte dos preparos de seus pratos, inclusive das sobremesas, é feito na brasa. 

Uma excelente indicação de entrada é a isca de pirarucu empanada com farinha uarini e,  para a sobremesa, vale a pena provar a manga na brasa com puxuri e sorvete de cupuaçu. 

O segundo restaurante da nossa lista é o Caxiri, que tem uma bela vista para o Teatro Amazonas. O Pirarucu é considerado por muitos clientes o carro-chefe da casa! 

Depois do almoço vem o lanche da tarde e nós temos duas opções de locais: o Café Regional Manaus e o Café Regional Priscila. Em ambos você poderá provar a tapioca de tucumã e o x-caboclinho que comentamos mais acima. 

Por último, sugerimos que você conheça o Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Além de ter muito artesanato, você vai encontrar várias opções de restaurantes com pratos típicos de Manaus. 

Gostou de todas essas dicas? 

Se você já conhece a capital do Amazonas, conta pra gente nos comentários como foi sua experiência!

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Conheça a história do Hidromel: a bebida dos deuses!

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Se você acompanha nossas novidades, então viu que o mais novo lançamento da Flor de Jambu é o Hidromel Uruçun da Amazônia. E você sabe qual o segredo por trás do sabor divino desta bebida? Calma, que nós vamos te contar…

Ele é feito com o mel de abelhas sem ferrão nativas da nossa floresta! Mais um produto que ajuda agregar valor para os insumos da região amazônica, contribuir para o trabalho de pequenos produtores e fortalecer a bioeconomia. 

Além de ser um produto amazônico inovador, todo seu processo de fabricação colabora para manter a floresta em pé e proteger as principais responsáveis pela produção do mel, as abelhas.

Lembrando que as abelhas são de extrema importância para o equilíbrio dos ecossistemas e possuem um papel essencial na produção de alimentos mundialmente.

Quer conhecer um pouco mais sobre as origens do Hidromel e entender porque ele já foi considerado uma bebida dos deuses? Então, vem a gente!

Hidromel: o que é? 

Para produzir o hidromel são necessários só três ingredientes: mel, água e leveduras. Assim como o vinho, esta bebida passa por um processo de fermentação que transforma o açúcar em álcool. 

Com o passar do tempo, algumas civilizações experimentaram adicionar outros ingredientes, como temperos, frutas, pimentas e ervas, para criar diferentes tipos de sabores. 

Acredita-se que o hidromel é a bebida alcoólica mais antiga da história, pois ela pode ser produzida espontaneamente na natureza. Isso porque, se a água da chuva entrar em contato com o mel, e leveduras selvagens entrarem em contato com esta mistura, após o processo de fermentação natural se obtém o hidromel. 

Ao encontrar esta bebida na natureza, nossos ancestrais tentaram reproduzi-la mesmo sem compreender sobre os processos químicos da fermentação. Essa falta de compreensão fez com que a produção do hidromel estivesse por muito tempo relacionada com algo místico, e até mesmo divino. 

Mas, a dúvida é: qual foi a primeira civilização que conseguiu reproduzir o hidromel?  

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Hidromel
Fonte: Canva Pro

As origens desta bebida

Não se sabe ao certo qual foi a primeira civilização que produziu esta bebida. Mas, uma das evidências arqueológicas mais antigas mostra que os chineses consumiam um tipo de líquido muito parecido com o hidromel há 7.000 anos a.C.

Além disso, também há registros em manuscritos indianos que foram escritos 1.500 anos a.C. que falam sobre uma bebida alcoólica feita de mel. 

O hidromel também aparece em escrituras da Grécia Antiga. Nomeado como ambrosia, esta bebida era considerada muito benéfica para a saúde e, por isso, era muito ligada aos deuses gregos. 

O mel, quando consumido em quantidades adequadas, traz muitos benefícios ao nosso organismo, pois ele é rico em minerais, contém vitaminas, além de ter propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas. 

Contudo, por não obterem esse tipo de conhecimento, tanto os gregos, como outras civilizações, rotularam o hidromel como algo místico e sagrado. 

Na Idade Média houve uma grande ascensão de seu consumo, principalmente entre os povos Vikings. Eles tinham o costume de consumir esta bebida durante rituais e cerimônias importantes. 

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Bebida dos Vikings
Fonte: Canva Pro

Além disso, há várias lendas na mitologia nórdica que falam sobre a origem do hidromel. Estes povos acreditavam que Odin, o mais poderoso dos deuses nórdicos, ganhou poderes depois de bebê-lo. 

Apesar de toda sua popularidade, o consumo do hidromel começou a cair drasticamente com o tempo, tanto pelo seu alto valor, como pela dificuldade em se produzir o mel. A uva, por exemplo, era muito mais simples de ser cultivada e, por isso, o vinho acabou ganhando mais espaço por toda a Europa. 

Mas, essa realidade vem mudando nos últimos anos e o mercado do hidromel vêm ganhando força, principalmente por conta de seu aparecimento em séries e filmes famosos que acabaram gerando a curiosidade do público. 

Bateu aquela vontade de experimentar? 

Então, não perca tempo e compre agora seu Hidromel da Amazônia clicando no botão abaixo!

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Qual a importância da Amazônia globalmente?

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Você sabe qual a real importância da Amazônia para o mundo? Já se perguntou quais seriam as consequências caso ela fosse completamente destruída? 

Infelizmente, a concretização deste cenário não é uma realidade muito distante, caso medidas efetivas não sejam tomadas para frear o desmatamento. Pesquisas científicas internacionais já alertaram sobre o processo de savanização que grande parte da floresta está sofrendo. 

Além de contemplar a maior biodiversidade do planeta, com muitas espécies ainda desconhecidas, a Floresta Amazônica funciona como um grande sumidouro de carbono, que é fundamental para controlar o efeito estufa e manter o equilíbrio das temperaturas. 

Além disso, a Amazônia é o lar de milhões de famílias que dependem dos recursos da floresta para sua subsistência. Várias comunidades tradicionais desta região enfrentam uma luta extremamente injusta em prol da sua conservação. 

Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) mostrou que o desmatamento teve um aumento de mais de 50% no atual governo. Sem falar no declínio de vários órgãos de fiscalização e na negligência perante à vários crimes ambientais. 

Nesse artigo, vamos explicar porque a importância da Amazônia é global, e falar um pouco do potencial que a floresta tem para fortalecer a economia brasileira. 

Boa leitura!

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Fonte: Canva Pro

Entenda a real importância da Amazônia

Rios Voadores

Que a Amazônia possui o maior rio do mundo, muitos já sabem. Mas, você sabia que a Floresta Amazônica também tem Rios Voadores? 

Esse termo é utilizado para se referir à imensa quantidade de água emitida pelas árvores em forma de vapor. Por isso o clima desta região é tão úmido!

Estima-se que cada árvore consegue “bombear” do solo aproximadamente 500 litros de água por dia, liberando no total cerca de vinte bilhões de toneladas de água na atmosfera diariamente.

Grande parte desta água é transportada pelos rios voadores irrigando várias regiões do Brasil e também outros países da América do Sul. Ou seja, sem a Amazônia…

  • alguns estados brasileiros viraram verdadeiros desertos, onde a chuva seria extremamente escassa;
  • a diminuição do ciclo de chuvas iriam afetar diretamente a produção agrícola, resultado no aumento do preço dos alimentos;
  • várias regiões enfrentariam problemas com o abastecimento de água, principalmente no período de seca;
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Fonte: Canva Pro

Controle Climático 

A Amazônia tem um papel importante no controle climático global, por isso vemos tantos países no exterior preocupados com a sua situação atual. 

Como citamos, a floresta sempre funcionou como um sumidouro de carbono, pois as árvores absorvem o CO2 para fazer fotossíntese. Ao absorver grande parte de CO2 da atmosfera, a Amazônia sempre colaborou com a redução do efeito estufa, que é responsável pelo aumento das temperaturas terrestres. 

Contudo, nos últimos anos vários estudos constataram que a Amazônia emitiu mais CO2 do que absorveu. Ou seja, nossas florestas estão se tornando fontes emissoras de carbono devido ao alto nível de desmatamento. 

Isso agrava não só as mudanças climáticas, como também corrobora para o desequilíbrio dos ecossistemas da região, afetando negativamente a biodiversidade.  

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Fonte: Canva Pro

Bioeconomia

A bioeconomia une a aplicação de novas tecnologias com o estudo de recursos biológicos para desenvolver produtos sustentáveis com alto valor agregado. 

Este modelo econômico engloba a produção de biocombustíveis, cosméticos, medicamentos, vacinas, alimentos…

E por quê o Brasil tem chances de se tornar uma grande potência caso invista em bioeconomia? Pois a Amazônia é detentora da maior biodiversidade do mundo, ou seja, temos a maior fonte de recursos biológicos do planeta. 

Mas, a realidade é que nossas florestas estão sendo destruídas ilegalmente para dar espaço à pecuária, que além de piorar o efeito estufa, também possui baixíssimo retorno financeiro comparado a outras atividades econômicas que prezam pelo manejo sustentável. 

Este artigo foi útil para você? 

Confira também nosso texto “Ecoprodutos: bons para a natureza e para a sua qualidade de vida” clicando no botão abaixo!

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A importância do Dia Internacional dos Povos Indígenas

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Em 9 de Agosto de 1995 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) uma data de extrema importância: o Dia Internacional dos Povos Indígenas

Esta data nos faz refletir sobre uma luta histórica de vários grupos que ainda não usufruem plenamente de direitos fundamentais como a autodeterminação de seu povo. 

Infelizmente, mesmo após tantas evoluções que passamos na sociedade, quando falamos da situação dos povos indígenas, principalmente no Brasil, vemos que estamos uns 500 passos atrás. 

A mentalidade arcaica do colonialismo deixou vários vestígios. Uma prova disso é todo desrespeito, discriminação e exclusão que estas comunidades ainda enfrentam. 

Por conta das ações políticas antiambientalistas e anti-indígenas do atual governo, a  invasão dos territórios e violência contra a vida destes povos só aumentaram nos últimos anos. 

Por isso, resolvemos dedicar um artigo exclusivo para debater sobre este assunto. Afinal, um dos caminhos para combater todas estas injustiças é educando, informando e ajudando a evidenciar ao máximo esta temática. 

Tenha uma boa leitura! 

Povos indígenas: um história de luta sem fim

É de praxe nas escolas estudarmos sobre o período de colonização no Brasil. Todos sabemos da extrema violência que vários grupos indígenas sofreram na época. De acordo com dados da Funai, em 1500 a população indígena tinha cerca de 3 milhões de habitantes. 

Aproximadamente 150 anos depois, este número caiu mais de 20%. Ao longo do tempo, este cenário foi piorando e vários grupos indígenas simplesmente desapareceram. 

Julgados como seres inferiores, eles viram suas casas, suas terras, sua cultura e suas crenças sendo massacradas e oprimidas.  Sem falar de toda exploração sexual e trabalhista que eles passaram por muitos anos. 

Apesar de termos conhecimentos básicos sobre a forma como os indígenas foram tratados durante a história do nosso país, pouco se fala sobre outras questões que envolvem estes grupos. 

Não é à toa que existe um ideia arraigada no senso comum de que todos os povos indígenas são iguais, falam a mesma língua, cultuam as mesmas divindades e possuem os mesmos costumes. 

Esse pensamento errôneo faz parte da falta de interesse da sociedade como um todo em divulgar e ensinar mais a fundo sobre toda sua cultura. 

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Fonte: Canva PRO

A sabedoria inexplorada dos Povos Indígenas

Apesar de subestimados, os povos indígenas são detentores de uma sabedoria única. Afinal, a relação que eles desenvolveram com a natureza ao longo de sua história foi completamente diferente de qualquer outra sociedade. 

O detrimento do meio ambiente em nome da “evolução” já está apresentando seus resultados. Os efeitos das mudanças climáticas já afetam milhares de pessoas ao redor do mundo.   

E é aí que entra toda a sabedoria dos povos indígenas que não conhecemos o suficiente. A visão de desenvolvimento destes grupos podem nos ajudar a encontrar soluções para essa problemática ambiental que estamos enfrentando. 

A ideia de superioridade do homem sobre todas as coisas é prepotente, presunçosa e nada sustentável. Precisamos enraizar na nossa cultura novos valores para que as futuras gerações tenham uma relação de respeito e troca com a natureza. 

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Fonte: Canva PRO

Txai Suruí: a 1° mulher indígena que discursou na COP 26

Nesta data tão importante não poderíamos deixar de falar sobre um fato que vai ficar para a história, além de representar uma grande conquista para os povos indígenas. 

Txai Suruí, uma jovem de 24 anos, foi a primeira brasileira indígena a fazer um discurso na Conferência da Cúpula do Clima (COP 26) em outubro do ano passado. 

Estudante de direito, Txai Suruí relatou durante a abertura oficial sobre o aumento do desmatamento da Floresta Amazônica. 

Infelizmente, após sua fala ela começou a ser atacada nas redes sociais com comentários racistas e misóginos depois de um comentário esdrúxulo do atual presidente. 

Pimenta Assîsî: um produto feito por mulheres indígenas

Já que estamos abordando esta temática tão relevante, não podemos nos esquecer de falar sobre um produto da Flor de jambu que é fruto do trabalho dos povos indígenas. 

A pimenta Assîsî é feita com 23 tipos de pimentas diferentes e pode ser utilizada no tempero de variadas carnes. 

Todo o processo de produção, desde o plantio até a comercialização, é realizado por mulheres indígenas de diferentes etnias, como os povos Waiwai, que vivem ao longo dos rios Trombetas, Mapuera e Cachorro. 

Ao adquirir um produto feito por mãos indígenas você estará incentivando, apoiando e empoderando o trabalho e cultura destas comunidades! 

Para conhecer mais sobre Pimenta Amazônicas é só clicar no botão abaixo!

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Pupunha: conheça os benefícios desta fruta amazônica!

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Muito provavelmente você já deve ter experimentado o palmito pupunha, não é mesmo? Mas, você sabia que a palmeira que dá este palmito também dá uma deliciosa fruta conhecida como pupunha? 

Pois é… apesar deste palmito ser bastante conhecido por todo o brasil, a fruta pupunha é mais consumida na região norte do país. 

Por isso, viemos apresentá-la para você. Afinal, esta frutinha é super saborosa, nutritiva, versátil e proporciona diversos benefícios para a saúde! 

Vamos lá? 

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Pupunha
Fonte: Canva Pro

Curiosidades sobre a Pupunha

A Pupunheira é um espécie de palmeira que se dá em climas tropicais. Acredita-se que esta planta era domesticada desde o período pré-colombiano na região Amazônica. 

O período de sua colheita é entre os meses de dezembro e março. Além disso, a quantidade de cachos que uma palmeira dá por ano depende muito se o período de chuvas será abundante ou não. A cor da fruta pode variar entre tons avermelhados e alaranjados. 

Durante a safra, alguns grupos indígenas fazem festas onde a fruta é servida em forma de farinha, ou cozida. Inclusive, uma curiosidade interessante é que a pupunha não deve ser consumida in natura, pois ela possui a presença do ácido oxálico.

Este ácido pode causar indigestão, principalmente em crianças. Por isso, é importante cozinhá-la antes de comer. Em alguns estados do norte, é comum servi-la cozida no lanche da tarde junto com um cafézinho e um doce de cupuaçu

Além do palmito e da fruta, esta planta é aproveitada de outras maneiras. Sua palha, por exemplo, é usada tanto para cobrir casas, como para a confecção de cestas. Já o óleo da pupunha, por ser bastante nutritivo, é muito utilizado na produção de cosméticos. 

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Pupunheira
Fonte: Canva Pro

Benefícios da pupunha para a saúde

Possui muitas fibras

A pupunha é uma excelente fonte de energia, pois além de ter uma boa quantidade de carboidratos, ela também têm muitas fibras. E você sabe que as fibras são ótimas aliadas na dieta, não é mesmo? 

Afinal, elas aumentam a sensação de saciedade, além de ajudarem a manter a saúde do seu intestino em dia. Por isso, se tiver com aquele probleminha de prisão de ventre, coma pupunha!

Rica em vitaminas

Além de conter ferro, cálcio e fósforo, a pupunha também é rica em vitaminas! Uma delas é a Vitamina A (retinol), que é super importante para a nossa visão e renovação celular. 

Sem falar que ela tem ação antioxidante, ou seja, ela combate a anemia, previne o aparecimento de câncer, evita a formação de úlceras cutâneas…

Outra vitamina presente na pupunha é a vitamina C. Essa todo mundo sabe que é essencial para o nosso sistema imunológico, não é mesmo? 

Afinal, ela também é rica em antioxidantes e tem ação anti-inflamatória. Além de ser excelente para a saúde da nossa pele, a vitamina C também ajuda a controlar nossa pressão arterial, bem como os níveis de colesterol. 

Por último, não podemos deixar de falar da presença da Vitamina B1, que é de extrema importância para as nossas funções cerebrais. 

O consumo de alimentos que contém esta vitamina, como a pupunha, ajudam a amenizar sintomas da fadiga, ansiedade e estresse. 

Interessante, não é mesmo?? 

Na loja física da Flor de Jambu você consegue adquirir sua pupunha congelada! Venha nos visitar!

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Conheça os principais pontos turísticos em Santarém

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Quem visita o estado do Pará não pode deixar de conhecer a “Pérola dos Tapajós”. Por isso, resolvemos vir falar aqui no blog sobre os principais pontos turísticos em Santarém. 

Banhada por dois rios, Amazonas e Tapajós, a cidade de Santarém é o local perfeito para quem quer desfrutar da natureza e mergulhar na cultura amazônica. 

Para chegar a Santarém saindo de Belém, a opção mais rápida é pegar um avião. A viagem leva cerca de 1h30. Há também outras duas alternativas: ônibus ou barco. A primeira tem a duração de 30 horas e a segunda demora cerca de 2 dias.

Agora, se você estiver saindo de Manaus, a viagem de avião dura cerca 1h10, e a viagem de barco dura cerca de 30 horas. 

Apesar de ser distante, vale muito a pena conhecer esta cidade. Além dos passeios culturais, há várias opções de praia de água doce com areias branquinhas. 

Sem falar na culinária da região! Lá você poderá experimentar o delicioso tacacá, que é feito com o famoso tucupi, e desfrutar dos deliciosos peixes amazônicos como o tambaqui, o pirarucu, o surubim, o tucunaré…

Quer conhecer os principais pontos turísticos em Santarém? Então, continue a leitura e comece a fazer o planejamento da sua viagem. 

Pontos Turísticos em Santarém

Orla de Santarém

Inaugurada no aniversário de 361 anos da cidade, a Orla de Santarém tem 1.640 metros de extensão. Ela foi construída para estimular o turismo da região e ajudar na prevenção de enchentes. 

A orla é uma excelente opção para quem quer dar uma caminhada no final da tarde, fazer um lanchinho e apreciar o pôr do sol em um dos seus 6 píeres flutuantes. Além disso, dá para ver o encontro das águas, que é outra experiência incrível. 

Encontro da Águas

Este fenômeno da natureza ocorre entre vários rios da região Amazônica. Em Manaus, por exemplo, muitas pessoas vão contemplar o espetáculo que é o encontro entre o Rio Negro e o Rio Solimões. 

Em Santarém é possível apreciar o encontro do Rio Amazonas e o Tapajós, que fluem juntos por muitos quilômetros, mas não se misturam. Este fenômeno ocorre por vários motivos, como: composição da água, temperatura, densidade, nível de acidez…

Alter do chão

Se você pretende ir para Santarém para conhecer o Caribe Amazônico, então você precisa se planejar para visitar a região na época da vazante dos rios. Afinal, é no período da seca que as lindas praias de água doce aparecem. 

Quer uma dica? Conheça a Ilha do Amor! É um local maravilhoso com águas cristalinas e uma excelente infraestrutura. Você não vai se arrepender!

Se quiser saber mais detalhes sobre este local, leia também nosso artigo “Você conhece Alter do Chão no Pará?”

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Fonte: Canva PRO

Flona do Tapajós

Você gosta de fazer trilhas? Então o passeio pela Floresta Nacional dos Tapajós é ideal para você! Além de poder apreciar diversas espécies de animais e plantas, você também poderá conhecer algumas comunidades locais. 

O mais interessante de tudo é aprender sobre como estas famílias que vivem na floresta conseguem usufruir de forma sustentável dos recursos da natureza. 

Além disso, durante o passeio é possível fazer algumas paradas para um banho de igarapé, e também para almoçar um delicioso tambaqui. 

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Fonte: Canva Pro

Centro Cultural João Fona

De prefeitura à cadeia pública, esta construção do século 19 já teve várias funções para a cidade de Santarém.

Hoje, o centro cultural João Fona funciona como museu, e tem um acervo incrível para quem quer conhecer mais sobre a história da região. 

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Fonte: Wikimedia Commons

Catedral Nossa Senhora da Conceição

Esta catedral é um dos prédios mais antigos da cidade de Santarém. Há algumas teorias que acreditam que ela foi construída sobre um cemitério indígena. 

As duas torres principais tiveram que ser reconstruídas, pois em 1851 as originais desabaram.

No interior da catedral você poderá encontrar vários vitrais com as imagens dos apóstolos, um museu com objetos e imagens barrocas do século 18, além do sino original que tem quase 150 anos. 

Os pontos turísticos em Santarém definitivamente são locais cheios de história para contar. Sem falar na beleza exuberante da natureza desta região. 

Gostou deste artigo? Então, leia também “Excelentes dicas para curtir o Verão Amazônico”.

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Fonte: Wikimedia Commons
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Quem foi Chico Mendes? Conheça a história do ambientalista mais famoso do Brasil

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Você sabia que o dia 17 de julho é o Dia Nacional de Proteção às Florestas? Em homenagem a esta data, não poderíamos deixar de falar sobre um dos ambientalistas mais famosos do nosso país que lutou pela preservação da Amazônia: Chico Mendes. 

Nascido em Xapuri, município do Acre, Chico era filho de Maria Rita Mendes e Francisco Alves Mendes, que trabalhou toda a vida como seringueiro. Seguindo os passos de seu pai, ele também trabalhou com extração de látex por muitos anos. 

Mas, devido à opressão de fazendeiros e grileiros que estavam invadindo a Amazônia para expandir a agropecuária, Chico precisou se tornar um militante para defender os direitos de seu grupo, bem como lutar pela preservação das florestas. 

Nesse artigo, vamos contar um pouquinho sobre a história de Chico Mendes e falar sobre a importância de seu legado. 

Boa Leitura! 

Um pouco da história de Chico Mendes…

Graças a Euclides Távora, um militante do movimento comunista, Chico Mendes aprendeu a ler e escrever. Além de guiá-lo em seu processo de alfabetização, Euclides também foi um grande mentor que influenciou o engajamento de Chico em questões políticas.

Durante o período da Ditadura Militar, houve um grande incentivo por parte do governo para expandir a agropecuária na região Amazônica. Contudo, isso acarretou não só no desmatamento de várias regiões, mas também prejudicou a vida de muitos seringueiros. 

Além de muitas famílias terem sido expulsas de suas casas pelos “novos proprietários” das terras, vários seringais foram destruídos prejudicando a única fonte de renda deste grupo.

Sem falar que com a queda do preço da borracha, os extrativistas começaram a entrar na miséria, pois as relações comerciais com os compradores eram extremamente injustas. 

Diante de toda esta situação, Chico Mendes entrou para o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Brasiléia como secretário geral. Lá, Chico organizou movimentos conhecidos como “empates”, onde os seringueiros se juntavam para impedir o desmatamento se colocando diante dos maquinários. 

Em 1977, ele foi eleito vereador de Xapuri pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Além disso, Chico também participou tanto da fundação do Sindicato Rural de Xapuri, como do projeto conhecido como União dos Povos da Floresta

Composto por seringueiros, pescadores, indígenas, ribeirinhos, entre outros grupos, este projeto tinha como principal objetivo elaborar estratégias de preservação da Amazônia, e criar áreas de reserva extrativista. 

A luta por um propósito é um legado que nunca morre…

As ações de Chico Mendes começaram a ganhar notoriedade fora do país. Além de atrair a atenção de diversos jornalistas, que acompanharam sua luta pela preservação das florestas, ele foi convidado para uma conferência nos Estados Unidos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).  

Ao explicar a gravidade da situação da Amazônia, e mostrar os impactos ambientais negativos da construção de uma BR que ligaria Rio Branco e Porto Velho, o BID suspendeu o financiamento desta rodovia. 

Mas, é óbvio que este fato não agradou aqueles que achavam que Chico estava atrapalhando o “progresso” da região. Infelizmente, após tantas ameaças, Chico foi assassinado no quintal de sua casa em 1988.

O mandante do crime foi um fazendeiro conhecido como Darly Alves da Silva, que perdeu parte de suas terras para a criação da primeira reserva extrativista no estado do Acre. 

Ainda em vida, Chico recebeu dois prêmios super importantes: o Global 500 da ONU e a Medalha do Meio Ambiente da organização Better World Society.

Uma curiosidade interessante é que a casa onde morava o ambientalista foi reformada para se tornar um memorial. Além disso, vários parques e institutos receberam seu nome para homenagear sua história e legado. 

Gostou de conhecer um pouquinho mais sobre sua história? Então, confira também nosso artigo “Pontos Turísticos no Acre: lugares imperdíveis para visitar

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Filmes na Amazônia: conheça produções que foram ambientadas na floresta

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Quando falamos sobre filmes na Amazônia, certamente virá a sua mente um clássico dos anos 2000: Tainá

Para quem não se lembra muito bem, Tainá é uma pequena indígena que vive com seu avô próximo ao Rio Negro. Ela cresce ouvindo as histórias e lendas de seu povo. 

Certo dia, ela acaba salvando um macaquinho das mãos de um traficante de animais, que a persegue durante o filme.

Apesar de ser uma obra cativante que conquistou o coração de muitas pessoas, há outras produções cinematográficas que também foram ambientadas na Amazônia, mas não são muito divulgadas. 

Nesse post, vamos falar sobre alguns documentários e filmes na Amazônia que vale a pena você assistir para conhecer um pouco mais sobre a floresta. 

Boa leitura!

Filmes na Amazônia indicados para crianças

Se você tem crianças em casa, nós temos ótimas opções de filmes para estimular o interesse dos pequenos pela nossa floresta desde cedo. 

A primeira indicação é bem conhecida: Rio 2. Esta animação da Blue Sky Studios tem como personagem principal o Blue, uma ararinha azul que descobre que sua espécie está em extinção. 

Embarcando em uma viagem até a Amazônia, Blue e sua família se deparam com a ameaça da destruição. Vale muito a pena assistir! 

Outra animação bem bacana é “Ainbo: a guerreira da Amazônia”. Ainbo é uma adolescedente que nasceu na aldeia de Cándamo e tenta salvar seu povo de homens dominados pela ganância. 

Por último, temos o filme “Amazônia”, que foi dirigido pelo francês Thierry Ragobert. Nesta história, vemos as belezas da floresta na visão de um macaco prego que sempre foi criado em cativeiro. O visual desta produção é maravilhoso!

Confira algumas opções de filmes e documentários

Vamos começar com uma indicação nacional baseada em fatos reais: Pureza. Este filme conta a história de uma mãe que saiu em busca de seu filho que não deu mais notícias após ir trabalhar como garimpeiro. 

Após se deparar com trabalhadores rurais sendo feitos de escravos, e o desmatamento ilegal da floresta, Pureza Lopes busca pelas autoridades para tentar fazer justiça. 

Outra indicação é o documentário “A última floresta”. Lançado ano passado no Netflix, esta produção busca mostrar a rotina do grupo indígena Yanomami, que vive na Amazônia muito antes da chegada dos colonizadores. 

Além de lidar com todas as ameaças com a chegada dos garimpeiros, os Yanomamis lutam para tentar manter suas tradições vivas. 

Para quem gosta destas especulações e lendas sobre civilizações escondidas na Amazônia, uma boa indicação é o filme “Z- A cidade perdida”

Baseado em fatos reais, este filme conta a história do explorador inglês Percy Fawcett que sempre acreditou na existência de uma cidade perdida na floresta Amazônica. 

Mas, em uma de suas expedições Percy simplesmente desapareceu, e até hoje ninguém sabe de seu paradeiro. Este filme conta com artistas famosos como Tom Holland e Robert Pattinson. 

Outra obra que merece ser adicionada à sua lista é “Amazônia Eterna”. Este filme nos faz olhar para a floresta sob diferentes aspectos e levanta a discussão sobre o grande potencial no uso sustentável de seus recursos. 

O mais interessante dessa produção é que o tema levantado não é só debatido por empresários ou ambientalistas, mas também pelo próprio povo da floresta, como os ribeirinhos e os indígenas. 

Gostou das indicações? 

Conta pra gente nos comentários se você conhece mais produções que são ambientadas na Amazônia!