Publicado em Deixe um comentário

Entenda porque a teoria de Ratanabá é uma Fake News!

cidade-perdida-na-amazônia

Provavelmente você deve ter escutado falar sobre uma “grande descoberta arqueológica” feita recentemente. A história sobre Ratanabá, uma cidade perdida na Amazônia, tomou conta das redes sociais. 

Já não bastasse a lenda sobre El Dorado, agora temos que lidar com mais uma teoria completamente infundada que não tem nenhuma base científica. 

O responsável por toda esta história absurda parece estar atrás dos seus 15 minutos de fama. O pior de tudo é que ele está ganhando muito mais tempo do que isso. Tivemos até alguns ministros se reunindo para discutir sobre esta temática. 

Como se não houvesse assuntos muito mais importantes e urgentes para se falar sobre a Amazônia. Mas, nada acontece por acaso. Certamente há uma intenção por trás de toda essa falácia. 

Nesse artigo, vamos explicar porque a teoria de Ratanabá não faz sentido algum. Vamos lá?

Ratanabá: a cidade perdida que nunca existiu

Vamos começar pelo autor desta teoria que se intitula um arqueólogo, mas na verdade não é. Primeiro, ele ficou famoso na TV na década de 90 por seus poderes paranormais. 

Depois, ele resolveu virar ufólogo e gravou um vídeo de um extraterrestre que apelidou de Bilú. Toda esta história não passou de uma jogada de marketing para vender pedaços de terra na região do Mato Grosso onde esse ET foi visto. 

Agora, ele criou um Instituto de Pesquisas chamado Ecossistema Dakila presidido por ele e outros alienados que acreditam ter feito a maior descoberta de todos os tempos: a cidade perdida de Ratanabá. 

Mas, por que essa teoria não faz sentido?

Segundo alguns dados divulgados sobre esta história, Ratanabá teria sido construída e habitada por uma civilização super avançada tecnologicamente há cerca de 450 milhões de anos!

Ou seja, uma civilização que viveu muito antes dos dinossauros, que foram extintos há cerca de 65 milhões de anos. Parece que estes “arqueólogos” do Ecossistema Dakila erraram um pouquinho as contas. 

Outro absurdo é o fato desta cidade perdida ter sido “maior que a grande São Paulo”. Segundo o arqueólogo Eduardo Neves, que estuda sobre a Amazônia há mais de 30 anos, as maiores cidades no século XVI foram Istambul e a Cidade do México. 

Ambas tinham uma população de cerca de 150 mil pessoas. Já a cidade de São Paulo tem aproximadamente 21 milhões de habitantes, sendo a 8° mais populosa do mundo. Faz algum sentido Ratanabá ser maior que isso há 450 milhões de anos atrás? 

Além de tudo isso, foram divulgadas fotos que mostram linhas retas gigantescas no meio da floresta, que segundo esses lunáticos são marcas das antigas construções. 

Mas, de acordo com o especialista Eduardo Neves, a probabilidade destas linhas terem sido feitas por humanos é muito baixa. A explicação mais plausível é de que essas estruturas foram sendo formadas pela erosão ao longo dos anos. 

Ratanabá: uma cortina de fumaça

Toda essa invenção não passa de uma cortina de fumaça para abafar todos os casos criminosos que estão ocorrendo na Amazônia. 

Enquanto vários grupos indígenas protestavam pelo desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, o atual presidente e alguns ministros estavam twittando sobre Ratanabá. Um absurdo sem precedentes! 

Não podemos esquecer dos reais problemas que envolvem a Amazônia. Além dos crimes bárbaros contra as pessoas que tentam protegê-la, a floresta está sendo destruída indiscriminadamente. 

Segundo dados do Imazon, o desmatamento na Floresta Amazônica em 2021 foi o pior nos últimos 10 anos! Mais de 10 mil quilômetros foram devastados. 

O cenário deste ano continua alarmante. Em apenas cinco meses foram derrubados mais de 3 mil km² da floresta. A Amazônia pede socorro! Não podemos ficar inertes diante de toda esta situação. 

Se quiser saber como você pode ajudar a floresta, acesse o site do Meu Pé de Árvore e conheça melhor sobre o projeto de restauração da Amazônia promovido por esta startup. 

Publicado em Deixe um comentário

Porque é importante valorizarmos o trabalho do pequeno produtor e da agricultura familiar?

agricultura-familiar

Você sabia que a maior parte dos alimentos que chegam à nossa mesa é fruto da agricultura familiar e de pequenos produtos? 

Se engana quem pensa que o agronegócio é o maior responsável por produzir comida e garantir segurança alimentar para os brasileiros. 

Na verdade, o agronegócio é destinado para a produção de commodities. Ou seja, seu foco é a exportação e o estabelecimento de vínculos comerciais. 

Na balança que define aquilo que é prioridade para o governo, claramente o agronegócio ganha disparado. 

Afinal, a agricultura familiar precisa sobreviver com somente 25% das verbas destinadas a este setor, enquanto o agronegócio se beneficia do restante. Uma divisão nada justa, não é verdade? 

Para piorar a situação, em 2020 o governo congelou o financiamento de diversos programas de incentivo ao pequeno produtor. Qual a desculpa? Falta de orçamento!

Neste artigo, vamos explicar melhor sobre a importância da agricultura familiar e como a sua situação atual afeta diretamente a quantidade e qualidade dos alimentos que chegam à sua casa. 

O que é agricultura familiar? 

A agricultura familiar se caracteriza pelos produtores de alimentos que têm como principal mão de obra os próprios parentes. Além disso, a legislação definiu um limite para as propriedades destinadas a esse tipo de atividade econômica. 

Reconhecida por lei como profissão, a agricultura familiar no Brasil é praticada majoritariamente por grupos indígenas, ribeirinhos, pescadores, extrativistas, campesinos…

A produção advinda deste trabalho abastece a mesa de grande parte da população. Além de produzir cerca de 70% dos alimentos que chegam até nós, a agricultura familiar gera emprego para mais de 10 milhões de pessoas. 

Além disso, existe uma característica importante que difere a agricultura familiar do agronegócio: o modelo de produção. 

Enquanto o agronegócio investe em monoculturas, prejudicando o solo e usando quantidades absurdas de agrotóxicos, a agricultura familiar pratica o policultivo. 

Ou seja, os pequenos produtores diversificam suas culturas preservando tanto a qualidade do solo, como dos alimentos. O manejo mais consciente da terra, respeitando o ecossistema da região, ameniza significativamente os impactos negativos sobre a natureza. 

agricultura-familiar
Créditos: Tamires Kopp/MDA

 A importância da produção familiar

Os agricultores familiares têm importância global, afinal, segundo dados da ONU, eles são os responsáveis por cerca de 80% de toda comida que é produzida no mundo. 

No Brasil, além de gerar empregos, esta atividade econômica é a principal fonte de renda de muitas famílias. Aliás, sua produção influencia diretamente no controle da inflação. 

Além disso, como citamos acima, a agricultura familiar reduz os impactos nocivos ao meio ambiente, pois muitos grupos investem no sistema agroflorestal e na produção de orgânicos. 

O resultado disso são sistemas de plantio sustentáveis que favorecem a regeneração de ecossistemas, e o fornecimento de alimentos mais nutritivos e sem qualquer tipo de veneno. 

Apesar de tudo isso, o agricultor familiar não se encontra em boas condições no atual governo e enfrenta muitos desafios para continuar suas atividades. 

alimentos-orgânicos
Fonte: Canva Pro

Situação atual da agricultura familiar e pequenos produtores 

Existem vários programas de incentivo que são destinados à agricultura familiar, como por exemplo: 

  • Pronaf (Programa Nacional da Agricultura Familiar)
  • Pronaf Mulher
  • Pronaf Agroecologia
  • MODERAGRO (Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais)

Contudo, a realidade é que alguns destes programas tiveram redução significativa do financiamento, e outros sofreram uma completa paralisação. O atual governo alega ter “estourado” seu limite de investimentos para este setor. 

Outro fator preocupante é o avanço do agronegócio que incentiva a exploração de terras. Além do aumento exponencial do desmatamento, pois a monocultura necessita de grandes áreas, diversos grupos familiares (indígenas, campesinos, extrativistas…) são cruelmente assassinados ao tentar defender suas terras. 

Uma realidade triste e absurda na qual as autoridades responsáveis simplesmente fecham os olhos. Contudo, nós podemos fazer a diferença na vida destas pessoas!

Para apoiar e incentivar o trabalho de pequenos produtos, busque investigar a origem dos alimentos que você está adquirindo. 

Em nosso site, ao clicar nos produtos você poderá verificar se ele é fruto da agricultura familiar, de uma pequena/média empresa, se a produção é gerenciada por uma liderança feminina, ou até mesmo se os produtores são pesquisadores/cientistas. 

Fontes: 

https://www.politize.com.br

https://diplomatique.org.br/o-agronegocio-produz-comida/

Publicado em Deixe um comentário

Conheça a autêntica Culinária Paraense!

tacacá

Com fortes influências indígenas, e com ingredientes tipicamente amazônicos, a Culinária Paraense é diferenciada e extremamente rica em sabores. 

A abundância de insumos que a maior floresta tropical do mundo proporciona para a região norte permite a construção de pratos que ficam na memória de quem os experimenta. 

Além disso, muitos preparos específicos que são de herança indígena fazem toda a diferença no resultado final das receitas. 

É por isso que podemos dizer que a Culinária Paraense carrega em suas raízes a autenticidade do nosso país! 

Neste artigo, vamos falar sobre as principais características e ingredientes da gastronomia do estado do Pará. Preparado para ficar com água na boca? 

Culinária Paraense

Principais ingredientes

Antes de citar as receitas típicas, precisamos falar dos principais ingredientes que aparecem nesta culinária. Ingredientes, inclusive, que são considerados exóticos em outros estados do Brasil. 

Vamos começar pelas frutas? Muito provavelmente você já deve conhecer o cupuaçu, mas você já experimentou o baruci, o taperebá ou o muruci? No Pará, elas são muito comuns no preparo de várias sobremesas, principalmente de geleias e sorvetes. 

muruci fruta

Além disso, também temos a forte presença do Açaí, que na Culinária Paraense é consumido de uma forma bem diferente comparado a outras regiões. Os principais acompanhamentos são farinhas e até mesmo pescados. 

Agora, falando de ingredientes que aparecem mais em pratos salgados, não podemos deixar de citar o famoso tucupi

Esse caldo amarelado encontrado facilmente em feiras livres é um dos produtos mais marcantes da gastronomia da região. Afinal, ele traz um toque de acidez especial para as receitas. 

Uma curiosidade interessante é que seu processo de produção pode levar vários dias, pois é necessário eliminar todas as toxinas que ele possui quando está em seu estado natural.

Se quiser conhecer mais sobre este ingrediente, confira nosso artigo “o que é o tucupi?”.

tucupi-amarelo

Assim como o tucupi, temos outro ingrediente que também vem da mandioca: a maniva. Na verdade, a maniva são as folhas da mandioca que são utilizadas para cozinhar um dos pratos mais famosos na época do Círio de Nazaré, a maniçoba. 

Além de tudo isso, não podemos esquecer do nosso querido jambu. Nós podemos encontrá-lo tanto na preparação de deliciosos pratos, como também em bebidas. 

A Cachaça de Jambu do Meu Garoto, por exemplo, faz um grande sucesso tanto pelo seu sabor, bem como pela sensação de dormência na boca devido a uma substância anestésica natural deste ingrediente. 

cachaça de jambu caipirinha

Pratos típicos

Vamos começar com um dos clássicos da Culinária Paraense: o pato no tucupi. Apesar de haver certas adaptações utilizando outros tipos de proteína, a carne de pato faz toda a diferença no sabor. 

Além do caldo do tucupi, esta receita leva folhas de jambu que agregam um toque super especial. Os acompanhamentos mais comuns são arroz e farinha.

Estes mesmos acompanhamentos também aparecem na maniçoba. Como citamos, a maniva é um dos ingredientes principais, junto com algumas partes da carne de porco. É como se fosse uma variação da feijoada.

Outro prato típico que você encontra facilmente em várias barraquinhas nas ruas de Belém é o Tacacá. Seu preparo também leva o tucupi e as folhas de jambu, mas a proteína principal são camarões secos. 

Se você gosta de camarão, então você também não pode deixar de experimentar o caruru e o vatapá do Pará. O preparo é um pouco diferente das versões que são feitas na Bahia. 

O vatapá, por exemplo, não leva amendoim e nem é cozinhado com peixe. O caldo é feito somente com camarões. Para adicionar um toque especial, você pode finalizar com um pouco de tucupi. 

Bate uma fome falar de comida, não é mesmo? 

Se você ficou com vontade de preparar estas receitas, mas não sabe onde encontrar esses ingredientes, então clique no botão abaixo e conheça melhor todos os produtos da nossa loja!

Publicado em Deixe um comentário

Descubra os principais benefícios do jambu para a saúde!

benefícios-do-jambu

Você deve ter ouvido falar que o jambu traz uma sensação de formigamento curiosa na boca, não é verdade? Mas, você já ouviu falar dos benefícios do jambu para a saúde? 

Esta hortaliça presente em várias receitas típicas do norte do Brasil gera um interesse não só da gastronomia, mas também da indústria farmacológica e de cosméticos. 

Isso porque, o jambu possui propriedades medicinais muito promissoras. Sabe-se que vários grupos indígenas da região Amazônica utilizavam o jambu não só na culinária, mas também como fitoterápico para a cura de várias doenças. 

Natural da América do Sul, o jambu é comum no Brasil, Venezuela, Colômbia e também nas Guianas. Mas, o aumento de sua popularidade está fazendo com que o jambu atravesse fronteiras mais distantes sendo cultivado em outros continentes, como a Europa. 

Nesse post, vamos falar sobre algumas curiosidades do jambu e contar quais são os seus principais benefícios para a saúde. Vamos lá? 

Curiosidades sobre o Jambu

Esta hortaliça recebe vários tipos de denominações dependendo da região. Na Amazônia, há duas plantas que são conhecidas como jambu. 

  • O jambuassu, também chamado de botão-de-ouro por conta do tom amarelo dourado de suas flores. Esta espécie é a mais cultivada. 
  • A jamburana, que também leva o nome de jambu-branco e possui as flores com um tom de amarelo mais claro. 

Ambas são consideradas uma variedade da espécie Acmella oleracea. Enquanto o jambuassu é mais utilizado na culinária, pois suas folhas tem um sabor mais forte, a jamburana é mais explorada para fins medicinais. 

Benefícios do Jambu

O Jambu é um poderoso anestésico natural por conta da presença do Espilantol. Por isso, a medicina popular sempre o utilizou para o alívio de dores de garganta, inflamações na boca e dores de dente. 

Além disso, a infusão de suas folhas é usada para amenizar sintomas da tuberculose, bem como no tratamento de problemas digestivos. 

Também há relatos de que o jambu é um poderoso remédio natural contra a anemia. Afinal, ele possui ferro, fósforo, sais minerais, cálcio, proteínas, além de ser rico em vitaminas. 

Principais Vitaminas 

Uma das vitaminas presentes no Jambu é a B1, também conhecida como Tiamina. Esta vitamina influencia nas funções do nosso metabolismo, além de atuar no nosso sistema nervoso.  

Sua deficiência pode ocasionar sintomas como fadiga, exaustão e distúrbios do sono, pois ela auxilia diretamente na produção de energia do nosso organismo.

Além disso, o jambu também tem Vitamina B2, a riboflavina. Assim como a B1, esta vitamina também atua na metabolização de carboidratos, lipídios e açúcares, proporcionando energia para o nosso corpo. 

Ademais, a vitamina B2 tem ação antioxidante e ajuda a melhorar a produção de hormônios da nossa tireoide. Sem falar que ela é excelente para a saúde dos nossos olhos e pele. 

Por último, o jambu é rico em Vitamina C, que é de extrema importância para manter nosso sistema imunológico em dia. Por isso, o chá de suas folhas é bastante indicado para quem sofre de escorbuto, que é uma doença ocasionada pela falta desta vitamina. 

Conheça agora alguns dos nossos produtos feitos com jambu! 

Produtos de Jambu

Como falamos no comecinho do artigo, o jambu é um ingrediente super presente na culinária nortista. Ele aparece não só na preparação de receitas, mas também na produção de bebidas.

cachaça-de-jambu-meu-garoto
Cachaça de Jambu
molho-de-pimenta-com-jambu
Molho de Pimenta Cumari com Jambu
benefícios-do-jamub
Flor de Jambu Desidratada
concentrado-de-jambu
Tremidão (concentrado de jambu)

Gostou de conhecer um pouco mais sobre o Jambu? 

Então, não perca a oportunidade de provar esta iguaria! Clique no botão abaixo e conheça mais sobre os nossos produtos! 

Referências: 

DA SILVA MEIRELES, Sheila Cristina Torres. A utilização de princípios ativos na Cosmetologia–Os benefícios do Jambu.

CARDOSO, M. O.; GARCIA, L. C. Jambu (Spilanthes oleracea L.). Embrapa Amazônia Ocidental-Capítulo em livro científico (ALICE).

Publicado em Deixe um comentário

Conheça 4 espécies de árvores ameaçadas de extinção da Amazônia

árvores-ameaçadas-de-extinção

Você sabia que o Brasil é o país com mais árvores ameaçadas de extinção do mundo? Certamente esta informação nem te surpreenda, não é verdade?

Afinal, a destruição da Amazônia vem crescendo exponencialmente. Os níveis de desmatamento da floresta no ano passado foram os piores da última década, de acordo com o Imazon.

Segundo uma pesquisa realizada nos EUA e publicada na revista Nature, mais de 80% das árvores da Amazônia que correm risco de extinção perderam parte de seu habitat natural. 

Algumas áreas da floresta já entraram em processo de savanização e seu estado pode se tornar irreversível. 

Além disso, corremos o grande risco de não usufruir mais dos maravilhosos recursos que a natureza nos dá, por conta de toda esta destruição indiscriminada. 

Neste artigo, vamos falar sobre curiosidades interessantes sobre algumas árvores ameaçadas de extinção da Amazônia. Vamos lá? 

Quais são as árvores ameaçadas de extinção da Amazônia?

Castanheira do Brasil

As árvores gigantes da Amazônia! Esta espécie pode chegar a ter 50 metros de altura, dá pra acreditar? 

Infelizmente, esta árvore está na Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), que classifica o estado de conservação de diferentes espécies de animais e plantas. 

Comum nas margens de grandes rios, como o Araguaia, o Rio Negro, e o Amazonas, a castanheira pode viver até 500 anos. Sua longevidade garante o sustento de várias gerações de famílias que vivem do extrativismo das sementes. 

Seu fruto, o ouriço, pode levar mais de um ano para ficar maduro. Semelhante a um coco, com casca super resistente, o ouriço guarda as famosas castanhas do Brasil, ou castanhas do Pará

Se quiser saber mais sobre os principais benefícios da castanha do Brasil, então clique aqui!

castanheira-do-brasil-árvore-ameaçada-de-extinção
Castanheira do Brasil
Fonte:Canva Pro

Andiroba

A Andiroba é outra árvore de grande porte da Amazônia. Ela pode chegar a 30 metros de altura e é encontrada principalmente em regiões de várzea. 

Ela é uma excelente espécie para plantio em áreas de reflorestamento, pois além de possuir um elevado índice de germinação, seu crescimento é rápido. 

O óleo extraído de suas sementes têm incríveis propriedades medicinais. Não é à toa que ele é uma das mercadorias mais comercializadas na Amazônia. 

Além disso, o óleo da andiroba é exportado para vários países do exterior que o utilizam principalmente para a fabricação de cosméticos. Das suas sementes também é aproveitado o bagaço para a produção de velas. 

sementes-de-andiroba
Sementes de Andiroba
Fonte: Canva Pro

Pau-Rosa

Essa é outra espécie que produz um óleo super apreciado por empresas internacionais famosas, como a Chanel. Infelizmente, para a extração de seu óleo é necessário derrubar as árvores. 

Por isso, o Pau Rosa está na lista de espécies ameaçadas do IBAMA desde 1992. Apesar de tentar exercer um controle sobre a quantidade comercializada, o IBAMA já constatou que as exportações do pau rosa ultrapassam muito o limite estipulado. 

A ONG Pro Natura já desenvolveu alguns métodos para realizar um manejo sustentável desta árvore, e extrair o óleo de suas folhas ao invés do caule. 

pau-rosa-arvore-ameaçada-de-extinção
Pau Rosa
Fonte: Wikimedia Commons

Árvore Cumaru

É triste dizer que a árvore que nos fornece a baunilha da Amazônia também está ameaçada de extinção. Esta espécie de grande porte ocorre tanto em terra firme, como em várzea. 

A árvore Cumaru é bastante conhecida pela medicina popular, principalmente indígena, por suas diversas propriedades terapêuticas. 

Tanto suas cascas, como suas folhas, são excelentes para preparar xaropes e chás que servem de analgésico e anti-inflamatório. 

Além disso, suas sementes, por possuírem cumarina, exalam um cheiro super agradável. Por isso, são uma ótima opção para flavorizar receitas. 

Se quiser conhecer mais sobre os benefícios da semente de cumaru para a saúde, então clique aqui!

Gostou de conhecer um pouco mais sobre estas árvores? 

Você pode ajudar a salvar estas espécies ameaçadas de extinção. A Amazônia precisa de você! 

Clique no botão abaixo para saber mais informações!

Publicado em Deixe um comentário

Descubra quais são os benefícios do açaí

benefícios-do-açaí

Que o açaí está ganhando popularidade não só no mercado nacional, mas também no internacional, todos já sabem! Contudo, você conhece quais são os benefícios do açaí para a saúde? 

Ainda há várias pessoas que se questionam sobre os reais valores nutricionais deste alimento e temem o ganho de peso fazendo consumo frequente. 

Mas, o grande interesse mundial por esse fruto nativo da Amazônia tem influenciado várias pesquisas científicas que estão ajudando a comprovar como suas propriedades podem ser benéficas para o nosso organismo. 

Lembrando que vamos falar dos benefícios do açaí puro, viu minha gente! Não adianta querer usufruir de suas propriedades nutritivas adicionando leite condensado, xaropes, nutella, granola ou farinhas. 

O açaí é um alimento calórico, mas estes mil complementos são muito mais responsáveis pelo aumento na balança! Por isso, atenção à forma como você está consumindo-o. 

Confira agora quais são os benefícios do açaí e algumas curiosidades super interessantes sobre este fruto! 

Curiosidades sobre o Açaí

O açaizeiro é uma palmeira comum na Amazônia que também é encontrada em países como Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. 

Há cerca de 30 anos atrás, o açaí não tinha toda essa fama que possui hoje. Seus principais consumidores eram povos indígenas e comunidades ribeirinhas. 

Desta palmeira não se aproveita só o fruto, mas também: 

  • sua madeira, para edificações civis; 
  • suas folhas, para confeccionar cestos, chapéus e acessórios; 
  • suas sementes, para a confecção de objetos manuais (artesanato);

Além disso, o óleo de açaí é outro produto que também está ganhando notoriedade por conter nutrientes muito importantes para a nossa saúde. 

açaizeiro
Açaizeiro
Fonte: Canva Pro

Quais são os benefícios do Açaí?

Ação antioxidante

Antes de falar sobre suas principais vitaminas e minerais, vamos começar com o benefício mais incrível deste fruto: seu poderoso poder antioxidante.

O açaí é rico em um tipo específico de flavonoide: a antocianina. Este elemento é responsável não só por sua coloração, mas também por sua ação contra a atividade oxidativa causada pelos radicais livres. 

Ao consumir alimentos ricos em antioxidantes, nós prevenimos a ocorrência do estresse oxidativo que pode desencadear diversos tipos de doenças, principalmente cardiovasculares e neurológicas. 

Fora o auxílio na prevenção de várias patologias, a antocianina também possui propriedades antimicrobianas, anticarcinogênicas e anti-inflamatórias. 

Além disso, ela melhora o fluxo sanguíneo e evita o acúmulo de lipídios.  Ou seja, o consumo moderado de açaí pode ajudar a controlar a pressão arterial e diminuir o colesterol ruim (LDL).

café de açaí onde comprar

Rico em fibras, minerais e vitaminas!

Para manter a saúde do seu intestino em dia, é super importante consumir fibras. A boa notícia é que o açaí é uma excelente fonte! Além de aumentar a saciedade, as fibras alimentares ajudam a diminuir a constipação intestinal.

Ademais, o açaí também possui minerais como fósforo e ferro. A falta destes elementos no nosso organismo podem ocasionar sintomas como fraqueza, fadiga e problemas de concentração. 

Não podemos nos esquecer das vitaminas! O açaí é rico em vitamina E, que também tem ação antioxidante. Além de prevenir o envelhecimento precoce e fortalecer nosso sistema imunológico, essa vitamina é excelente para a saúde da nossa pele e cabelo.

Este fruto também possui a presença da vitamina B1, a tiamina. Ela auxilia na manutenção do nosso metabolismo, bem como na melhora de nossas funções cerebrais. 

Lembrando que é essencial ingerirmos alimentos ricos em vitamina B1 diariamente, pois é normal que a eliminemos facilmente pela urina. Sua deficiência também pode causar sintomas como fadiga, estresse, e até mesmo transtornos do sono. 

Incrível como o açaí possui grande valor nutricional, não é mesmo? Não é à toa que ele é considerado um superalimento!

Se você ainda não conhece nossos produtos feitos com Açaí, então não deixe de conferir! 

É só clicar no botão abaixo. 

Referências: 

de Moura Rocha, S. M. B. (2015). Benefícios funcionais do açaí na prevenção de doenças cardiovasculares. Journal of Amazon Health Science (Revista de Ciências da Saúde na Amazônia)

Publicado em Deixe um comentário

Peixes da Amazônia: curiosidades e receitas típicas!

peixes-da-amazônia

Se você já visitou algum estado do norte do Brasil, certamente deve ter provado alguma receita típica preparada com peixes da Amazônia. 

A abundância de espécies nesta região propiciou que a gastronomia local tivesse uma grande variedade de pratos com pescados, como a caldeirada de tambaqui, a mujica de peixe ou o pirarucu à casaca. 

Muitas destas receitas são herança dos povos indígenas, que já tinham o costume de preparar e consumir peixes muito antes da chegada dos europeus. 

Inclusive, muitos dos peixes que vamos conhecer aqui neste artigo possuem nomes derivados de diferentes línguas indígenas. 

Vêm com a gente conhecer um pouco mais sobre os peixes da Amazônia e conferir algumas dicas de receitas deliciosas para você preparar para toda a sua família!

Dia Mundial da Migração dos Peixes

Você sabia que no mês de Maio ocorre a celebração do Dia Mundial da Migração dos Peixes? Esta é uma data pouco conhecida, mas muito importante. 

Afinal, as ameaças que afetam os ecossistemas de água doce acabam resultando na escassez de algumas espécies, bem como no desequilíbrio da cadeia alimentar de vários animais. 

Estas influências negativas nos ciclos de migração é prejudicial não só para natureza, mas também para as comunidades que tem como principal fonte de renda a pesca. 

Confira agora os peixes da Amazônia que estão mais presentes na culinária nortista. 

Conheça alguns peixes da Amazônia!

tambaqui
Tambaqui
Fonte: Canva Pro

Tambaqui

O tambaqui, popularmente conhecido como pacu vermelho, é um peixe que tem uma carne super saborosa. Famosos por sua arcada dentária forte, esta espécie costuma se alimentar de frutas, sementes, plâncton e insetos. 

Quando não é capturado, ou criado em cativeiro, o tambaqui pode chegar a 40 kg. Por isso, é considerado um dos maiores peixes de escama do país. 

O tambaqui assado e a caldeirada de tambaqui são pratos muito apreciados na região norte. Para a caldeirada, a parte mais indicada a ser usada são as costelas. E, para acompanhamento, um pirão feito do próprio caldo do peixe. É um prato de laber os beiços! 

tucunaré
Tucunaré
Fonte: Canva Pro

Tucunaré

O tucunaré é um peixe com carne mais gordurosa que fica uma delícia quando é feito na brasa! Apesar de serem naturais das bacias amazônicas, você consegue encontrar facilmente esta espécie em várias regiões do Brasil. 

De alimentação carnívora, os tucunarés são mais sedentários e costumam habitar regiões com águas pouco movimentadas. Além disso, eles costumam se alimentar próximos às margens dos rios, o que os torna uma presa fácil para pescadores. 

pirarara
Pirarara
Fonte: Canva Pro

Pirarara

Pirarara é uma palavra que vem do tupi que significa peixe-arara. Esta espécie de couro tem as costas acinzentadas e cheias de pintinhas. 

Noturno e de grande porte, este peixe pode alcançar uns 60 kg. Uma curiosidade interessante é que a Pirarara é um dos poucos predadores da temida piranha. 

Na região norte, sua carne é muito presente em moquecas. Além disso, a Pirarara ao molho de leite de coco também é um prato simples de fazer que é de dar água na boca! 

pirarucu
Pirarucu
Fonte: Canva Pro

Pirarucu

Considerado um dos gigantes da Amazônia, o Pirarucu pode chegar a 3 metros de comprimento e ultrapassar 300 kg. 

Comum em lagos e rios de águas tranquilas, a comunidade ribeirinha costuma salgar sua carne para preservá-la. Por isso, muito o chamam de Bacalhau da Amazônia.

Contudo, seu sabor e textura não são semelhantes ao bacalhau, e seus processos de preparo também são bem diferentes!

Seu nome é derivado de duas palavras do tupi: pirá (que significa peixe) e urucum (que significa vermelho). Existem lendas indígenas que contam que um índio chamado Pirarucu foi transformado por Tupã em um peixe gigantesco como castigo por suas terríveis ações. 

Um dos pratos mais famosos preparados com esta espécie é o Pirarucu à Casaca. Servido com uma deliciosa farofa de mandioca e bananas fritas, esta receita é bastante comum nos estados do Pará e Amazonas. 

Uma informação interessante que não podemos deixar de falar é que no município de Chaves, no estado do Pará, existe um projeto sócio ambiental chamado Pirarucu da Mexiana

De tradição familiar, este projeto cultiva peixes nativos desta espécie utilizando práticas sustentáveis e promovendo ações que conservam e estabilizam ecossistemas em status de ameaça.

Além de reintroduzir exemplares ajudando no equilíbrio da espécie em seu bioma natural, este projeto fomenta a geração de renda de 3 comunidades da região, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da ilha de Mexiana/ Marajó. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre os peixes da Amazônia? 

Então, não deixe de dar um pulinho na seção de Receitas da Amazônia para aprender a fazer um delicioso Peixe com crosta de castanha do Pará e Puxuri

Publicado em Deixe um comentário

Pontos turísticos no Acre: lugares imperdíveis para visitar!

pontos-turísticos-no-acre

Pretende conhecer os estados do norte do Brasil e tá precisando de dicas de viagem?? Então, vem descobrir com a gente os principais pontos turísticos no Acre!

Antes de tudo, você sabia que o Acre já foi território Boliviano?? Pois é… este estado localizado no extremo ocidente do nosso país tem várias curiosidades e locais interessantes que você nem imagina. 

Além dos passeios históricos e ecológicos, a gastronomia do local é um grande atrativo. Afinal, ela não só recebeu influências dos portugueses na época da colonização, mas também dos países vizinhos que fazem fronteira, como o Peru e a Bolívia. 

Já o clima, ponto importante de se analisar antes de viajar, é bastante quente e úmido. Por isso, não recomendamos visitar o estado durante o verão, se você quiser aproveitar melhor os passeios ao ar livre e pela floresta amazônica!

Ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre este estado? Então, continue a leitura e descubra o que fazer nos principais pontos turísticos no Acre!

Principais Pontos Turísticos no Acre

Foto: Assis Limai/MTur

Palácio Rio Branco

Se você gosta de visitar locais pela arquitetura, então não deixe de conhecer o Palácio Rio Branco! Inspirado em edificações gregas, o palácio foi projetado pelo alemão Alberto Massler. 

Apesar de sua inauguração ter sido em 1930, a conclusão da obra só ocorreu em 1948. Além disso, em 2002 o local passou por algumas reformas e teve incluso em seu acervo algumas fotos, objetos e documentos históricos para exposição. 

O Palácio Rio Branco é um dos locais que mais recebe turistas no Acre. Estima-se que mais de 270 mil pessoas já o visitaram! 

Foto: Katie Maehler

Casa de Chico Mendes e Parque Ambiental Chico Mendes

A casa de Chico Mendes, importante ativista na luta dos seringueiros na Bacia Amazônica, virou um museu que é patrimônio cultural do estado, tombado pelo IPHAN em 2007. 

Apesar de pequena e simples, a casa possui grande valor histórico, principalmente para a comunidade de seringueiros e ativistas que lutam pela preservação da Amazônia. 

Em sua homenagem, nomearam uma reserva ambiental que também é um ponto turístico no Acre que recebe bastante visitas: o Parque Ambiental Chico Mendes. 

Localizado na capital, Rio Branco, o parque conta com trilhas, parquinhos, artesanatos, monumentos folclóricos, exemplares das casas dos seringueiros e um memorial da vida de Chico. 

Além disso, lá é um excelente lugar para conhecer um pouco da fauna e flora da região, pois o local possui várias espécies de plantas e animais silvestres. Um ótimo passeio para fazer com crianças! 

Foto: Diego Pérez

Parque Nacional da Serra do Divisor

Uma das cidades que você não pode deixar de conhecer caso vá para o Acre é Cruzeiro do Sul. 

Fora os pontos turísticos históricos, como a Catedral de Nossa Senhora da Glória, Cais do Porto e o Instituto Santa Terezinha, Cruzeiro do Sul conta com um fantástico parque nacional que fica na fronteira com o Peru. 

Uma experiência sem igual para quem deseja fazer uma verdadeira imersão na natureza e conhecer biomas não só da Amazônia, mas também dos Andes. 

O parque também é lar de vários povos indígenas que vivem às margens do rio Moa. Recomenda-se contratar um guia turístico caso você tenha interesse em visitar essas comunidades. 

Sítio Arqueológico Jacó Sá

Outro local super intrigante para você visitar é o Sítio Arqueológico Jacó Sá. Isso porque, lá há passeios de balão para observar os misteriosos geoglifos. 

Geoglifos são aquelas figuras feitas em superfícies planas que, quando vistas de cima, formam figuras geométricas gigantescas. 

Há várias teorias de que essas marcas grandiosas são mensagens extraterrestres, porém, a verdade é que estas figuras são obras das civilizações pré-colombianas.

Um fato curioso é que de todos os estados brasileiros, o Acre é o que possui mais geoglifos em seu território. Alguns possuem mais de 2 mil anos e ocupam cerca de 20 mil metros quadrados. Interessante, não é mesmo?

Gostou deste artigo?? Então, conta pra gente nos comentários qual desses pontos turísticos no Acre você mais gostaria de conhecer!

Publicado em Deixe um comentário

Você sabe o que é Tucupi Preto? 

tucupi preto

Quando falamos da gastronomia do norte do Brasil, logo nos lembramos de uma iguaria muito particular desta região, o tucupi. Mas, ainda existe a dúvida sobre o que é tucupi preto. 

É um subproduto? Colocaram corante no tucupi tradicional? É natural ou industrializado? Por que ele tem essa cor? Qual o seu sabor?

Calma, que nós vamos sanar todas estas dúvidas! 

Sabemos que o tucupi, aquele bem amarelo que encontramos em garrafas pets em feiras livres como o Mercado Ver-o-Peso, é um líquido provindo da mandioca “braba”. 

A mandioca sempre fez parte da alimentação básica dos indígenas. Por isso, muitos dos produtos que são derivados da sua raiz, como a farinha, a goma e o tucupi, fazem parte da herança gastronômica destes povos. 

O tucupi tradicional sempre esteve presente na preparação de caldos com proteínas, como peixes ou carnes de caça. Já o tucupi preto era usado para preservar a comida por mais tempo. Interessante, não é mesmo?? 

Nesse post, vamos explicar o que é tucupi preto, qual seu modo de preparo, principais diferenças com o tucupi tradicional, e falar de algumas receitas típicas com esse produto tão peculiar! 

Desfrute a leitura! 

Afinal, o que é Tucupi Preto? 

De forma bem resumida, o tucupi tradicional é um subproduto da mandioca. E o tucupi preto é um subproduto do tucupi tradicional. 

Durante o processo de produção da farinha de mesa, as raízes da mandioca brava são separadas. Posteriormente, elas são moídas e comprimidas para que se possa retirar todo seu líquido. 

Este líquido, que leva o nome de manipueira, pode gerar ácido cianídrico caso passe pelo processo de decomposição. Este ácido é tóxico e pode poluir o meio ambiente causando a morte de vários animais caso seja despejado em lagos ou rios. 

Ao deixar este líquido em repouso, é possível retirar o amido depois de ocorrido o processo de decantação. Após esta etapa, é só deixar ele fermentar. 

Concluída a fermentação, é hora do “tompero”, como costuma dizer o Chef Erick Jacquin. O sal, o alho e as folhas de chicória ajudam na construção de sabor deste produto. 

Depois disso, é só ferver por várias horas para retirar todo o ácido cianídrico, tornando o tucupi seguro para o consumo! 

Agora, para fazer o tucupi preto é necessário deixar o caldo de tucupi, sem tempero, reduzir por vários dias. É isso mesmo que você leu: por vários dias!! 

Além disso, é só depois deste longo processo de redução que o tucupi vai perdendo sua cor original para adquirir a coloração preta.

Sua textura e sabor também mudam! O tucupi amarelo é líquido e tem um gostinho mais azedo. Já o tucupi preto tem uma consistência mais pastosa e o seu sabor ativa o 5° gosto do paladar humano!

Exatamente! O tucupi preto é um dos alimentos amazônicos que tem Umami. Uma verdadeira experiência gastronômica!

Receitas típicas com esta iguaria

O Tucupi preto tem tradição em locais mais específicos da região norte, como o Alto Rio Negro. 

Uma receita típica desta região, por exemplo, é a quinhapira, que possui muitas variações. Uma delas leva o peixe cozido com pimenta murupi, pimenta de cheiro e tucupi preto.

Além disso, em algumas comunidades indígenas o tucupi preto é consumido junto com formigas saúvas. Teria coragem de experimentar? 

Com a sua popularização, o tucupi preto começou a ser uma iguaria admirada por grandes chefs da gastronomia brasileira. Por isso, há cada vez mais receitas novas utilizando esse ingrediente tão versátil.

Ficou curioso para experimentar este produto natural cheio de sabor?? Então, aproveite para conhecer nosso molho de tucupi preto. Além de possuir um sabor mais suave que a redução pura do tucupi, ele é um excelente substituto do molho shoyu e pode ser usado no tempero de cogumelos, carnes e pescados.

Clique no botão abaixo e aproveite que nós ainda temos algumas unidades na nossa loja!

Publicado em Deixe um comentário

Descubra os benefícios da tapioca para a sua saúde!

os-benefícios-da-tapioca

Mocinha ou vilã? Muitos se perguntam sobre os benefícios da tapioca para o nosso organismo e se ela é realmente uma boa opção para incluir na alimentação de quem está fazendo dieta. 

Uma coisa é certa: não tem como não gostar de tapioca. Além de ser fácil de fazer, há várias opções de recheio que ajudam a deixá-la ainda mais saborosa. 

Nesse post, vamos falar um pouquinho sobre sua origem e desvendar esse mistério sobre ela ser ou não ser saudável! Vem com a gente! 

A origem da tapioca

A tapioca é um alimento derivado da mandioca que era cultivada pelos indígenas bem antes da chegada dos portugueses. 

Desta raíz, os indígenas extraíam sua goma que era transformada em um tipo de farinha granulada. Quando aquecida, os seus grânulos formavam uma massa conhecida entre os colonizadores como beiju. 

Na época colonial, principalmente na cidade de Olinda, o beiju caiu nas graças do povo e foi, por muito tempo, um substituto do pão. 

Sua receita possuía diferentes variações dependendo do grupo indígena que a preparava. Além disso, a tapioca também era uma das poucas comidas que faziam parte da alimentação básica dos escravos. 

Conheça agora os benefícios da tapioca para a nossa saúde! 

Os benefícios da tapioca (principalmente para quem está de dieta)

1- Fonte de Energia

A tapioca é uma excelente fonte de energia rápida, pois ela é um carboidrato simples, ou seja, não contém fibras. Além disso, ela estimula a ação da sua insulina, que é o hormônio responsável por transformar a glicose em energia no seu corpo. 

Portanto, ela é uma boa opção para ser consumida antes da prática de atividades físicas, e também como café da manhã para que você tenha disposição ao longo do seu dia. 

Contudo, por possuir alto índice glicêmico, ela pode atrapalhar sua perda de peso e também piorar o quadro de quem tem diabetes, caso seja consumida em grandes quantidades. 

Afinal, o excesso de insulina está relacionado com o acúmulo de gordura. Por isso, a quantidade de tapioca deve ser moderada e seus acompanhamentos também devem ser bem equilibrados. 

Uma boa dica é recheá-la com proteínas, como ovos ou carnes desfiadas. Se você deseja prolongar a sensação de saciedade, experimente misturá-la com alimentos que são fontes de fibras, como aveia e linhaça.

tapioca com queijo e carne seca
Tapioca com carne seca
Fonte: Canva Pro

2- Não contém glúten

Outro benefício da tapioca, principalmente para os celíacos que não podem comer pão, é que ela não contém glúten. Mas, isso não quer dizer que isso favoreça a perda de peso! 

É um equívoco pensar que ao cortar o glúten da sua alimentação, você estará promovendo seu emagrecimento. 

Na verdade, ao eliminar o glúten você acaba deixando de consumir muitos alimentos que são fontes de carboidratos, o que resulta consequentemente na diminuição do seu peso. 

tapioca com banana e canela
Tapioca com banana
Fonte: Canva Pro

3- Contém minerais

A composição da farinha de tapioca é predominantemente carboidrato. Ou seja, ela não é o alimento mais nutritivo do mundo. Por isso, é preciso fazer combinações inteligentes que deixem sua refeição mais saudável. 

Mas, ela contém alguns elementos que são muito importantes para a nossa saúde, como o ferro, o magnésio e o cálcio. 

Estes minerais são responsáveis pelo transporte de oxigênio no nosso organismo, regulam os níveis glicêmicos no nosso sangue, além de fortalecer nossos ossos evitando doenças como a artrite e a osteoporose. 

Gostou de conhecer um pouco mais sobre os benefícios da tapioca?? 

Aprenda a fazer deliciosas receitas utilizando este ingrediente entrando na nossa seção de Receitas da Amazônia!

Publicado em Deixe um comentário

Qual é o melhor? Café arábica ou o Café robusta amazônico?

café orgânico da amazônia

Essa é uma pergunta difícil de responder, pois gosto é algo bastante pessoal! Muitos dirão que o melhor é o café arábica, afinal, sua produção mundial é bem maior. Contudo, o café robusta amazônico está a cada dia conquistando mais apreciadores pelo seu sabor. 

Apesar de ambos os tipos terem suas origens na África, o cultivo destes grãos no Brasil foi muito bem sucedido. Não é à toa que o nosso país é um dos maiores produtores do mundo. 

Mas, o que muitos não sabem é que Rondônia, localizado no Norte do Brasil, é um dos estados que lideram a produção de café amazônico. 

Neste artigo, vamos falar um pouco das principais características e diferenças entre o café arábica e o café robusta amazônico! 

Pega lá seu cafézinho e desfrute a leitura! 

O que é café arábica? 

Tem gente que toma café todo santo dia, mas não faz ideia do tipo que está tomando. Por isso, nós viemos aqui te explicar as diferenças entre essas duas categorias para que você possa reparar na variedade de nuances, cheiros e sabores. 

O café arábica tem uma concentração maior de açúcares e gordura, comparado ao café robusta. Por isso, seu sabor é mais ameno e adocicado. Um dos motivos que justificam ele ser mais popular. 

O fato dele conter menos cafeína também influencia no seu sabor, pois diminui aquela sensação de amargor que nem todo mundo gosta. Além disso, o café arábica é o mais utilizado para produzir as versões gourmet que encontramos nos mercados. 

Sobre o processo de produção, o café arábica possui algumas peculiaridades, pois além de ser mais propenso à pragas, seu cultivo se dá melhor em áreas com altitudes mais elevadas. 

Por isso, sua produção se concentra mais nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Contudo, existe um tipo de café arábica moldado para climas mais quentes e altitudes mais baixas que tiveram resultados positivos em seu plantio na Amazônia. 

Além de suprir a demanda que existia na região norte, o café arábica amazônico foi categorizado como especial por suas altas notas de qualidade estipuladas pela SCAA (Associação Americana de Café). 

O que é café robusta amazônico? 

O café robusta amazônico é o resultado de um cruzamento entre as plantas do café conilon e do café robusta. Diferente do arábica, ele produz uma bebida mais encorpada, com aroma mais forte e sabor mais amargo. 

O investimento tecnológico realizado nos últimos anos para aprimorar os processos de produção do café robusta na região de Rondônia influenciaram não só na produtividade, mas também na qualidade final do produto.

Por isso, ele vêm conquistando o paladar de várias pessoas, sem falar da notoriedade que está recebendo em vários concursos. 

Dependendo do tipo de fermentação a que os grãos são submetidos, os sabores, aromas e nível de acidez podem variar. Enquanto o arábica tem um toque frutado, o robusta é mais amadeirado, remetendo à especiarias e chocolate. 

Sua produção é mais simples, comparado ao arábico, até porque os frutos do robusta são mais resistentes e se desenvolvem bem em climas mais quentes. 

O café amazônico tem grande valor gastronómico, social, cultural e econômico. Afinal, sua produção é a principal fonte de renda de muitas comunidades, inclusive indígenas, que vivem nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas.  

No município de Apuí (Amazonas), por exemplo, podemos encontrar o café amazônico orgânico que é fruto do trabalho sustentável de agricultores familiares residentes do local. 

Além de ser produzido em áreas de sistemas agroflorestais livres de agrotóxicos, o café Apuí passa por processos diferenciados que tornam seu aroma e sabor únicos. 

Bateu aquela vontade de tomar um cafézinho?? Aproveita que no nosso site ainda tem algumas unidades do Café Apuí Orgânico. Compre agora o seu!

Publicado em Deixe um comentário

Alimentos Sazonais da Amazônia: saiba porque eles são mais saudáveis!

Você conhece os alimentos sazonais da região onde mora? Esta é uma informação importante que você precisa saber na hora de fazer suas compras! 

Afinal, acompanhar a sazonalidade traz muitos benefícios não só para o seu bolso, mas também para a sua saúde! 

Isso porque, os alimentos que são cultivados e colhidos dentro do seu período natural passam por menos intervenções que influenciam não só o seu preço, mas também o seu sabor e quantidade de nutrientes. 

Sem falar que o consumo de alimentos sazonais cultivados por agricultores mais próximos da sua casa também colabora com o meio ambiente, pois a liberação de gases como o CO2 durante o transporte será menor. 

No artigo de hoje, vamos falar um pouquinho sobre os benefícios de algumas frutas exóticas da Amazônia, como o camu-camu, o araçá-boi e o pajurá, que você só irá conseguir experimentar se aproveitar o período de sazonalidade de cada uma!

Vem com a gente! 

Camu-camu

O camu camu é uma das melhores fontes de vitamina C do mundo! Esta fruta típica da Amazônia supera inclusive a acerola, o limão e a laranja!

A maioria dos seus benefícios estão relacionados com o alto teor desta vitamina em sua composição.  

Afinal, a vitamina C tem grande potencial antioxidante que atua diretamente contra a ação dos radicais livres no nosso organismo.

Lembrando que os radicais livres são moléculas que, em excesso, podem desencadear em várias doenças, além de debilitar seu sistema imunológico e estimular o envelhecimento precoce. 

Além disso, o camu camu pode ajudar a revitalizar sua pele, pois a vitamina C contribui para a produção de colágeno, proporcionando mais firmeza e elasticidade. Sem falar que o colágeno também auxilia muito na saúde dos nossos ossos. 

Outro benefício dessa fruta amazônica é a presença de compostos fenólicos que ajudam a controlar a quantidade de açúcar no sangue. Por isso, ela é excelente para ajudar a manter o equilíbrio do seu índice glicêmico.

Araçá-boi

O Araçá-boi, assim como o camu-camu, é uma árvore frutífera da família Myrtaceae e é parente da jabuticaba e da goiaba. 

Ela também contém muita vitamina C, o que a torna excelente para o fortalecimento do seu sistema imunológico. Sem falar que esta vitamina ajuda a combater os sintomas de ansiedade, estresse e até mesmo a depressão. 

Afinal, sua ação antioxidante ajuda a diminuir a produção de cortisol e promove a ação da dopamina, o famoso hormônio da felicidade. 

Além disso, esta fruta possui minerais essenciais para a saúde da sua tireóide, como o cobre. 

Também é importante lembrar que por ser rica em fibras, ela auxilia no funcionamento do nosso intestino e aumenta a sensação de saciedade. 

Contudo, semelhante ao camu-camu, esta fruta não costuma ser consumida in natura por ter um sabor bem azedo. Por isso, ela é bastante utilizada na produção de iogurtes, vitaminas, sucos, geleias, entre outras sobremesas. 

Pajurá

O pajurá, também chamado na região amazônica de pajurá-da-mata, é uma fruta com propriedades nutritivas pouco exploradas. 

Contudo, este alimento é muito utilizado pela medicina popular para tratar problemas gastrointestinais, como disenterias.

Segundo alguns estudos, a polpa desta fruta possui compostos fenólicos que possuem atividade antioxidante, combate a diabetes e previne doenças cardiovasculares. 

Além disso, o pajurá também têm carotenóides que podem se transformar em vitamina A no seu organismo, promovendo a saúde dos seus olhos. 

Sem falar que essas substâncias também são importantes para a saúde do nosso coração e atuam na prevenção de alguns tipos de câncer. Fantástico, não é mesmo? 

Diferente do araçá-boi e do camu camu, o pajurá é super docinho e possui uma polpa bem carnuda, o que facilita seu consumo in natura.

Gostou de conhecer um pouquinho mais sobre alguns alimentos sazonais da Amazônia? Ficou com vontade de experimentar?

Então, aproveite que estamos no período de safra do Araçá-boi e temos sua geleia disponível no nosso site!

Confira também o artigo sobre “Os Incríveis Benefícios do Cacau”! Lembrando que toda segunda-feira tem conteúdo novinho aqui no blog para você!