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A importância do Dia Internacional dos Povos Indígenas

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Em 9 de Agosto de 1995 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) uma data de extrema importância: o Dia Internacional dos Povos Indígenas

Esta data nos faz refletir sobre uma luta histórica de vários grupos que ainda não usufruem plenamente de direitos fundamentais como a autodeterminação de seu povo. 

Infelizmente, mesmo após tantas evoluções que passamos na sociedade, quando falamos da situação dos povos indígenas, principalmente no Brasil, vemos que estamos uns 500 passos atrás. 

A mentalidade arcaica do colonialismo deixou vários vestígios. Uma prova disso é todo desrespeito, discriminação e exclusão que estas comunidades ainda enfrentam. 

Por conta das ações políticas antiambientalistas e anti-indígenas do atual governo, a  invasão dos territórios e violência contra a vida destes povos só aumentaram nos últimos anos. 

Por isso, resolvemos dedicar um artigo exclusivo para debater sobre este assunto. Afinal, um dos caminhos para combater todas estas injustiças é educando, informando e ajudando a evidenciar ao máximo esta temática. 

Tenha uma boa leitura! 

Povos indígenas: um história de luta sem fim

É de praxe nas escolas estudarmos sobre o período de colonização no Brasil. Todos sabemos da extrema violência que vários grupos indígenas sofreram na época. De acordo com dados da Funai, em 1500 a população indígena tinha cerca de 3 milhões de habitantes. 

Aproximadamente 150 anos depois, este número caiu mais de 20%. Ao longo do tempo, este cenário foi piorando e vários grupos indígenas simplesmente desapareceram. 

Julgados como seres inferiores, eles viram suas casas, suas terras, sua cultura e suas crenças sendo massacradas e oprimidas.  Sem falar de toda exploração sexual e trabalhista que eles passaram por muitos anos. 

Apesar de termos conhecimentos básicos sobre a forma como os indígenas foram tratados durante a história do nosso país, pouco se fala sobre outras questões que envolvem estes grupos. 

Não é à toa que existe um ideia arraigada no senso comum de que todos os povos indígenas são iguais, falam a mesma língua, cultuam as mesmas divindades e possuem os mesmos costumes. 

Esse pensamento errôneo faz parte da falta de interesse da sociedade como um todo em divulgar e ensinar mais a fundo sobre toda sua cultura. 

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Fonte: Canva PRO

A sabedoria inexplorada dos Povos Indígenas

Apesar de subestimados, os povos indígenas são detentores de uma sabedoria única. Afinal, a relação que eles desenvolveram com a natureza ao longo de sua história foi completamente diferente de qualquer outra sociedade. 

O detrimento do meio ambiente em nome da “evolução” já está apresentando seus resultados. Os efeitos das mudanças climáticas já afetam milhares de pessoas ao redor do mundo.   

E é aí que entra toda a sabedoria dos povos indígenas que não conhecemos o suficiente. A visão de desenvolvimento destes grupos podem nos ajudar a encontrar soluções para essa problemática ambiental que estamos enfrentando. 

A ideia de superioridade do homem sobre todas as coisas é prepotente, presunçosa e nada sustentável. Precisamos enraizar na nossa cultura novos valores para que as futuras gerações tenham uma relação de respeito e troca com a natureza. 

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Fonte: Canva PRO

Txai Suruí: a 1° mulher indígena que discursou na COP 26

Nesta data tão importante não poderíamos deixar de falar sobre um fato que vai ficar para a história, além de representar uma grande conquista para os povos indígenas. 

Txai Suruí, uma jovem de 24 anos, foi a primeira brasileira indígena a fazer um discurso na Conferência da Cúpula do Clima (COP 26) em outubro do ano passado. 

Estudante de direito, Txai Suruí relatou durante a abertura oficial sobre o aumento do desmatamento da Floresta Amazônica. 

Infelizmente, após sua fala ela começou a ser atacada nas redes sociais com comentários racistas e misóginos depois de um comentário esdrúxulo do atual presidente. 

Pimenta Assîsî: um produto feito por mulheres indígenas

Já que estamos abordando esta temática tão relevante, não podemos nos esquecer de falar sobre um produto da Flor de jambu que é fruto do trabalho dos povos indígenas. 

A pimenta Assîsî é feita com 23 tipos de pimentas diferentes e pode ser utilizada no tempero de variadas carnes. 

Todo o processo de produção, desde o plantio até a comercialização, é realizado por mulheres indígenas de diferentes etnias, como os povos Waiwai, que vivem ao longo dos rios Trombetas, Mapuera e Cachorro. 

Ao adquirir um produto feito por mãos indígenas você estará incentivando, apoiando e empoderando o trabalho e cultura destas comunidades! 

Para conhecer mais sobre Pimenta Amazônicas é só clicar no botão abaixo!

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