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Maniva: a folha de mandioca que dá origem a Maniçoba

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Você já comeu a Maniçoba?? Este prato típico do Pará tem a Maniva como um dos seus principais ingredientes.

Se você acompanha nosso Blog, já deve ter lido o artigo sobre a mandioca, e as diferentes terminologias usadas para se referir a este tubérculo. Lembrando que mandioca, macaxeira e aipim são da mesma espécie, mas possuem algumas diferenças. 

No artigo de hoje vamos focar na Maniva, a folha da mandioca, que é uma excelente fonte de proteínas, vitaminas, fibras e minerais! Utilizada inclusive para a produção de suplementos alimentares para combater a fome em regiões muito precárias no Brasil. 

Vem com a gente conhecer um pouco melhor sobre as propriedades desta folha!

Entenda sobre a Maniva

A Maniva, assim como a mandioca brava, possui um elevado nível de cianeto (substância tóxica para o corpo humano). Por isso, sua preparação requer muitos dias de cozimento para a retirada do veneno. 

Há fontes que recomendam sete dias ininterruptos deste processo, pois, caso a maniva seja mal cozida, a pessoa pode ter sintomas como mal estar, dores de cabeça, e vômitos após ingerir.

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Maniva

As folhas da mandioca, depois de colhidas, são moídas e cozidas. Nunca devem ser consumidas in natura! O processo de cozimento transforma as folhas trituradas em um tipo de pasta com coloração verde escura e cheiro bastante peculiar. 

Um fato super interessante é que a Maniva não é só apreciada pela gastronomia do norte do Brasil, pois também é possível encontrar pratos com este ingrediente em alguns países asiáticos, e também na África. 

Além disso, por ser uma excelente fonte de vitaminas, ela é consumida por muitas gestantes em algumas regiões do Brasil, pois acredita-se que esta folha pode auxiliar na produção do leite da mãe. 

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Maniçoba

Curiosidades sobre a Maniçoba

A Maniva dá origem a uma das receitas mais típicas da região do Pará, a Maniçoba. Este prato, visto como tradição principalmente durante o mês de outubro na celebração do Círio de Nazaré, é um tipo de feijoada, pois leva várias partes da carne de porco em sua preparação. 

Contudo, ao invés de usar o feijão, os paraenses cozinham com a pasta da maniva já pronta. E, se você achou que a parte complicada para a preparação desta receita era só o cozimento das folhas da mandioca, você não viu nada! 

A maniçoba também requer mais de um dia de preparo. Por isso, é muito comum que as pessoas cozinhem em grandes quantidades. Quanto mais a gordura das carnes for soltando no caldo, mais gostoso ele fica!

Este prato com raízes indígenas também é bastante comum na festividade de São João da Feira do Porto, que ocorre no Recôncavo Baiano.

É possível encontrá-lo em formato de bolinho, onde a massa da maniçoba é empanada com farinha de trigo e farinha de rosca, e depois frita em óleo quente. Ou, vendida como prato pronto e acompanhada de farinha de mandioca ou arroz. 

Além disso, existe uma versão “meio adaptada” da maniçoba que é feita na África, mais especificamente em Moçambique. 

Lá, o nome do prato é Matapa e, ao invés de utilizar carne de porco junto com a massa da maniva, eles usam frutos do mar como caranguejo, camarões e mariscos. Seu acompanhamento também é o arroz, ou farinha de milho cozida.

Gostou de descobrir um pouquinho mais sobre a cultura gastronômica da região norte do nosso país?? 

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