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A incrível versatilidade do Coco Babaçu!

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É na Mata dos Cocais, zona de encontro entre três diferentes biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga e Cerrado), que encontramos em abundância a palmeira que dá o coco babaçu. 

Principal fonte de renda de muitas famílias que residem em estados como Piauí, Tocantins e Maranhão, o coco babaçu é um fruto com sementes oleaginosas muito versátil na culinária, indústria farmacêutica, bem como no setor de cosméticos. 

As “quebradeiras”, como são chamadas as mulheres que colhem e abrem de forma manual os cocos, enfrentam uma luta diária para manter de pé os babaçuais. Apesar desta espécie de palmeira ser muito resistente, principalmente à ação de queimadas, ela é ameaçada pela expansão da pecuária. 

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Quebradeiras de coco babaçu
Fonte: Canva Pro

As comunidades que são subsidiadas por esta incrível matéria-prima aproveitam da palmeira babaçu como um todo. Suas grandes folhas, por exemplo, são utilizadas para cobrir moradias, bem como na alimentação de animais quando estão secas. 

Além disso, suas fibras também são usadas pelas artesãs na confecção de cestas e peneiras. Seu caule também é aproveitado na construção de casas, extração de palmito e, quando apodrecido, vira adubo para plantações. 

Quer saber mais curiosidades sobre o coco babaçu e quais seus principais benefícios para a saúde? Então, continue a leitura! 

Coco babaçu e seus subprodutos

Além da grande versatilidade de sua palmeira, o coco babaçu também pode ser totalmente aproveitado. O epicarpo, que é parte externa do fruto, é usado na fabricação de estofados de veículos e na produção de vasos de fibra natural. 

Já o mesocarpo, que é a segunda camada interna do coco, vira uma farinha muito nutritiva que é super útil na área de panificação e confeitaria. Logo após o mesocarpo encontramos o endocarpo, que é a parte mais resistente do fruto. Ele é utilizado tanto na confecção de biojoias, bem como na produção de carvão. 

No interior do babaçu estão presentes as amêndoas, que é a parte com maior valor comercial no mercado. Isso porque, delas são extraídas o leite e o óleo de coco. Ambos são utilizados na gastronomia, e na produção de fitoterápicos e cosméticos naturais. 

Inclusive, uma das principais matérias-primas utilizadas na produção dos cosméticos da Saboaria Rondônia é o óleo de coco babaçu. Você irá encontrá-lo na composição do sérum facial, do hidratante labial e do desodorante natural. Todos estes produtos estão disponíveis aqui no site da Flor de Jambu!

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Cosméticos Naturais com Óleo de Coco babaçu

Benefícios do coco babaçu para a saúde 

O óleo de coco babaçu está ganhando notoriedade nacional e internacional. Afinal, seus benefícios são inúmeros para a saúde. Um dos principais componentes deste óleo é o ácido láurico, que é um tipo de ácido graxo excelente para manter as taxas de colesterol do nosso organismo, pois ele aumenta o nível de HDL (colesterol bom). 

Além disso, esta substância pode auxiliar as pessoas que estão em processo de emagrecimento, caso seja aliada com uma dieta equilibrada. A melhora no funcionamento do intestino e o aumento da imunidade também são outros benefícios que podemos atribuir ao óleo de babaçu devido a presença do ácido láurico. Afinal, ele contém propriedades anti inflamatórias, antifúngicas e antimicrobianas.

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Sementes de Coco Babaçu
Fonte: Canva Pro

Estas mesmas propriedades, associadas com a ação da Vitamina E, que também estão presentes no óleo de coco babaçu, são excelentes para hidratar a pele, amenizar irritações, e até mesmo para tratar acne. Sem falar que a vitamina E auxilia na regeneração da pele e previne o envelhecimento precoce. 

Por ser emoliente, o óleo de babaçu  promove a maciez não só da pele, mas também dos cabelos. Além disso, seu uso contínuo pode ajudar a diminuir o frizz, melhorar o ressecamento dos fios e auxiliar no tratamento de seborreia e psoríase. Incrível, não é mesmo? 

Gostou de descobrir todas estas curiosidades sobre o coco babaçu? Então, clique no botão abaixo e conheça mais sobre os cosméticos naturais da Saboaria Rondônia que leva este incrível insumo amazônico em sua composição!

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Conheça os benefícios do buriti para a pele e cabelo

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Delicioso e versátil, o buriti é uma das frutas mais incríveis que você poderá conhecer. Isso porque, além de possuir um sabor único, o buriti possui incríveis propriedades benéficas para a nossa saúde. Não é à toa que ele é muito utilizado em produtos medicinais e cosméticos.

Mas, não é só isso! O buritizeiro, palmeira que dá o buriti, é praticamente 100% aproveitável. Das suas folhas, por exemplo, é possível retirar as fibras para a confecção de artesanatos. Já do seu tronco é retirado um palmito muito saboroso e rico em vitaminas. 

O óleo do buriti, que pode ser extraído tanto da sua semente quanto da polpa, é bastante usado na indústria alimentícia como corante natural. Além disso, por conter substâncias bactericidas e antioxidantes, ele também é super requisitado pela indústria de produtos de beleza. 

Apesar do buritizeiro ser predominante nos estados do norte, é possível encontrá-lo em todas as regiões do Brasil com diferentes denominações. O mais interessante é que estas palmeiras possuem grande importância para o equilíbrio ecossistêmico de regiões onde tem nascentes de água.  

Quer saber mais dos benefícios do buriti e porque ele é tão eficiente para os cuidados da pele e cabelo? Então, continue a leitura!

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Palmeira Buriti
Fonte: Canva Pro

Benefícios do buriti para a pele

O que você busca ao cuidar da sua pele? Brilho? Elasticidade? Hidratação? E se eu te contar que o buriti pode te promover tudo isso? Às vezes pagamos por produtos caríssimos cheios de substâncias químicas que a longo prazo fazem mal a nossa saúde, sendo que podemos obter os resultados que precisamos com insumos da natureza. 

O buriti possui um alto teor de betacaroteno! Por isso seu interior é tão alaranjado. O betacaroteno é o responsável pela produção de Vitamina A no nosso organismo. E, para quem não sabe, esta vitamina é uma grande aliada nos cuidados com a pele.

Afinal, ela é um poderoso antioxidante que ajuda a combater a ação dos radicais livres que causam o envelhecimento precoce. Além disso, essa fruta tem em sua composição a presença de vários ácidos graxos, que unidos às propriedades antioxidantes também ajudam a estimular o colágeno da pele. 

Aliás, outro benefício dos ácidos graxos é que eles evitam o ressecamento e promovem a hidratação, deixando sua pele com uma textura muito mais macia. O hidratante corporal da Saboaria Rondônia, que é enriquecido com óleo vegetal de buriti, é perfeito para que você usufrua de todos estes benefícios e recupere a vivacidade da sua pele. 

Também não podemos deixar de citar que já há pesquisas que mostram a eficácia do óleo de buriti para a cicatrização, bem como para tratar peles irritadas ou com queimaduras. Apesar de proteger a pele contra as ações nocivas do sol, o uso do protetor continua sendo indispensável.

Hidratante Corporal enriquecido com Óleo de Buriti

Benefícios do buriti para o cabelo

Fora o fato de prevenir os danos dos raios ultravioletas na pele, o óleo de buriti também ajuda a tratar cabelos ressecados pelo excesso de exposição solar. Sem falar que seu uso constante é excelente para diminuir o frizz. 

Outro benefício dessa frutinha é a presença de vitaminas do complexo B, que são essenciais para fortalecer sua saúde capilar. Se você sofre com queda, enfraquecimento dos fios, ou se incomoda com a descoloração natural, então o óleo de buriti pode te ajudar a amenizar estes efeitos. 

Além disso, o buriti também tem ômega 3, que é super importante para manter seus cabelos hidratados e bonitos. Tanto a vitamina B quanto o ômega 3 auxiliam na circulação do couro cabeludo, promovendo o crescimento natural. 

Cosméticos Naturais com Óleo de Buriti

Você sabia que agora a Flor de Jambu também está trabalhando com cosméticos naturais feitos com insumos Amazônicos? E o melhor de tudo é que a maioria deles é feito com óleo de buriti, que como acabamos de ver possui vários benefícios!

Confira abaixo

O creme esfoliante facial possui micropartículas de buriti que ajudam a remover as células mortas e promover a renovação celular trazendo uma textura macia para a sua pele.

O Sérum Facial com óleos de buriti e babaçu é rico em antioxidantes que amenizam marcas de expressão e ainda deixam sua pele hidratada e iluminada.

O desodorante natural com óleos de buriti e babaçu tem propriedades bactericidas, promove a hidratação e ajuda a amenizar irritações.

O Lip Balm também é enriquecido com óleos de buriti e babaçu! Ele ajuda a proteger, nutrir e hidratar lábios ressecados.

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4 motivos para incluir cosméticos veganos na sua skincare

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Você já se perguntou se a sua rotina de cuidados com a pele é saudável? Você costuma verificar nos rótulos se não há na composição substâncias tóxicas? 

A maioria das pessoas que inclui a skincare nos seus hábitos diários certamente já passou pelos perrengues de comprar produtos que, ao invés de trazer resultados, acabam ocasionando alergias, espinhas e prejuízo para o bolso. 

Para evitar estes problemas, muitos estão optando por experimentar cosméticos veganos e naturais. Mas, quais os verdadeiros benefícios de fazer essa substituição? 

É sobre isso que vamos falar no artigo de hoje! Então, não saí daí e descubra porque vale a pena trocar seus produtos tradicionais pelos veganos!

O que são cosméticos veganos? 

Assim como todo novo produto que aparece no mercado, os cosméticos veganos também surgiram para atender a necessidade de um público que tem consciência sobre os impactos que os produtos de beleza podem causar para a nossa saúde, e para o meio ambiente.

Como muitos já sabem, o veganismo prega o respeito com todos os seres vivos. Por isso, quem adota esse estilo de vida não consome produtos, sejam eles alimentos, cosméticos, roupas ou acessórios, que possuem matérias-primas de origem animal. 

Além disso, o público vegano tem preocupações em relação à forma como são testados os produtos, a maneira como os ingredientes são cultivados e extraídos da natureza e, por último, a quantidade de medidas sustentáveis adotadas durante o processo de produção. 

Entenda agora sobre os principais benefícios dos cosméticos veganos!

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A nova linha de cosméticos naturais da Saboaria Rondônia possui várias opções veganas!

Por que usar cosméticos veganos? 

1°- Não utilizam ingredientes de procedência duvidosa

A indústria da beleza já se envolveu em várias polêmicas por utilizar ingredientes potencialmente tóxicos na composição de produtos. Substâncias como o chumbo, parabenos, formaldeídos e triclosan, por exemplo, ainda estão presentes em várias marcas de maquiagem, sabonetes, desodorantes…

Para piorar, temos casos de cosméticos que foram investigados por conter pelo de rato, urina, restos de moscas e baratas e, até mesmo, veneno. Por isso, tome muito cuidado, principalmente com produtos falsificados!

2°- Priorizam o uso de ingredientes naturais 

Os fabricantes que se dedicam à produção de cosméticos veganos priorizam o uso de ingredientes naturais, pois eles são menos propensos a causar alergias e são muito mais benéficos para a nossa saúde. 

Além disso, os efeitos dos produtos veganos estão se mostrando muito mais eficazes do que certas substâncias químicas. Afinal, as plantas são excelentes fontes de vitaminas, sem falar que muitas delas possuem propriedades antioxidantes, bactericidas, antifúngicas…

3°- Não são testados em animais

Para que um produto seja considerado vegano ele precisa comprovar que é cruelty free, ou seja, não realiza testes em animais. 

Esse tipo de teste, além de ser pouco eficiente, tem seus resultados muitas vezes ignorados pelas próprias empresas que o utilizam. Temos casos de marcas que, mesmo após constatar que certo ingrediente causou câncer nos bichinhos, ainda assim decidiram usar em seus produtos, pois eles consideraram o resultado irrelevante. 

Agora, me explica porquê aplicar um teste que sacrifica a vida de seres vivos sendo que eles mesmos julgam ser ineficaz? Dá para entender?

4°- São mais sustentáveis

Como já citamos, outro pré-requisito para um produto ser considerado vegano são as medidas sustentáveis que são adotadas durante toda a fabricação, desde a escolha das matérias-primas, até o momento de embalar. 

O uso de orgânicos, por exemplo, garante que os ingredientes não terão a presença de agrotóxicos, e o cultivo adotará técnicas que não prejudicam o solo ou o ecossistema da região. 

Além disso, as marcas veganas também precisam se preocupar com questões como: o tipo de energia que está sendo utilizada (se é renovável ou não), a quantidade de água que está sendo gasta, o material das embalagens (que precisam ser biodegradáveis)… Enfim, o objetivo final é minimizar cada vez mais os impactos ambientais! 

Curtiu esse conteúdo? Então, clique no botão abaixo e conheça os cosméticos veganos que são feitos com ingredientes 100% Amazônicos!

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Conheça a autêntica Culinária Paraense!

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Com fortes influências indígenas, e com ingredientes tipicamente amazônicos, a Culinária Paraense é diferenciada e extremamente rica em sabores. 

A abundância de insumos que a maior floresta tropical do mundo proporciona para a região norte permite a construção de pratos que ficam na memória de quem os experimenta. 

Além disso, muitos preparos específicos que são de herança indígena fazem toda a diferença no resultado final das receitas. 

É por isso que podemos dizer que a Culinária Paraense carrega em suas raízes a autenticidade do nosso país! 

Neste artigo, vamos falar sobre as principais características e ingredientes da gastronomia do estado do Pará. Preparado para ficar com água na boca? 

Culinária Paraense

Principais ingredientes

Antes de citar as receitas típicas, precisamos falar dos principais ingredientes que aparecem nesta culinária. Ingredientes, inclusive, que são considerados exóticos em outros estados do Brasil. 

Vamos começar pelas frutas? Muito provavelmente você já deve conhecer o cupuaçu, mas você já experimentou o baruci, o taperebá ou o muruci? No Pará, elas são muito comuns no preparo de várias sobremesas, principalmente de geleias e sorvetes. 

muruci fruta

Além disso, também temos a forte presença do Açaí, que na Culinária Paraense é consumido de uma forma bem diferente comparado a outras regiões. Os principais acompanhamentos são farinhas e até mesmo pescados. 

Agora, falando de ingredientes que aparecem mais em pratos salgados, não podemos deixar de citar o famoso tucupi

Esse caldo amarelado encontrado facilmente em feiras livres é um dos produtos mais marcantes da gastronomia da região. Afinal, ele traz um toque de acidez especial para as receitas. 

Uma curiosidade interessante é que seu processo de produção pode levar vários dias, pois é necessário eliminar todas as toxinas que ele possui quando está em seu estado natural.

Se quiser conhecer mais sobre este ingrediente, confira nosso artigo “o que é o tucupi?”.

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Assim como o tucupi, temos outro ingrediente que também vem da mandioca: a maniva. Na verdade, a maniva são as folhas da mandioca que são utilizadas para cozinhar um dos pratos mais famosos na época do Círio de Nazaré, a maniçoba. 

Além de tudo isso, não podemos esquecer do nosso querido jambu. Nós podemos encontrá-lo tanto na preparação de deliciosos pratos, como também em bebidas. 

A Cachaça de Jambu do Meu Garoto, por exemplo, faz um grande sucesso tanto pelo seu sabor, bem como pela sensação de dormência na boca devido a uma substância anestésica natural deste ingrediente. 

cachaça de jambu caipirinha

Pratos típicos

Vamos começar com um dos clássicos da Culinária Paraense: o pato no tucupi. Apesar de haver certas adaptações utilizando outros tipos de proteína, a carne de pato faz toda a diferença no sabor. 

Além do caldo do tucupi, esta receita leva folhas de jambu que agregam um toque super especial. Os acompanhamentos mais comuns são arroz e farinha.

Estes mesmos acompanhamentos também aparecem na maniçoba. Como citamos, a maniva é um dos ingredientes principais, junto com algumas partes da carne de porco. É como se fosse uma variação da feijoada.

Outro prato típico que você encontra facilmente em várias barraquinhas nas ruas de Belém é o Tacacá. Seu preparo também leva o tucupi e as folhas de jambu, mas a proteína principal são camarões secos. 

Se você gosta de camarão, então você também não pode deixar de experimentar o caruru e o vatapá do Pará. O preparo é um pouco diferente das versões que são feitas na Bahia. 

O vatapá, por exemplo, não leva amendoim e nem é cozinhado com peixe. O caldo é feito somente com camarões. Para adicionar um toque especial, você pode finalizar com um pouco de tucupi. 

Bate uma fome falar de comida, não é mesmo? 

Se você ficou com vontade de preparar estas receitas, mas não sabe onde encontrar esses ingredientes, então clique no botão abaixo e conheça melhor todos os produtos da nossa loja!

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Manioca revela o segredo do tucupi preto

Conheça também a história da marca que valoriza a cultura e os sabores amazônicos

Molho de Tucupi Preto

O molho de tucupi preto foi o grande lançamento da Manioca em 2016. E isso só foi possível porque Joanna Martins, uma das sócias da empresa, apesar de não cozinhar, pesquisa muito sobre comida, afinal, nasceu numa família de excelentes cozinheiros, que tem contribuído para a divulgação da culinária paraense desde a década de 70.

Joanna Martins é graduada em Administração e Publicidade e divide com o bacharel em Direito Paulo Reis a direção da Manioca, a marca que fabrica e comercializa produtos alimentícios artesanais com alto padrão de qualidade e segurança alimentar.

A partir da descoberta, a Manioca passou a produzir o Molho de Tucupi Preto, um dos produtos vendidos pela Flor de Jambu, a loja virtual que comercializa produtos e ingredientes amazônicos e contribui, assim como a Manioca, para a difusão dos sabores amazônicos pelo Brasil e pelo mundo.

Vejam o que a Joanna descobriu

Ela conta que a maior fonte de informação histórica sobre a cozinha paraense são os relatos dos viajantes. “Acho que por serem portugueses e gostarem de comer, relatam muito sobre alimentação. E eu encontrei um escrito de 1789, que falava do tucupi preto, também chamado de tucupi Pixuna, que é o nome indígena dele”.

De acordo com a empresária, os relatos revelam que era um sabor muito especial e isso despertou a curiosidade da empreendedora. “De onde vem? E cadê esse produto que a gente não conhece mais?”, questionava Joanna Martins.

Até que em 2015, ela descobriu uma pessoa que sabia fazer o tucupi preto e firmou uma parceria. “Não é um produto muito complexo. Na verdade, é uma redução extrema do tucupi amarelo até virar uma pasta. Até hoje, a parceira faz a pasta do tucupi preto e a gente produz o molho”, revela Joanna Martins.

Sabor intenso

Segundo Joanna Martins, a pasta é muito interessante para o chef de cozinha porque tem um sabor intenso, no entanto, não é muito fácil de ser usado pelo consumidor final. “Então, a gente desenvolveu o molho de tucupi preto para facilitar o uso por consumidores que querem praticidade no dia a dia”, explica.

“O molho de tucupi preto pode substituir o Shoyo e o Molho Inglês. As vantagens dele é que é cem por cento natural, diferente da maioria dos shoyos que há no mercado nacional. Tem cinco vezes menos sódio do que o shoyo comum, é superversátil em termos de sabor. Por ser um pouco mais suave, funciona muito bem com todos os tipos de proteína, além dos legumes e cogumelos”, detalha.

Ela revela também que a substituição do shoyo foi uma coincidência, pois o objetivo da Manioca era apenas fazer o molho a partir do tucupi preto. Foi o consumidor que começou a comparar o sabor “lembra shoyu”, “parece molho inglês”. “E a gente, então, começou a testar o uso em substituição e funcionou muito bem. Hoje, tem cliente nosso que até no sushi usa o molho de tucupi preto no lugar do shoyo. É uma questão de adaptação e de paladar também”, diz Joanna Martins.

Tucupi tem validade de até um ano sem refrigeração

Tucupi paraense tradicional (Foto Tereza e Aryanne

Segundo Joanna Martins, o tucupi tradicional, amarelo, que todo mundo conhece, é o começo dessa história porque, mesmo antes da Manioca existir, ela já se incomodava muito com a falta de padrão do produto. “O tucupi é um produto superemblemático da nossa culinária, mas nunca ninguém deu muita atenção a ele, talvez por ser tão comum para os paraenses. Porém, ele é um produto superdelicado”, afirma.

Joanna Martins acredita que pelo fato de o mercado local não ser muito exigente, acaba aceitando produtos com variação muito grande, inclusive de um mesmo fornecedor. “Por isso a gente encontra tucupi mais doce, mais ácido, mais azedo, mais aguado, mais concentrado e as pessoas não estão preocupadas com isso, elas compram”, explica.

Entretanto, não é assim que acontece no mercado nacional. “Quando a gente põe uma marca, o consumidor espera o padrão de uma marca. Se vai comprar um katchup de determinada marca você quer que ele seja sempre igual. Então, nós sempre nos preocupamos com isso e hoje temos um produtor parceiro”, conta Joanna Marins

Desafio

Ela explica que o tucupi é um produto que tem muitos fatores que podem influenciar na sua variação, desde a mandioca que é usada a detalhes do processo. E um dos maiores desafios que a Manioca encontrava no tucupi era a questão da conservação.

Desde o princípio, a empresa comercializava o tucupi congelado porque no mercado local as pessoas compram o tucupi para consumir num fim de semana ou em 15 dias no máximo, não havendo necessidade de um período maior de conservação.

No entanto, para vender para o mercado nacional já é diferente. Segundo Joanna Martins, o produto que existe no mercado em geral tem uma durabilidade máxima de 30 dias em refrigeração, fora da refrigeração não chega a 15 dias. Isso era um obstáculo. “Na verdade, o tucupi não estraga. Por ele ser um produto ácido, o estragar dele é se tornar mais ácido. Ele não estraga a ponto de fazer mal, mas fica ácido demais”, revela.

Por isso, muita gente acrescenta açúcar, outras colocam glutamato de sódio, o que, segundo Joanna, é um problema. “O produto ideal é aquele que está num nível de acidez média (uns gostam de um pouquinho mais ácido, outros mais doce, dependendo de onde for), mas tem um ideal ali no meio”, comenta.

Inovação

Tucupi tradicional

A boa notícia é que a Manioca conseguiu desenvolver uma técnica de manter o produto estável na questão da acidez por até um ano. “Foi uma inovação que alcançamos, que conserva o tucupi, por até um ano, sem precisar de refrigeração ou qualquer tipo de aditivo químico, que é o mais importante e é uma bandeira da Manioca: trabalhar com alimentos naturais. “Foi só uma questão de conhecer mais a fundo o processo aliando com o conhecimento da tecnologia de alimentos”, conta Joanna Martins.

Com esse avanço, a Manioca conseguiu chegar mais longe com o tucupi. Hoje, o produto está nos supermercados sem precisar da cadeia de frio, que é bastante delicada, e consegue diminuir todos os impactos ambientais porque a empresa deixa de trabalhar com isopor que é um grande poluente. Isso também reduziu os custos com frete aéreo porque o produto pode ser enviado por transporte rodoviário. Sem a necessidade de refrigeração também há redução de consumo de energia. “A gente resolveu uma questão que refletiu em várias outras”, comemora.

Atualmente, a produção mensal de tucupi da Manioca varia de uma e meia e duas toneladas. A empresa fornece para cerca de dez estados, porém o consumo maior é em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Nova granola de tapioca com sabor de Amazônia

Granola de tapioca, novo produto da Manioca

Sempre de olho no mercado em expansão, a Manioca acabou de lançar, mais um produto, a granola de tapioca, porque, segundo Joana Martins, ao contrário da geleia, por exemplo, que não é muito consumido no Brasil, a granola está presente no cotidiano das pessoas que se preocupam com a saúde. “Esse é um dos alimentos naturais que, de alguma forma, pode trazer saúde para as pessoas”, comenta.

A proposta da Manioca é oferecer aos consumidores um produto realmente natural e saudável, pois, muitas granolas disponíveis no mercado não são exatamente o que se pensa. “As pessoas acham que estão consumindo saúde, mas, na verdade, estão consumindo muita química”, alerta Joanna Martins.

Ao observar que o consumidor já vem usando a tapioca em substituição a outros tipos de carboidrato, a Manioca viu na tapioca o ingrediente ideal para unir com cumaru, cupuaçu e castanha-do-Pará e produzir uma granola mais natural e com sabores regionais. “A gente reuniu elementos e sabores da Amazônia nesse produto, que tem tudo para entrar no dia a dia do consumidor”, ressalta.

A empresa paraense também está trabalhando na criação de novos temperos e molhos, porque é uma forma mais simples e natural de levar os sabores amazônicos para o dia a dia do consumidor.

Empresa defende desenvolvimento sustentável

Todas as geleias, granolas e temperos são produzidos na sede da Manioca, em Belém, enquanto os produtos tradicionais, como o tucupi, vêm de fornecedores locais que recebem orientações técnicas e participam de capacitações para manter o padrão e a qualidade exigidos pelo mercado.

Em geral, são pequenos produtores, de agricultura familiar, que precisam de apoio para se desenvolver. “Infelizmente, as instituições públicas ainda apoiam muito pouco esses produtores”, observa Joanna Martins, ressaltando que em alguns casos, a Manioca tem conseguido fazer a conexão desses produtores com essas instituições.

“Entretanto, apoiá-los também é uma missão nossa para que eles se desenvolvam e cresçam junto conosco porque a Manioca quer que o mundo conheça os sabores da Amazônia, mas entende que também deve ser um vetor de desenvolvimento sustentável para a região. Não adianta a gente fazer para o mundo conhecer nossos sabores se não for para apoiar tanto a conservação da floresta quanto as pessoas que vivem aqui”, argumenta Joanna Martins.

Agora saiba como tudo começou

Anna Maria Martins e Paulo Martins

Não é de hoje que Joanna Martins tem amor e carinho pelos ingredientes amazônicos. Pois ela é filha do chef Paulo Martins, reconhecido nacionalmente como Embaixador da Cozinha Paraense, falecido em 2010, e neta de Anna Maria Martins, uma quituteira de mão cheia, fundadores do Restaurante Lá em Casa, hoje gerenciado pela irmã de Joanna, a chef Daniela Martins.

A história começou quando a avó de Joanna Martins e seu pai fundaram o restaurante em 1972. “Ela era quituteira, fazia eventos, pratos, doces e salgados para fora. Os dois acharam que abrindo um restaurante seria mais tranquilo. Hoje, a gente sabe que não, cozinheiro quer fazer evento, e não ter restaurante, mas na época se pensava assim”, relata.

Desde o começo, a proposta do restaurante era trabalhar a cozinha caseira, que envolvia pratos da culinária tradicional paraense, como pato no tucupi, maniçoba, caranguejo, pirarucu. No entanto, naquela época, não havia oferta desses produtos no mercado. Assim, os poucos restaurantes que havia em Belém, cerca de quatro, trabalhavam com cozinha internacional, como a francesa e a portuguesa.

Fato inusitado

Como os turistas não conheciam essas comidas tradicionais, o Lá em Casa ganhou destaque entre esse público e a mídia da época. “Foi destaque em várias revistas nacionais e internacionais. Minha avó estava sempre à frente do negócio, na cozinha, e também recepcionando, ela era uma hostess muito simpática. Isso também atraia muito, porque restaurante é isso”, diz Joanna Martins.

Porém, um dia algo inusitado e desafiador aconteceu na cozinha dos Martins, que fez Paulo Martins se encantar pela arte de cozinhar. “Até então, o meu pai, que era arquiteto, só se envolvia na administração. Ele era muito criativo e descobriu que podia criar muita coisa na cozinha, onde, até aquele dia, só trabalhava com pratos tradicionais.

Mas o que aconteceu afinal? Bem, Joanna Martins conta que o restaurante tinha um prato chamado “Bacalhau a RM”, criado em homenagem ao jornalista Romulo Maiorana, que era um bacalhau de forno acompanhado de arroz de brócolis. Até hoje o Pará não produz brócolis, portanto, o prato dependia da verdura que vinha de fora.

O problema foi que o brócolis não veio e Romulo Maiorana iria levar ao restaurante dois convidados ilustres, Jô Soares e Boni, para provarem o famoso prato. O desespero tomou conta da dona Anna Maria. Como servir arroz de brócolis sem brócolis? O jeito foi pedir socorro ao filho Paulo Martins: “Paulo, pelo amor de Deus, o que que eu faço? Se eu disser para o Romulo que não tem, vai ser uma grande vergonha”.

Encanto pela cozinha

Hoje, o jambu pré-cozido da Manioca facilita a vida dos chefs

Joanna Martins conta que seu pai abriu a geladeira e viu que o que tinha de mais parecido com brócolis era o jambu. “Cozinhou, picou, fez o arroz, e serviu. Os convidados comentaram que o brócolis daqui era diferente do que eles estavam acostumados, mas que o prato estava uma delícia. E foi aí que o papai se encantou com a cozinha, viu que podia criar e começou a usar os ingredientes tradicionais de forma diferente”,

Na época, ele foi muito criticado localmente por isso, mas, ao mesmo tempo, começou a chamar a atenção do mercado nacional. Alguns cozinheiros, então, passaram a convidá-lo para fazer eventos fora do estado. “Era um momento em que a gastronomia do Brasil começava a se estabelecer, entre as décadas de 80 e 90 e os chefes franceses que tinham vindo para o Brasil incentivavam o uso dos ingredientes brasileiros de formas diferentes”, diz Joanna Martins.

Depois de viajar muito e dar aulas em outros estados, Paulo Martins decidiu que iria trazer as pessoas para Belém em vez de levar os ingredientes. “Ele dizia que levava o ingrediente de uma forma adaptada. Para ele, tomar tacacá no calor das quatro horas da tarde em Belém não era a mesma coisa do que tomar tacacá no frio de São Paulo”, conta Joanna Martins. E foi assim que ele criou, no ano 2000, o Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense.

Interesse nos ingredientes

Com o festival, esse trabalho de divulgação e propagação dos ingredientes amazônicos começou a se disseminar porque as pessoas vinham e se encantavam de fato. “Os chefes que vêm a Belém, que vão ao Ver-o-Peso são como uma criança indo para Disney”, comenta a empreendedora.

Os chefs vinham, conheciam in loco, viam essa cultura toda e queriam usar o produto. “E aí começou a ser um problema porque eles ligavam e diziam “Paulo, eu quero tucupi, eu quero jambu, eu quero cupuaçu e não tinha fornecedor. Até hoje, são poucos ainda. A Flor de Jambu é um desses distribuidores, mas ainda são poucos pelo Brasil. Aí o papai começou a dizer para a equipe do restaurante, pega o isopor, põe tucupi põe não sei o que, manda para o fulano. E isso, desde o ano 2000, era feito dentro do Lá em Casa como um favor”, relata a filha de Paulo Martins.

Como surgiu a ideia do novo negócio

Depois, Joanna Martins foi para São Paulo, graduou-se em Publicidade e Administração, voltou, trabalhou e cresceu no restaurante. Até que percebeu que atender a todas aquelas encomendas dos amigos do seu pai estava prejudicando o funcionamento do restaurante. “Na hora que chegava um pedido, era um transtorno, porque, esse não era o objetivo do negócio”, conta Joanna.

Joanna percebeu que existia ali um potencial de negócio e, em 2014, ela decidiu criar a Manioca, para profissionalizar o serviço de fornecimento de ingredientes para hotéis e restaurantes, porém com a proposta de atender não apenas aos profissionais da gastronomia, mas também ao consumidor final que já demonstrava interesse por esses ingredientes. “Especialmente, porque a mídia já começava a falar mais sobre isso, você ia ao restaurante e consumia, e o hobby pela gastronomia no Brasil também começava a crescer, o que é um movimento bem forte hoje em dia. E aliado a tudo isso, estava a alta do dólar, que ainda permanece, fazendo com que as lojas que vendiam muitos produtos importados começassem a abrir as suas portas para o produto brasileiro”, detalha Joanna Martins.

Por que Manioca?

O nome da empresa vem da “Lenda da Manioca”, envolvendo os índios Tupi, que conta a história do surgimento da mandioca, a raiz da qual são extraídos diversos ingredientes regionais como o tucupi, a farinha e a tapioca, tendo tudo a ver com a proposta da marca.

No entanto, Joanna Martins garante que a empresa não tem a pretensão de ser fornecedora apenas de produtos tradicionais. “Unimos a tradição com a inovação porque acreditamos que a maneira como se consome os alimentos é cultural. Não quer dizer que outros povos vão consumir como a gente consome os nossos alimentos. Por isso, a gente trabalha com os alimentos tradicionais, mas também desenvolve novos produtos com os nossos sabores”.

Produção atual

A Manioca produz e comercializa, atualmente, incluindo o molho de tucupi preto, cerca de 20 produtos entre farinhas, grãos, granola, doces, geleias e temperos, além de um kit presente, mantendo respeito ao meio ambiente e ao produtor e contribuindo com o desenvolvimento da cadeia produtiva local e da gastronomia brasileira.

A criação da empresa foi o caminho que Joanna Martins encontrou para continuar trabalhando com gastronomia e fazer com que esses produtos cheguem mais longe. “Territorialmente, o restaurante é limitado e com a indústria a gente consegue alcançar o mundo todo. É um caminho novo que só existe por causa da história da minha família com a cozinha paraense”, finaliza.

Texto: Roberta Vilanova

Fotos: Manioca e flordejambu.com