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Belém está completando 406 anos! Conheça mais sobre a capital do Pará

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O aniversário de Belém chegou!! Entretanto, os paraenses devem estar um pouco chateados porque parece que a tradição do bolo gigante não se cumprirá novamente este ano. 

A capital do Pará está completando 406 anos e é costume que nesta data tão importante se produza um bolo enorme que é distribuído para a população. 

Infelizmente, devido aos últimos acontecimentos, esta tradição não está ocorrendo. No aniversário de 400 anos da capital, o bolo tinha nada menos do que 100 metros! Dá pra imaginar?? 

Mas, desde o ano retrasado a prefeitura local está tendo que se adaptar para evitar aglomerações. Por isso, além de não ter realizado a festa de ano novo e cancelado os blocos de carnaval de 2022, provavelmente não haverá nenhuma programação especial no dia 12 de Janeiro. 

Contudo, não vamos desanimar, afinal, precisamos celebrar esta data mesmo que não seja da forma como gostaríamos. Por isso, resolvemos escrever um artigo contando um pouquinho sobre a história de Belém, e também alguns pontos turísticos importantes que tornam esta cidade tão especial!

Boa leitura!

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Forte do Castelo
Fonte: Wikimedia Commons

Um pouquinho da história de Belém do Pará

A região onde hoje se localiza a cidade de Belém já foi cenário de muitas disputas territoriais durante o período da colonização. Isso porque, estas terras já eram habitadas pelos índios Pacajás e Tupinambás quando os portugueses chegaram.. 

Além disso, colonizadores ingleses, franceses e holandeses, também lutaram pela região que acabou sendo dominada por Portugal E, para se defenderem dos ataques tanto de outros colonizadores europeus, quanto dos índios, foi construído o Forte do Presépio. 

Conhecido popularmente como Forte do Castelo, este é um dos pontos turísticos que você precisa conhecer caso venha conhecer a capital do Pará. 

Além de possuir uma vista incrível da Baía do Guajará, e também do centro histórico da capital, a estrutura do Forte possui fragmentos arqueológicos incríveis que nos faz viajar para 1616 (ano da fundação da cidade de Belém).

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Estação das Docas
Fonte: Canva Pro

Alguns pontos turísticos em Belém 

Gastronômico

Como nós conhecemos bem nossos seguidores, sabemos que vocês gostam mesmo é de comer. Então, não poderíamos deixar de falar de dois locais fantásticos que são excelentes para quem deseja entrar de cabeça na culinária paraense. 

O primeiro ponto é um complexo com vários armazéns que fica na baía do guarujá conhecido como Estação das Docas. Sua inauguração completará 22 anos em maio deste ano. 

Este local centraliza vários elementos culturais, históricos e gastronômicos desta região. E, se você deseja provar pratos típicos paraenses, então comece seu passeio pelo Armazém 2, que também é conhecido como Boulevard da Gastronomia.   

Outro local excelente para encontrar produtos tipicamente amazônicos é o Mercado Ver-o-Peso, que fica a menos de 600 metros da Estação das Docas. 

Inaugurado no início do século 17, este mercado público, que é uma relíquia por ser o mais antigo do Brasil, já foi considerado uma das 7 maravilhas do nosso país. 

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Mercado Ver-o-Peso
Fonte: Pixabay

Arquitetônico

Agora, se você é um grande apreciador de prédios e igrejas históricas com arquiteturas de cair o queixo, Belém não irá te decepcionar. 

O Teatro da Paz, por exemplo, possui uma estrutura neoclássica belíssima que foi construída numa época de muita prosperidade para esta cidade, o ciclo da borracha. 

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Teatro da Paz
Fonte: Wikimedia Commons

Além disso, há várias catedrais como a Nossa Senhora de Nazaré, e a Catedral da Sé, que possuem esculturas e pinturas de artistas italianos como Domenico de Angelis e Giacomo Muzner. 

As referências e inspirações do estilo europeu nessas construções fizeram com que, por muito tempo, a cidade de Belém fosse conhecida como “Francesinha do Norte”. 

E aí? Gostou de conhecer um pouquinho melhor sobre Belém do Pará?

Para comemorar este aniversário tão especial, só até Domingo (dia 16/01/2022) nós estaremos presente nossos clientes com um brinde especial nas compras acima de R$129,00 reais!!

Mas é só até este Domingo!! Aproveita!! 

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Ilha do Combu: conheça o paraíso pertinho de Belém

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Buscando tranquilidade, comida boa e profunda conexão com a natureza? Então visite a Ilha do Combu há 15 minutinhos da cidade de Belém. 

Este é um ótimo passeio para quem está conhecendo o Pará e quer se desconectar um pouco da agitação das grandes cidades. 

Com várias opções de restaurantes, muitos turistas visitam esta ilha para se deliciar com as comidas tipicamente paraenses. 

Além disso, há opções de lazer dentro dos próprios restaurantes, como piscinas, trilhas e espaços de jogos, que são excelentes para passeios em família!

Quer conhecer um pouquinho melhor sobre a Ilha do Combu antes de visitá-la? Então continue a leitura e anote todas as dicas!

Ilha do Combu: como ir?

Apesar de parecer difícil, chegar à Ilha do Combu é super simples. Basta pegar um barco, meio de transporte utilizado pelos moradores da ilha, que sempre sai da Praça Princesa Isabel (localizada no bairro Condor).

A passagem varia entre R$7,00 e R$10,00 reais. Lembrando que durante a semana a frequência de embarcações em direção à ilha é bem menor. 

Ilha do Combu: pousadas

A maior parte dos turistas que visitam esta ilha costumam passar somente uma tarde. Até porque, por ser bem pequena, não há muitas atrações ou eventos. 

O que mais atrai as pessoas, além do sossego proporcionado pela floresta, é a incrível experiência gastronômica que você terá ao visitar qualquer um dos restaurantes.

Por isso, não há quase nenhuma opção de estadia ou hotel. A única indicação que nós temos é da Olaria River Hostel. Apesar de haver poucas acomodações, os quartos são bem equipados, e ainda há a opção de café da manhã incluso. 

Ilha do Combu: restaurantes

Diferente das estadias, as opções de restaurantes são diversas. Antes de ir, é bom conferir o cardápio, os preços e também as opções de lazer. 

Um dos locais mais bem recomendados nesta ilha é o famoso Saldosa Maloca, que está funcionando atualmente de sexta a segunda. 

Além de uma linda vista para o Rio Guamá, a comida é muito elogiada. Mas, por conta de sua fama, o preço é um pouco salgado.

Apesar de haver opções de trilhas e tirolesas, há outras alternativas com uma infraestrutura um pouco mais robusta, como o Solar da Ilha.

O preço não é muito diferente do Saldosa Maloca, mas o restaurante, além de comida boa, conta uma piscina, hidromassagem e várias espreguiçadeiras para você tirar aquele cochilo depois do almoço.   

Mas, se o que você busca é um combo de “preço acessível + lazer para a família”, então as outras opções são: o Nossa Maloca, o Casa Combu e o Kakurí. 

Conheça a Fábrica de chocolate

Uma parada obrigatória para quem visita esta ilha é a Casa da Dona Nena. Isso porque, a produção e comercialização de cacau é praticamente uma marca registrada deste local. 

Além disso, a história de superação e o delicioso chocolate da Dona Nena, que é bastante reconhecido inclusive por alguns renomados chefs brasileiros, é algo que atrai muitos turistas. 

Para começar, você pode fazer uma visita guiada para conhecer um pedacinho da Amazônia e os tesouros que ela nos dá, como o cacau, o cupuaçu e o açaí. Para fechar com chave de ouro, faça uma degustação de alguns chocolates amazônicos e doces típicos da região. 

Se você ainda não provou o chocolate amazônico, não sabe o que está perdendo! É simplesmente uma delícia!

Gostou de saber um pouquinho mais sobre a Ilha do Combu? 

Então não deixe de acompanhar nosso blog, pois neste período de férias teremos várias dicas de viagens e destinos inesquecíveis na região norte do Brasil! Não perca!

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Circuito Gastronômico valoriza ingredientes amazônicos

Concurso elegeu os dois pratos mais saborosos e criativos

Prato Pirarucu à Mangueirosa

Pirarucu frito no azeite, farofa de camarão regional com molho de manga e gengibre e arroz de jambu no tucupi são os ingredientes do “Pirarucu à Mangueirosa”, prato é de autoria da boieira Osvaldina Ferreira, de 70 anos, que participou do concurso de criação de pratos na 4ª edição do Circuito Gastronômico – Mercado Criativo, que aconteceu, no último sábado (11), na feira do Ver-o-Peso, como parte da programação comemorativa dos 404 anos da cidade de Belém.

Sem dúvida, é importante conhecer melhor e explorar os ingredientes amazônicos, como tucupi, jambu e até as frutas regionais como a manga utilizada na receita da dona Osvaldina, para valorizar as novas criações de quem trabalha com alimentos ou, simplesmente, gosta de cozinhar.

Apesar da chuva forte que caiu no início da tarde, muita gente prestigiou o evento organizado pela Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem), cujo objetivo é valorizar a gastronomia belenense e incentivar o turismo local.

A finalidade do concurso era eleger os dois melhores pratos apresentados pelas 17 boieiras inscritas, sendo um escolhido pelo voto popular e o outro pelo júri técnico formado pelos chefs paraenses Daniela Martins, Ofir Oliveira e Felipe Gemaque, que avaliaram a criatividade, sabor e as técnicas utilizadas para fazer o prato. Cada prato de degustação estava sendo vendido ao preço de R$ 10,00.

Osvaldina Ferreira trabalha há 48 anos no Ver-o-Peso

Para participar do circuito, as boieiras precisam passar por cursos de capacitação ofertados pela Prefeitura de Belém com chefs que as ensinam a  utilizar os ingredientes da Amazônia, a fazer apresentação de pratos, além de muitas outras coisas importantes para quem trabalha com alimentação.

Osvaldina Ferreira, que vende refeição no Ver-o-Peso há 48 anos de domingo a domingo, e participou de todas as edições do evento, disse que mais importante do que vencer o concurso é o aprendizado que elas obtêm na capacitação oferecida pelo projeto. “A gente pensa que sabe muita coisa, mas aprendemos muito mais lá”, disse a participante.

Ela, inclusive, tem incentivado suas colegas a também participarem do projeto. “Minha briga com elas é isso, para elas se capacitarem que é bom. Isso aqui chama gente para nossa barraca. Eu me sinto orgulhosa”, comemorou Osvaldina.

Opinião de especialista

Chefs Daniela Martins, Felipe Gemaque e Ofir Oliveira avaliam o prato criado pela boieira Osvaldina Ferreira

Para o chef Felipe Gemaque, que já havia participado como visitante e expositor e, pela primeira vez, participou como jurado, o Circuito Gastronômico é muito importante. “Esse evento veio fortalecer e enaltecer o que a gente tem de mais importante que é a nossa cultura alimentar, tanto do dia a dia, quanto dos ingredientes. Nós estamos vendo uma avalanche de produtos muito bem usados pelas boieiras. Já escutei muita gente elogiando os pratos e a dedicação delas. Estamos vendo muita coisa boa e vai ser bem difícil avaliar”, disse Gemaque. “O evento também valoriza a maneira como a gente come, o nosso costume de vir ao Ver-o-Peso, sentar, comer e compartilhar comida”, acrescentou o chef paraense.

Gemaque acredita que a tendência é que o Circuito Gastronômico tenha novas edições. “Eu acho que a cidade está cada vez mais receptiva a esse tipo de evento, a gente anseia, pede, está aí, não é à toa que está lotado, todo mundo veio. Eu acredito que em 2020 vamos ter muita coisa boa de comida para falar”, afirmou o jurado.

A coordenadora do Circuito Gastronômico – Mercado Criativo, Cláudia Sadalla, informou que além de abrir as atividades de 2020 do projeto, a 4ª edição foi especial porque integrou as comemorações do aniversário de Belém. “O Mercado Criativo vem desde 2019 com o objetivo de fomentar a nossa economia, a nossa gastronomia e o turismo. Esta edição é um sucesso total, metade das boieiras já acabaram com degustação”, comemorou a coordenadora.

O prato vencedor pelo júri técnico foi o “Vatapá Caboclo”, criado pela boieira Hildely Porpino, mais conhecida como Tiêta. E pelo voto popular, o melhor prato foi o “Filhote a Carimbó”, de autoria da boieira Bete Medeiros.

Se você é paraense, está longe de Belém e sentiu saudade desses sabores ou ficou curioso para conhecer e sentir sabores regionais da Amazônia, visite a nossa loja https://flordejambu.com/ que vende produtos fornecidos por pequenos produtores e empreendedores da região da Amazônia. Experimente!

Texto e fotos: Roberta Vilanova