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Você já conhece Alter do Chão no Pará?

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Finalmente o verão chegou! Época de férias, confraternizações e um merecido descanso. Por isso, viemos te dar uma dica de destino de viagem inesquecível: Alter do Chão!

Reconhecido internacionalmente como uma das praias mais belas do Brasil, e cenário inclusive de uma das novelas da Globo, Alter do Chão é um verdadeiro caribe de água doce.

Situado em Santarém, no estado do Pará, este destino possui diferentes atrações dependendo da época do ano. 

Neste artigo vamos te dar várias dicas caso você esteja se planejando para visitar este paraíso. Vem conferir!

Alter do chão: quando ir?

Depende do itinerário que você deseja fazer! Se você é uma pessoa mais praiana, então é melhor ir na temporada de seca que começa em agosto e termina no início do mês de janeiro.

Mas, se você é apaixonado por fazer passeios de barco, e quer ter a oportunidade de apreciar melhor algumas espécies de animais comuns da região, então viaje entre o final do mês de janeiro e início do mês de julho. 

Alter do chão: como ir?

Se você está partindo de Brasília, Belém, ou Manaus, então é possível pegar um voo direto para o aeroporto de Santarém, que fica a menos de 40 km de Alter do Chão.

Do aeroporto é possível recorrer a um táxi, ônibus, ou você pode optar por um carro alugado. Contudo, esta última opção tem suas desvantagens porque depois que estiver na vila você perceberá que a maioria dos passeios são feitos a pé, ou de barco. 

Alter do chão: pousadas

Antes de falar de algumas opções de hospedagem, é importante ressaltar que fazer reservas com antecedência é o mais recomendado. Afinal, as alternativas são um pouco limitadas. 

Há opções de pousadas e bangalôs que ficam bem próximos das praias mais famosas, e possuem uma incrível integração com a natureza, como a Pousada Boutique Villa Alter, Pousada Villa Arumã, Pousada Vila AMZ, entre outras. 

Há também algumas opções de hotéis com quartos mais tradicionais, mas que são super bem equipados, como o Agualinda Hotel, e o Hotel Mirante da Ilha, que tem vista para a Ilha do Amor. 

Alter do chão: praias

Ilha do Amor

Se você está em busca de areia branca, águas cristalinas e uma boa infraestrutura com barraquinhas, então visite a famosa Ilha do Amor. 

Esse é um dos points mais frequentados pelos turistas, principalmente no verão. Mas, se você deseja conhecer outras praias banhadas pelo Rio Tapajós, então visite o Cururu, a Ponta do Mureta e a Praia do Cajueiro. Lembrando que o pôr do sol visto destas praias é um espetáculo sem igual!

Lago Verde

Esta ilha fica exatamente entre o Rio Tapajós e a Ilha do Amor. Contudo, ela só aparece no período de estiagem das chuvas. 

Além de ser excelente para tomar banho, a natureza ao ser redor é exuberante. Fato que nos faz lembrar dos passeios incríveis pela Floresta Encantada!

Fora a oportunidade de conhecer de perto algumas comunidades ribeirinhas, as excursões de barco te levam para uma imersão dentro da selva amazônica. 

Aproveite a Festa do Sairé

Pretende conhecer esta região no mês de Setembro? Então não deixe de aproveitar esta celebração folclórica que dura cerca de 5 dias. 

Mesclando elementos católicos e profanos, a Festa do Sairé é cheia de rituais, músicas e danças coreografadas. Um verdadeiro espetáculo que atrai muitas pessoas todos os anos. 

Um dos pontos altos desta celebração é o Festival do Botões, que representa a luta entre o boto-cor-de-rosa e o boto tucuxi, ao som do carimbó (ritmo tipicamente amazônico).

Gostou de saber um pouquinho mais sobre o caribe brasileiro? 

Então fique ligado no nosso blog

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Jambu conquista espaço e valoriza a gastronomia brasileira

Chamado também de agrião do Pará, o jambu é encontrado principalmente no Pará, onde é cultivado juntamente com outras hortaliças e pode ser encontrado em feiras e supermercados

Tacacá, famosa iguaria típica paraense com tucupi, camarão, goma e jambu

Conhecido principalmente por compor pratos típicos paraenses como o “pato no tucupi” e “tacacá”, o jambu conquista novos espaços e valoriza ainda mais a gastronomia brasileira com aquele toque especial, que é a sensação de dormência nos lábios. Sem dúvida, o jambu desperta a curiosidade de quem o degusta pela primeira vez.

Cachaças e geleias são alguns produtos que usam o jambu como ingrediente especial. Até a flor do jambu, – onde se concentra a maior parte da substância espilantol, responsável pela sensação de dormência na boca – passou a ser mais valorizada. Agora, já pode ser encontrada até em conserva e utilizada de diversas maneiras na preparação de pratos, de doces e de salgados.

Jambu in natura pode ser encontrado em feiras e supermercados

Por causa desse princípio ativo, o jambu também é usado pela população local como erva medicinal, no tratamento de males da boca e garganta, além de tuberculose e litíase pulmonar.

Por isso já despertou o interesse de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, que consideram o espilantol uma substância promissora na produção de anestésicos naturais.

Diurético e afrodisíaco são outros atributos do jambu. Se quiser conhecer mais benefícios dessa planta para a saúde, há vários textos sobre o assunto na internet. O site “Quero Viver Bem” aponta nove benefícios enquanto o “Mundo Boa Forma” lista 13 deles.

Jambu é uma cultura invisível

Anderson Noronha vende jambu o ano todo na feira do Ver-o-Peso

Apesar de fazer parte de vários pratos típicos no Pará e já ter fama fora do estado, do ponto de vista econômico, de acordo com a publicação “Agropecuária no Estado do Pará (página 59) editada pela Embrapa, em 2017, “o jambu se enquadra na categoria de dezenas de “produtos invisíveis” na Amazônia”. Isso significa que não existem oficialmente, uma vez que não fazem parte da coleta de dados do IBGE ou de outra instituição.

Cultivado juntamente com as outras hortaliças, o jambu pode ser encontrado em feiras, como a do Ver-o-Peso, e em supermercados. Porém, infelizmente, ainda não há um olhar diferenciado para ele.

Segundo engenheiro-agrônomo, doutor em Economia Rural e pesquisador Alfredo Kingo Oyama Homma, da Embrapa Amazônia Oriental, um dos autores desse trabalho, o termo “produtos invisíveis” se refere a produtos que são importantes na estratégia de sobrevivência dos pequenos produtores, dos extrativistas, dos ribeirinhos, porém, têm produção reduzida, pulverizada e pequena participação na economia.

Necessidade de investimentos e ciência e tecnologia

Parece até estranho que o jambu seja um produto invisível, no entanto, Homma disse que esse privilégio não é só da Amazônia, acontece no Nordeste e também em São Paulo. “São produtos com pouca importância econômica e que, por isso, o IBGE, as Secretarias Estaduais ou Municipais não deslocam pessoal para coletar dados de área, produção e valor.

“Mesmo para o jambu a sua importância econômica é pequena se comparada com a pimenta do reino, cacau, castanha, etc. Se pudéssemos secar as folhas de jambu e depois reidratar abriria um vasto mercado para exportação para outras partes do país e do mundo”, explicou Homma, mas não é isso que acontece.

Para Homma, há necessidade de promover maiores investimentos em pesquisa com o jambu, para desenvolver novas variedades, descobrir maneiras de secar as folhas para depois reidratar e criar novos produtos. “Há uma série de atividades que precisariam ser realizadas, como mais investimento em ciência e tecnologia, equipamentos e pesquisadores, que seriam importantes para o fortalecimento dessa atividade no estado do Pará”, afirmou o pesquisador.

Criatividade e empreendedorismo

Jambu pré-cozido congelado

Enquanto esses grandes investimentos em pesquisa e tecnologia não chegam, os pequenos produtores de jambu, pelo menos, podem fornecer matéria-prima para os novos empreendedores que têm lançado no mercado produtos especiais como flor de jambu em conserva, jambu pré-cozido e a famosa cachaça de jambu, tudo feito com capricho e elevada qualidade comercial.

Então, essa realidade vem ao encontro da proposta da Loja Flor de Jambu, que tem como missão “tornar acessíveis nacionalmente os sabores típicos da Amazônia Brasileira, por meio da comercialização de ingredientes e produtos fornecidos por pequenos produtores e empreendedores da região”.

Se você ainda não experimentou essa hortaliça nativa da região Norte, também conhecida como agrião do Pará e ficou curioso para saber como é a sensação de dormência na boca, acesse o site da loja e experimente o jambu e outros ingredientes amazônicos. Que tal um pesto de jambu para começar? Clique aqui e veja a receita.

Texto: Roberta Vilanova

Fotos: Flor de Jambu